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June 08, 2008 09:15 AM PDT

 
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June 08, 2008 09:10 AM PDT

 
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June 08, 2008 09:08 AM PDT

 
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June 08, 2008 08:59 AM PDT

 
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June 08, 2008 08:48 AM PDT

 
MÚSICA: MUDANÇA E INCLUSÃO SOCIAL
Explicit
May 20, 2008 06:46 PM PDT

Miguel Farias, Produtor e Apresentador do Programa Liberdade de Expressão
O Programa Liberdade de Expressão exibido dia 12 de maio de 2008, apresentado por Miguel Farias, versou sobre MÚSICA: MUDANÇA E INCLUSÃO SOCIAL.

Platão disse uma vez que a música é “um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Agora os cientistas sabem por quê. A música, eles acreditam, treina o cérebro para formas superiores de raciocínio.`

Para debater sobre a MÚSICA: MUDANÇA E INCLUSÃO SOCIAL, foram convidados o Presidente do Conservatório Pernambucano de Música, Sidor Hulak, a Pianista e Profesora da Universidade Federal de Pernambuco, Helena Maibrada, a Psicóloga Conceição Vieira, do Centro de Reabilitação e Valorizaçao da Criança - CERVAC e o Maestro Ademir Araújo, da Orquestra Popular do Recife.

A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Actualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função. A música expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como arte, mas também como a militar, educacional ou terapeutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais. Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma actividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas. (wikipedia)

Sidor Hulak, Presidente do Conservatório Pernambucano de Música
CONSERVATÓRIO PERNAMBUCANO DE MÚSICA
O CPM possui hoje cerca de 1.250 alunos, e um corpo docente formado por 95 professores. Funciona atualmente em dois prédios (sede e anexo), oferecendo cursos regulares (Iniciação Musical, Preparatório e Curso Técnico em Instrumento e Canto) e Cursos de Extensão. Promove, também, a reciclagem periódica dos seus mestres, com vistas à melhoria da qualidade de ensino. Numerosos eventos, com artistas de alto nível, são realizados em seu auditório, permitindo ao seu alunado assistir e participar de concertos, que, além de enriquecerem a vivência curricular, refinam o gosto musical dos jovens aprendizes dos mais variados instrumentos.
O Conservatório Pernambucano de Música promove a reciclagem periódica de seus professores, eventos com artistas de alto nível.
Av. João de Barros, 594Boa Vista
Recife - PE Fone: (81) 3416.6400
E-mail: cpm@fisepe.pe.gov.brWeb
site: http://www.conservatorio.pe.gov.br/
Heloisa Maibrada, pianista e professora de Universidade Federal de Pernambuco
O Departamento de Música desenvolve uma pesquisa sobre a importância da música no desenvolvimento integral da criança. Intitulado "Projeto Musiser", a pesquisa tem a coordenação da professora e pianista Heloisa Maibrada O Musiser visa a apresentar a música não apenas como um processo intelectual de aprendizagem musical e instrumental, mas como uma atividade criativa, dinamizadora do desenvolvimento de processos cognitivos, emocionais e psíquicos das crianças. A duração do projeto será de dois anos, sendo destinado a crianças na faixa dos 4 aos 6 anos de idade. O projeto Musiser baseia-se em dados relevantes que vêm sendo divulgados como resultado de pesquisas sobre a eficácia da atividade musical no processo cognitivo infantil. Dentre as diversas áreas e atividades estimuladas pela aprendizagem musical, destacam-se desenvolver a auto-expressão e o prazer criativo; desenvolver um sentido estético; facilitar o desenvolvimento motor e rítmico; promover a herança cultural, o desenvolvimento vocal e lingüístico e o desenvolvimento cognitivo e o pensamento abstrato; e ensinar habilidades sociais e de grupo.
Para Heloisa Maibrada, quando a criança entra em contato com a música logo cedo, ela começa a exercitar as capacidades de ouvir, compreender e respeitar o outro, até porque a aprendizagem musical contribui para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor, emocionaç e afetivo e, principalmente, para a construção de valores pessoais e sociais de crianças e de jovens.

Conceição Vieira é psicóloga do Centro de Valorização da Criança - CERVAC.

Segundo informação do Cervac, no Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência. Ou seja, para 15% da população o direito de ir e vir, entre outros, não está sendo cumprido. E não é preciso caminhar muito pelas ruas das cidades para se observar o quanto o país está distante dos ideais de inclusão social, entendendo-se inclusão como adequação da sociedade à pessoa, e não o contrário. Diante da falta de políticas públicas eficientes, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, e serviços de competência, iniciativas comunitárias têm se tornado as principais responsáveis pelo atendimento às pessoas com deficiências, empreendendo soluções ousadas, inovadoras e de efetividade. Nesse contexto, situa-se o Centro de Reabilitação e Valorização da Criança - CERVAC, uma iniciativa essencialmente comunitária com atuação compreensiva e eficiente junto a pessoas com deficiências. Uma história que vem se construindo a partir da atitude decisiva de várias pessoas e do engajamento delas na luta por um mundo onde as diferenças sejam respeitadas e acolhidas.

O CERVAC tem como missão, a valorização de pessoas com deficiência, possibilitando seu desenvolvimento físico e mental, atuando nas áreas de prevenção, sensibilização e reabilitação, favorecendo sua inclusão social através da participação ativa em políticas públicas que lhes garantam melhor qualidade de vida. A musicalização e arte são utilizadas como forma de tornar mais lúdico o processo de reabilitação, o que resultou na criação da Banda FORÇA ESPECIAL, composta por crianças, adolescentes e jovens da própria instituição, tendo em seu currículo apresentações em diversos eventos de âmbito estadual e interestadual. Existe ainda, o grupo Arco Íris do Sonho, que realiza um trabalho de dança, que tem por objetivo promover a inclusão Social da Criança com deficiência junto à sociedade. A arte neste caso, propícia o desenvolvimento pleno do indivíduo nos aspectos cognitivo, psicomotor, social e afetivo. Por essa razão, está incluída na proposta pedagógica da Área de Educação do CERVAC, sendo útil como elemento facilitador da inclusão social das crianças, adolescentes e jovens atendidos pela instituição.

Maesto Ademir Araújo

Ademir Araújo, Músico, compositor e regente. Nascido no dia 16 de outubro de 1942, no Recife, Ademir Araújo, já órfão de pai, quando foi chamado pelo compositor Dudu para tocar na Orquestra da Troça Carnavalesca Coqueirinhos de Beberibe, durante o dia e no Bloco Carnavalesco Madeira do Rosarinho, à noite. Estava assim, consolidado o amor entre o músico e o Carnaval do Recife. Já perfeitamente entrosado com o Carnaval de rua, Ademir Araújo teve contato com grandes compositores pernambucanos: Nelson Ferreira, Capiba, Edgard Moraes, Felinho, João Santiago, Miro Oliveira, Toscano Filho e Claudionor Germano, hoje seu inseparável amigo. Regente da Orquestra Popular do Recife, criada pelo escritor Ariano Suassuna, há 25 anos, Ademir Araújo carrega na sua enorme bagagem musical peças sinfônicas, tal a que compôs em 1975, em homenagem ao sesquicentenário do jornal Diário de Pernambuco, como grandes frevos-de-rua como “Formiga Está de Volta”, “Andréa no Frevo”, “Frevo no ano 2000”, “Tonico está de Volta”, alem de consagradas peças carnavalescas de maracatus, como “Leão Coroado”, “Águia de Ouro”, “Maracatu Indiano”, “Dona Santa”, “Dia de Festa”, “Rei de Angola”, entre outros. Ademir Araújo, ou simplesmente Formiga, como é conhecido entre os amigos, é também integrante do Instituto do frevo da Faculdade Mauricio de Nassau e professor de música das oficinas da refinaria multicultural do Sítio Trindade e da escola João Pernambuco, na Várzea. (extraído do site http://www.carnavaldorecife.com.br/noticias.php?cod=434)

O Maestro Ademir Araújo tem significativa atuação na música produzida em Pernambuco nas ultimas cinco décadas. Pesquisador e compositor de talento passeia por diversos ritmos e gêneros com muita desenvoltura. Foi redescoberto por uma nova geração de artistas e músicos, como arranjador e diretor musical.
Ao lado da Orquestra Popular do Recife participou de trabalhos das bandas; Nação Zumbi (PE), Eddie (PE), Andaluza (PE), do artista Erasto Vasconcelos (PE), do grupo Camerata Brasileira (RS), A Barca (SP), do músico e compositor Marquinho Mendonça (SP), dentre outros. Autodidata, oriundo das bandas de música, da rica cultura musical pernambucana, o Formiga, como também é conhecido, está para as orquestras de frevos e bandas de músicas, como referência maior, como um grande "mestre de ofício".
Ainda hoje, o Mestre Formiga entende o frevo, como música visceral e ainda sem sistematização, e por isso sempre persegue a melhor maneira, o melhor ângulo de compreendê-la e executá-la. Juntos, ele e a Orquestra Popular do Recife definem bem as particularidades do FREVO, estas sempre renovadas nas suas performances. Transcendente, sempre, mas sem perder a essência. Saudações ao "Mestre da Banda"... "Que o frevo continue..."
Desde o começo de sua carreira o "Mestre da Banda" busca expressar Música como arte capaz de relatar fatos históricos ou mesmo de expressar sentimento coletivo, que traduza a alma do povo. Enfatiza que o teor da Música enquanto ciência pode intervir diretamente no âmago da sociedade, transformando-se em poderoso instrumento sócio-pedagógico de inserção e transformação através do conhecimento do modo como sete notas, disposta entre sons, timbres, intervalos, etc nos caracterizam como povo único sobre a terra. Defende a tese que esse processo educativo ajuda não só a formar músicos, mas fundamentalmente a capacitar cidadãos conscientes do valor da Música como expressão do ser humano

Rosélio Correia, diretor de operações da TV Pernambuco
Marco Antonio, conhece muito bem a magia de uma câmera


Meninos doTrio Sotaque Trio Sotaque, Grupo instrumental pernambucano formado por Luciano Magno (guitarras e violões), Fábio Valois (piano e teclados) e Raimundo Batista (pandeiro)

O Trio Sotaque é um grupo musical pernambucano com ênfase nos ritmos brasileiros tradicionais como o frevo, o baião e o choro. O Trio já coleciona várias turnês internacionais, participando de eventos em:Buenos Aires (Argentina), durante a FIT (Feira Internacional de turismo) em novembro / 2005.Lisboa (Portugal) – BTL (Bolsa de turismo de Lisboa), janeiro/2006.Madri (Espanha) - FiTur (Feira internacional de turismo), janeiro/ 2006.Milão (Itália) - BIT (Bolsa internacional de turismo), fevereiro/2006.Madri (Espanha) - FiTur (Feira internacional de turismo), fevereiro/ 2007.Berlim (Alemanha) – ITB (maior feira de turismo do mundo), março/2007.
Hoje, o Trio Sotaque apresenta um repertório amplo. Além de composições próprias, interpreta clássicos da música regional nordestina e da MPB.

Luciano Magno

Fábio Valois, Luciano Magno e Raimundo Batista

http://www.lucianomagno.mus.br/

www.myspace.com/lucianomagno

www.palcoprincipal.com/lucianoma



Música: Sotaque -
Autores: Luciano Magno e Fábio Valois

Trio Sotaque
Música: Relampejo
Autor:

TEATRO DE RUA
Explicit
May 20, 2008 06:41 PM PDT

O Programa Liberdade de Expressão convidou o Irineu Correia, do TAO - Teatro Amador de Olinda, a Lucélia Albuquerque, do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, Paulo Michellotto, professor da Universidade Federal de Pernambuco e Anderson Guedes, do Movimento do Teatro Popular de Pernambuco, para uma conversa sobre o TEATRO DE RUA, uma das manifestações mais antigas da cultura popular e que traz na bagagem séculos de histórias e influências, que vão desde os folguedos do Nordeste até as máscaras dos espetáculos medievais.

O próprio teatro originou-se na rua, ou quase isso. O surgimento do teatro se dá no espaço público, e não se pode falar exatamente em rua, que ainda não existia, mas a grande verdade é que ele nasceu no seio da comunicade, antes mesmo do estabelecimentodo teatro grego.

O conceito de teatro de rua, é marcado por uma intenção explícita de criar encenações para serem apresentadas no espaço público. Essa é sua principal característica e os atores passam a impressão de terem encontrado o paraíso no teatro que fazem nas ruas ou em qualquer outro lugar onde a plateia seja formada pela diversidade humana, sem as divisões sociais que se pretende determinar. O maior e melhor ator ator do "teatrão", como é chamado o teatro de palco pelos atores do teatro de rua, pode quebrar a cara na rua. Para a rua tem que ter a química com a plateia diversa, que de alguma maneira intervém nas encenações, transformando-se em protagonistas.

Com as construções dos edifícios teatrais - casas de espetáculos das mais variadas formas e tamanhos, a rua concolidou-se como escolha e não como ausencia de alternativa, é bom que se deixe bem claro, até porque o compromisso dos que fazem teatro de rua é acima de tudo compromisso.

UM RESUMO DA HISTÓRIA DO TEATRO DE RUA

O primeiro registro de teatro de rua contemporâneo no Brasil data de 1946, uma iniciativa que envolveu nomes como Hermilo Borba Filho e Ariano Suassuna. A partir desse momento, a história de tal manifestação encontra parada obrigatória também em 1961, com a criação do Movimento de Cultura Popular (MPC), em Pernambuco – por Paulo Freire e o próprio Suassuna, entre outros –, e pelo surgimento, no mesmo ano, do Centro Popular de Cultura (CPC), da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio de Janeiro, capitaneado por Oduvaldo Vianna Filho, o Vianninha.

Entre as influências na estética do teatro de rua, além da já citada commedia dell’arte, é forte a presença da exuberância visual do circo tradicional e a incomparável habilidade de comunicação de manifestações populares como o maracatu – folguedo nordestino, sobretudo da região de Pernambuco. “É possível usar várias formas de linguagem no teatro de rua”,

Os papéis de público e atores também sofrem interessantes mudanças no teatro de rua em relação ao encenado no edifício teatral. A ausência do palco aproxima os lados, enquanto o tom de constante intervenção permeia as apresentações. Afinal, se por um lado um espetáculo pode mexer com o cotidiano da cidade e seus transeuntes, por outro esses mesmos passantes podem – e vão – intervir nas cenas

Esse movimento, por sua vez, contribui para a relação do cidadão com a cidade, uma vez que, quando um indivíduo assiste a um espetáculo na praça, ele está também usufruindo um espaço público de convívio urbano. “Ou seja, é a convivência de todos numa praça ou mesmo nas ruas que faz com que elas sejam efetivamente de todos. E o teatro de rua é um dos instrumentos para isso.”

Anderson Guedes é o representante do Movimento de Teatro Popular e em nossas pesquisas para escrever sobre o MTP, encontramos um requerimento do Deputado Sérgio Leite, onde com muita propriedade é feita uma referência ao MTP, que traduz perfeitamente a importância desse movimento para fomentar a cultura no Estado de Pernambuco.

ESTADO DE PERNAMBUCOASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Legislatura 16º Ano 2007


Requerimento Nº 1131/2007


Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais de que seja formulado, na Ata dos Trabalhos dessa conceituada Casa, Votos de Aplausos para o Movimento de Teatro Popular - MTP e Fundação de Cultura Cidade do Recife-FCCR, pela realização do 5o. Festival de Teatro de Rua, que aconteceu recentemente, fazendo com que os mais diversos bairros da cidade do Recife respirasse cultura durante alguns dias.Da decisão desta Casa, e do inteiro teor desta proposição, dê-se conhecimento ao Movimento de Teatro Popular, através do Sr. Anderson Guedes, com endereço a Rua dos Coelhos, 317 - Boa Vista, Recife - PE; ao Exmo. Prefeito da Cidade do Recife, Sr. João Paulo Lima e Silva, com endereço no Palácio Prefeito Antonio Farias, sito ao Cais do Apolo, 925 - 9o. andar - Bairro do Recife, Recife - PE. CEP 50030-230 e ao Presidente da FCCR, Sr Fernando Duarte, com endereço no Palácio Prefeito Antonio Farias, sito ao Cais do Apolo, 925 - 15o. andar - Bairro do Recife, Recife - PE. CEP 50030-230.

Justificativa


Esse Festival reúne o que se produz em todo o estado, do sertão ao litoral, além de trazer o que há de mais representativo na área de teatro de rua, para servir de modelo e de parâmetro para os produtores desse tipo de teatro daqui da região. Nesse período o movimento é incrementado com a realização de cursos e de oficinas de aperfeiçoamento, com o objetivo de aprimorar as técnicas de abordagem e de comunicação do teatro de rua, em busca de uma linguagem cênica que aproxime as pessoas do teatro que a elas é dirigido.Há de se registrar o esforço imenso que é feito pelo MTP e pela FCCR, com a finalidade de fazer com que a população mais carente, principalmente aquelas que habitam os morros e alagados, tenham a acesso a pelo menos um dos seus bens culturais: o teatro popular.Numa época de grandes dificuldades de produção, quando as regras de mercado apontam para um outro tipo de teatro, é louvável iniciativa como essa que permitem uma interlocução do povo com o seu teatro, fazendo um caminho inverso ao preconizado pelos agentes econômicos, resgatando as origens dessa arte milenar, que no seu nascedouro grego, dava ao povo o que a ele pertencia.Outro fator importante e digno de elogio é a preocupação que o movimento possui com as questões políticas e sociais, investindo no conteúdo das montagens, sem no entanto se despreocupar com a sua forma, utilizando os conhecimentos adquiridos para criar momentos de beleza, poesia e encantamento, sem no entanto se disvincular da realidade e da sua função principal.Pelo exposto, solicito aos deputados e deputadas, nobres companheiros e companheiras de labuta, que aprovem o presente requerimento por ser de fato justo e apropriado.


Sérgio LeiteDeputado

O Professor Paulo Michellotto, da Universidade Federal de Pernambuco, é um dos grandes defebsores e incentivadores do Teatro de Rua e, segundo ele, é um tema que se encontra à margem dos estudos sobre o teatro brasileiro. A historiografia do teatro foi escrita basicamente a partir da dramaturgia e a cena, local do acontecimento teatral, foi renegada ao segundo plano. A ampliação de pesquisas sobre a cena, especialmente nos programas de pós-graduação, tem tentando repensar essa visão. Porém, o teatro de rua é um tema ainda carente de discussão e pesquisas. O preconceito e a falta de uma conceituação clara dessa modalidade teatral são alguns dos problemas encontrados pelo pesquisador que queira investigá-la.

Segundo Lucélia Albuquerque, o Teatro do Oprimido de Augusto Boal é uma metodologia teatral genuinamente brasileira, sistematizada pelo teatrólogo Augusto Boal, que estimula uma postura ativa e protagônica em seus praticantes e espectadores qundo estes são convidados a entrar em cena substituindo um personagem oprimido na situação que está sendo encenada e através da improvisação, uma característica do teatro de rua em geral, apresente alternativa que mude os rumos do acontecimento de opressão. O Teado do Oprimido estimula discussão de qualquer tema no qual exista um conflito claro e objetivo e o desejo e a necessidade de mudança.

No Teatro de Rua e no Teatro do Oprimido, em especícifico, o diálogo entre atores e espectadores é o primeiro passo para a resolução do assunto em discussão, pois aponta caminhos e alternativas, sem oferecer soluções extraordinárias nem mágicas para problemas concretos, mas é um instrumeneto lúdico, criativo e eficaz de estímulo à reflexão, ao diálogo e à elaboração de propostas.

Irineu Correia, do Teatro de Amadores de Pernambuco, um dos ícones da resistência do teatro na cidade de Olinda, um dos mais respeitados grupos teatrais daquela cidade, que atualmente e junto com os demais grupos de teatro têm enfrentado toda sorte de adversidades por falta de teatro para ensaios. O Teatro de Amadores de Olinda - TAO -, do qual o Irineu é representante, tem no seu currículo a apresentação de inúmeros espetáculos, entre eles: "Brincando em Cima daquilo" / "Ubu Rei (Pai Ubu e Mãe Ubu)" , A Cor da Exclusão, Teamu & Cia, Cantares do meu Povo, entre muitos outros e cujas apresentações ocorrem em sua maioria na cidade do Recife, que tem colaborado com o Teatro de Rua, já que em Olinda a situação é extremamente adversa.

Para Irineu, o Teatro de Rua é missão. Missão de poder levar a um público carente de teatro em suas comunidades e que de repente, além de assistir às apresentações, também podem se transformar em protagonistas, participando das cenas e contextualizando sua propria dramaticidade, com aquela que lhe está sendo apresentado sob forma de espetáculo.

Escutar os meninos do ARABIANDO é ter a certeza de que a música está na alma de cada um deles. Fui atrás de mais informações sobre eles e cheguei lá no Orkut onde encontrei exatamente o que precisava para colocar aqui no blog do Programa Liberdade de Expressão. "Tecendo com tradição e muita originalidade a música popular brasileira, o Arabiando desponta no cenário musical de Pernambuco com uma nova proposta artística: pesquisar novas sonoridades e difundir o choro pernambucano em todo o país. A qualidade sonora do Arabiando deve-se primeiramente à formação musical dos seus integrantes onde todos, sem exceção, estudaram no Conservatório Pernambucano de Música. Outro aspecto deve-se à improvisação e aos arranjos bem elaborados que têm lugar de destaque na história deste grupo.Toda essa combinação resulta numa musicalidade apurada aliada a uma performance impecável de jovens músicos pernambucanos. Aliás, jovens com uma média de idade de 25 anos, executando com habilidade excepcional, choros que vivenciaram com a velha guarda."

CONTATOS:Rodrigo Samico 55 81 9922 1188

E-mail: arabiando@hotmail.com

Site: http://www.arabiando.com/

Jô Maria 55 81 9244 9612

Mery Lemos 55 81 9614 5973vitroproducoes@yahoo.com.br

Fantásticos!

Fantásticosssssssssss!!!!!!!!!!!

O CIRCO E SUAS LINGUAGENS
Explicit
May 20, 2008 06:37 PM PDT

Miguel Farias, Produtor e Apresentador do Programa Liberdade da Expressão, que vai ao ar diàriamente às 18:00 horas na TV Pernambuco. Neste programa será debatida a Vida do Circo e suas Linguagens.
O circo é umas das mais antigas artes de espectáculos do mundo. Teve origem em povos nômades da Eurásia.

A história do Circo no Brasil começa no século XIX com famílias e companhias vindas da Europa, onde agruparam-se em guetos e manifestavam sentimentos diversos através de interpretações teatrais onde não demonstravam apenas interesses individuais e sim despertavam consciencia mútua. No Brasil, mesmo antes do circo de Astley, já haviam os ciganos que vieram da Europa, onde eram perseguidos. Sempre houve ligação dos ciganos com o circo. Entre suas especialidades incluíam-se a doma de ursos, o ilusionismo e as exibições com cavalos.Eles viajavam de cidade em cidade, e adaptavam seus espetáculos ao gosto da população local. Números que não faziam sucesso na cidade eram tirados do programa.

Existem muitos tipos de circo: circo de rua, circo tradicional, circo chinês, circo russo etc. O universo circense é na verdade um conjunto de diversas artes: malabarismo, palhaço, acrobacia, monociclo, adestramento de animais, equilibrismo, ilusionismo etc.

No Programa Liberdade de Expressão gravado dia 05 de maio de 2008, Miguel Farias recebeu personalidades circenses, para conversar sobre as diversas linguagens. Estavam presentes Armia Escobar, nossa querida Madre Escobar- Coordenadora do Arricirco- Ryan - mágico -, Gilberto Trindade - fundador do Circo da Trindade, artista e Gerente de Circo da Prefeitura da Cidade do Recife e Marcos Lima, também do Arricirco.

MADRE ESCOBAR DA ONG ARRAIAL INTERCULTURAL DE CIRCO DO RECIFE – ARRICIRCO

Aprendendo com o circo

Aprender sobre o circo e para o circo. Esse é o objetivo básico da Universidade Livre do Circo, que estará funcionando a partir de março de 2001. Com sede em Brasília, Rio de Janeiro ou Belo Horizonte (a cidade ainda não foi definida), a universidade terá quatro módulos itinerantes e desenvolverá programas, projetos e ações culturais com determinações pedagógicas.

Segundo o ator Marcos Frota, criador do Grande Circo Popular do Brasil - montado na capital desde a semana passada -, a universidade não será apenas uma escola de circo. O que norteia a sua fundação é, mais do que ensinar práticas circenses, preparar a criança carente para o mundo. ''Espero, na minha terceira idade, ver crianças que hoje encontram-se em situação de risco formadas pela Universidade do Circo, trabalhando e criando um mundo melhor para elas'', diz o ator.

O projeto da Universidade Livre do Circo prevê um ensino prático, teórico e técnico do mundo do circo. A escola terá disciplinas como História do Homem e das Civilizações, História da Arte, Historia do Circo, Línguas, Ética, Ecologia e Espiritualidade. A prática será ensinada por meio de atividades lúdicas centradas no circo e nas suas expressões - que englobam teatro, dança, música, literatura, artes plásticas, artesanato e esportes. Além de artistas, a universidade também pretende formar mão-de-obra técnica. Operadores de som e de luz, montadores e pessoal de apoio são alguns exemplos.

O diretor artístico do Grande Circo Popular e mentor da Universidade Livre de Circo, Luís Maurício Carvalheira, ressalta que a universidade será um sistema aberto, popular e alternativo de educação. ''Ela funcionará por meio de intercâmbios e parcerias com entidades assistenciais que já têm programas similares - ou que desejam ter. Nós prestaremos serviços pedagógicos e sociais a essas entidades'', explica. ''Boas escolas de circo podem ser encontradas em todo o país, não queremos ser apenas mais uma. O que a universidade busca é uma forma de usar a prática circense no crescimento integral da criança''.

O módulo fixo funcionará como sede da universidade. Nele, segundo Luís Maurício, serão realizados projetos sociais e educacionais, estudos, pesquisas, seminários e intercâmbio entre instituições, do Brasil e do exterior. Os módulos intinerantes, por sua vez, atuarão como espaço para que os projetos pensados na sede da universidade sejam postos em prática. ''Priorizaremos experiências alternativas e novas formas de aprendizagem. Não há um currículo padrão. Os programas serão feitos conforme a necessidade da comunidade que requisitar o nosso apoio. Não existe rigidez acadêmica. No circo, o aluno será capacitado de acordo com o seu interesse, terá acompanhamento psico-pedagógico e assistência social. Mas continuará freqüentando a escola formal'', diz ele.

No campo profissional, Marcos Frota garante que há espaço de sobra para quem trabalha com as artes. ''A indústria do entretenimento é a que mais cresce em todo o mundo. São muitos os circos e parques temáticos, por exemplo, que precisam desse tipo de profissional. Acredito que pessoas com formação artística serão absorvidas com maior facilidade por esse mercado em desenvolvimento''.

A idéia de lançar uma universidade destinada ao ensino da arte circense surgiu em conversas informais, realizadas após algumas das tantas apresentações do Grande Circo Popular do Brasil pelo país afora. ''O circo ganhou fama e se solidificou, mas eu sentia que a sua longevidade não dependia apenas disso. Ele precisava ser mais do que apenas circo; precisava unir cultura e caridade. Precisava, antes de tudo, não olhar apenas para o próprio umbigo'', conta Marcos Frota.

O embrião da universidade começou a pulsar há cinco anos, com a criação do Arraial Intercultural de Circo (Arricirco), organização não-governamental sediada em Recife (PE). Criado por iniciativa de Luís Maurício Carvalheira e de Armia Escobar, em parceria com o Grande Circo Popular, o Arricirco tem uma espécie de filial em Limeira (SP). ''O Arricirco é, em menor escala, o que será a Universidade Livre do Circo'', diz Luís Maurício.

Para veicular os programas do Arricirco e da universidade foi fundado o Instituto Cultural e Assistencial São Francisco de Assis (Icasfa), em 1995. Com o objetivo de pensar o circo de forma sistemática - nos seus aspectos artísticos, sociais e educacionais -, o instituto formou equipes, reuniu artistas, educadores e agentes culturais e buscou parcerias para realizar projetos sociais.

(Correio Braziliense)

GILBERTO TRINDADE - Circo da Trindade

O Circo da Trindade é um núcleo de pesquisas e experimentações nas artes circenses e suas manifestações. Foi fundado em 2003, quando os atores Gilberto Trindade e Maria Luiza Lopes receberam um convite do professor Marco Camarotti para integrarem a equipe responsável pela pesquisa de campo em drama circense que resultaria na publicação do livro “O Palco no Picadeiro: na trilha do circo-teatro”, de autoria do próprio Camarotti.
No ato de sua formação o Circo da Trindade, contou com o apoio artístico da atriz Juliana Trindade. Atualmente, o núcleo conta com os atores Gilberto Trindade, Maria Luiza Lopes, Marcelo Oliveira, Júlia Fontes e Neto Portela, além de uma equipe responsável pela manutenção do equipamento e produção dos espetáculos.
A adoção de uma visão contemporânea sobre a arte do circo e a formação inicial dos participantes em teatro e dança fez com que o núcleo inserisse o estudo destas manifestações como um dos seus princípios. A completude daformação do artista e a consciência quanto à sutileza das arestas divisórias entre formas de arte como o circo, o teatro, a dança e a música representamum dos princípios norteadores do trabalho do grupo. A concretização dessas reflexões do núcleo sobre as artes cênicas se efetivou em 2005, através da montagem do espetáculo Reprisódias que se constitui da encenação de várias reprises circenses – esquetes cômicas tradicionalmente apresentadas pelos palhaços em circo. Este espetáculo estreou no 15º Festival de Inverno de Garanhuns e deve cumprir temporada ainda este ano em Recife.
Além da vertente artística, o Circo da Trindade também desenvolve estudos na área da arte-educação, pois parte de seus integrantes encontram-se em formação pelo Curso de Licenciatura em Artes Cênicas da Universidade Federal de Pernambuco.
A sede do Circo da Trindade se localiza na Estrada de Aldeia, km 12, rua da Telebrás, Condomínio Recanto de Aldeia. O espaço é um local reservado a apresentações artísticas e culturais e está aberto a visitações com agendamento prévio.

Marcos Lima, braço direito e esquerdo de Madre Escobar no Arricirco

Ryan é Mágico ... , um Ilusionista, um cara que transforma coisas, dando a quase certeza de que alguma coisa aconteceu e nós, meros espectadores, não sabemos como. Aí sempre saímos das apresentações nos perguntando o que é Mágica?

Ilusionismo é a arte de entreter uma audiência criando ilusões que confundem e surpreendem, geralmente por darem a impressão de que algo impossível aconteceu, como se o mágico tivesse poderes sobrenaturais. No entanto, esta ilusão da magia é criada totalmente por meios naturais. Os praticantes desta actividade designam-se mágicos ou ilusionistas.
Um dos mais famosos praticantes desta arte foi Houdini, o "Rei das Fugas", que morreu devido à subita intervenção de um espectador num dos seus espectáculos. O mágico afirmava que poderia levar um forte soco no estômago e não sentiria dor, porém o espectador (que era um boxeador) socou-o antes que Harry Houdini estivesse preparado para a acção. Isso ocasionou um problema interno e o mágico foi internado no mesmo dia, mas acabou por falecer.
A arte mágica também é chamada de prestidigitação, pois é baseada fundamentalmente na presteza dos dedos do mágico em manipular os equipamentos e acessórios usados nos truques.

Madre Escobar, uma guerreira na defesa do Circo, falou da importância que na Europa se dá aos artistas circenses


Mais um livro levado por Madre Escobar sobre as Artes Circenses

Miguel e Madre Escobar

O sorriso de uma mulher vitoriosa, que acredita na vida e no Circo, como forma de transformação social radical, desde que sejam dadas as oportunidades que são dadas às demais artes como teatro, cinema, tv, pintura, escultura.


Marcos Antonio e Buga

Filipe e na bancada Ryan, Madre Escobar e Miguel farias
Maristela Farias, ´também fotógrafa amadora do programa Liberdade de Expressão


Aêeeeeeeee Lula! Botando prá rachar na direção do Liberdade

JORNALISMO CULTURAL
Explicit
May 20, 2008 06:33 PM PDT

Miguel Farias - Produtor e Apresentador do Programa Liberdade de Expressão
Tema: Jornalismo Cultural

Neste programa, para discussão sobre o tema Jornalismo Cultural, foram convidados o Escritor Raimundo Carrero, a Jornalista do JC Carol Almeida, editora assistente do Caderno Cultural, Alexandre Figuerôa, Professor da Uiversidade Católica de Pernambuco e Demir, produtor cultural.

Escritor Raimundo Carrero, Jornalista Carol Almeida, Miguel Farias, Alexandre Figuerôa e Demir

O jornalismo cultural ocupa um papel importante na imprensa brasileira. Na atualidade, além das secções destinadas ao comentário e à crítica da produção intelectual e artística que integram diversos veículos de grande circulação, existem os “cadernos de cultura”, também voltados para a cobertura noticiosa e para a análise dessas atividades

Ao contrário do que se tem dito a respeito de uma “profunda” crise na imprensa, as manifestações jornalísticas especializadas na cobertura de eventos culturais, na sua avaliação e na reflexão em torno de tendências da arte e do pensamento contemporâneo, mostram-se bastante intensas e numerosas e, em alguns casos, com sustentação material de razoável consistência.

Até algum tempo atrás, o Jornalismo Cultural era classificado como espaço de mercado, de vaidades, corroborando a idéia, segundo a qual as pautas da produção do jornalismo cultural só encontravam lógica nos fundamentos de que ele aparentava ser um prestador de serviços ocultando uma operação de natureza basicamente econômica. Hoje, nós já estamos encontrando um conjunto de jornalistas que se posicionam de forma independente e não se deixam envolver pelas pressões das assessorias de comunicação.

Mas, enfim, como é possível produzir esse idealizado bom jornalismo cultural atualmente, sem se deixar levar pelos esquemas de divulgação das assessorias, sem se submeter silenciosamente à ditadura da agenda, à presença constante da linguagem publicitária, à limitação dos textos e aos processos de generalização simplificadora e/ou segmentação limitadora dos públicos e dos veículos?
Evidente, não é fácil para o jornalista trabalhar nos veículos comerciais sem se deixar envolver pelos inúmeros compromissos que o meio de comunicação está atrelado, até porque o mercado é o mantenedor do veículo e o jornalista está comprometido com o seu jornal.

O colunista Eduardo Piza diz que "a importância do jornalismo cultural está na forma como ele mexe com a opinião dos leitores, que estão sempre buscando um filtro seletivo para saber o que deve ler e assistir. Ele atrai e provoca o leitor. É nos cadernos culturais que se cria uma relação afetiva com o público".
Portanto, a responsabilidade do Jornalista Cultural é de informação e de formação de plateias, de leitores, de consumidores de arte em todos os sentidos e a credibilidade para isso depende exclusivamente da independência que ele tem ao direcionar suas críticas aos seus leitores.

Não se pode esquecer, que um espaço para o Jornalismo Cultural está postado no mundo virtual. A Blogosfera permite que se faça um trabalho independente dando mais peso à interpretação e à opinião, o que não quer dizer que notícias mais quentes, inadiáveis, devam ser deixadas de lado, sem deixar que a correria do dia-a-dia e a superficialidade tomem o espaço da análise, da crítica e do debate de idéias.

Qualquer um pode escrever sobre cultura. Mas fazer bom jornalismo cultural é outra história. Não basta arriscar-se a detonar um livro, um filme ou uma peça de teatro com base no famoso "eu acho que", sem argumentos sólidos ou sem nunca ter tido contato com uma referência anterior. O glamour de ser um jornalista cultural, faz com que alunos de universidades que aspiram à função, esqueçam que há um nome exato para o que preenche esse vazio - do querer e do ser - : repertório cultural. Quem quiser ser um verdadeiro crítico de cultura, tem que ter consciência de que à sua espera estão muitos anos de leitura, de treino e de vivência. Tem que gostar, mas além de gostar, frequentar o meio cultural e conhecer profundamente sobre o ou os assuntos que deseja explorar.

Num artigo de Adriano Schwartz, professor da USP, ele diz que "Quando o jornalista cultural critica um livro, significa que conhece a história do autor, procura saber como a obra foi feita e busca conexões com outras obras literárias. Há quem escreva para orientar o leitor, mas há quem faça isso para mostrar a própria inteligência ou para atacar inimigos e aplaudir amigos" e que "A vaidade pode ser mais forte que o interesse profissional, em muitos casos". Mas o que incomoda o crítico é o fato de jornais e revistas aceitarem passivamente certos lançamentos, sem fazer uma crítica mais profunda

O jornalista cultural deveria então, separar o joio do trigo – informar e, mais do que isso, formar o leitor, através de sua bagagem e de seu julgamento crítico. Infelizmente, porém, predomina hoje o jornalismo de agenda, onde as vedetes são os guias de fim de semana, e o modus operandi é o mesmo da divulgação publicitária.

Para o Demir, a crítica quando é positiva alegra e, se ao contrário, é cruel, mas ele ainda acha que seria muito pior se não fosse feita nenhuma alusão ao trabalho do artista.

A mesma opinião é da Cantora e Compositora Jacinta Pinheiro, que até pede que seu trabalho seja criticado com isenção, mas que seja feita de qualquer forma.

Jacinta Pinheiro cantou e agradou com um acompanhamento primoroso

"O especialista arrogante, nesse cenário, perde espaço e o palpiteiro descompromissado ganha.”

A FORÇA DAS PARTEIRAS
Explicit
May 20, 2008 06:31 PM PDT


MIGUEL FARIAS, Produtor e Apresentador do Programa Liberdade de Expressão, que discutindo com os convidados sobre a FORÇA DAS PARTEIRAS, pretende mostrar a importância dessas mulheres, que muitas vezes são a única forma de atendimento às gestantes que vivem em regiões de pobreza e de difícil acesso, demonstrando que o trabalho de mulheres que fazem a ponte entre a gestação e a vida é uma realidade que ainda freqüenta o cotidiano de áreas urbanas e rurais de Pernambuco

No Programa Liberdade de Expressão apresentado por Miguel Farias, gravado dia 25 de abril de 2008 , para o debate sobre A FORÇA DAS PARTEIRAS, foram convidados SUELY CARVALHO, parteira e fundadora do Cais do Parto, MARCELY CARVALHO, Diretora do Cais do Parto, BRUNO MONTEIRO, sociólogo e integrante do Grupo de Casais Grávidos e MARIA JOSÉ, parteira da Ilha de Marabá, em visita ao Estado de Pernambuco. Fez parte da mesa de debate o cantor de compositor que também ofereceu seu testemunho a respeito da importãncia das parteiras.
A principal queixa das parteiras em todo o País é a falta de perspectiva da atividade, que, por não ser regulamentada, não garante direitos trabalhistas, como aposentadoria e remuneração fixa.
A presidente da organização não-governamental Cais do Parto, Suely Carvalho(foto), lamenta o descaso. Diz que essas mulheres possuem um papel importante no atendimento a gestantes e até na prevenção a doenças. “Inclui-las no sistema de saúde pode ser de grande ajuda para o próprio estado, pois são pessoas que moram na comunidade, conhecem a realidade local. Conseguem chegar em lugares em que agentes de saúde não chegam. É injusto não receber pelo trabalho”, reclamou.

De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Parteiras Tradicionais da Gerência de Saúde da Mulher da SES, o SUS repassa uma verba para o pagamento dos partos realizados por parteiras. O recurso é enviado para os municípios, que, por sua vez, deveriam repassá-los às profissionais. “A maioria dos municípios, no entanto, não cumpre o acordo. Como a profissão não é regulamentada, o Estado não pode intervir, fiscalizar e exigir o pagamento. Se fossem pagos regularmente, cada parteira receberia cerca de R$ 13 (!!!!!!) por parto”, explicou

Maria José, Parteira em Marabá, no Pará, é testemunha do quanto é importante a presença de uma parteira numa região onde, muitas vezes médicos só chegam uma vez por mês e. as gestantes ficam sem receber atendimento. Pior ainda, segundo ela, é quando falta o meio de transporte para levar a gestante ao centro de atendimento e aí é o momento onde a força da parteira se faz presente no atendimento à mãe e à criañça.

A simplicidade desta mulher, falando sobre o trabalho que ela desempenha em Marabá é emocionante e demonstra o quanto se faz necessário o reconhecimento desse trabalho. . “Não tem horário, nem dia certo. Se me chamarem, eu vou. Sou muito procurada pelo pessoal da comunidade. Pessoas que, às vezes, não têm nem o que comer. Não ganho nada pelo serviço, trabalho por amor”, afirmou.

BRUNO MONTEIRO, sociólogo e integrante do Grupo de Casais Grávidos, projeto desenvolvido e realizado pelo Cais do Parto. Toda semana, na sede da organização, em Olinda (PE), são preparados casais grávidos para o parto e são repassads informações sobre a co-responsabilidade da mulher e do homem para recepcionar e desenvolver a criança que está chegando. O objetivo dessa ação é contribuir para a formação de uma sociedade saudável, equilibrada e feliz
PAULO PERDIGÃO, sambista e pai, reconhece a importância das parteiras e principalmente da presença dos pais junto a mulher na hora do parto.


“Ninguém ganha nada pelos partos. Eu mesmo preciso fazer outros trabalhos para conseguir o sustento da minha família,o que é injusto, porque o trabalho que desempenhamos é de grande responsabilidade, afinal de contas, são duas vidas em nossas mãos. Mas ser parteira é um dom, você não escolhe ser. É e pronto”, fala a Maria José.


Apesar do avanço da medicina e aperfeiçoamento de técnicas para deixar os partos cada vez mais confortáveis para as gestantes, as parteiras ainda são bastante solicitadas em diversas regiões do Brasil - principalmente no Norte e Nordeste. Em Pernambuco, existem 925 delas, realizando procedimentos tanto na zona urbana quanto rural. São 46 profissionais em áreas urbanas, 824 em rurais e 55 no campo e na cidade, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Ainda de acordo com a SES, no último levantamento sobre números de partos, em 2006, 119.495 bebês nasceram nas 258 unidades das 11 Gerências Regionais de Saúde (Geres) de Pernambuco. No mesmo ano, 1.287 nascimentos domiciliares foram notificados no Sistema Único de saúde (SUS) - acredita-se que a quantia é maior por conta da sub-notificação.

“Ninguém ganha nada pelos partos". Eu mesmo preciso fazer faxinas, lavar roupas e costurar por encomenda para conseguir o sustento da minha família. Algo injusto porque o trabalho que desempenhamos é de grande responsabilidade, afinal de contas, são duas vidas em nossas mãos. Mas ser parteira é um dom, você não escolhe ser. É e pronto”, define.


Médico faz alerta sobre riscos

Ter um bebê na rede privada, pública de saúde ou com uma parteira também depende de fatores como custo, distância entre a residência e a unidade de saúde mais próxima. De acordo com o presidente da Sociedade de Ginecologistas e Obstetras de Pernambuco e professor adjunto de Ciências Médicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Olímpio de Moraes Filho, um parto não deve ser feito simplesmente por escolha. “Se na região onde a mulher mora tem uma dessas unidades de saúde, ela deve ser conduzida para lá”, afirmou.

Segundo ele, cerca de 15% a 20% dos partos apresentam complicações e necessitam de intervenções médicas, além da aplicação de medicamentos para acelerar o trabalho de parto ou controlar hemorragias. “Nos casos de complicações, tempo é precioso, por isso o ideal é que ela esteja em um local equipado, que tenha o suporte necessário para essas eventualidades. Mas, lógico, que em situações onde a unidade de saúde mais próxima fica a quilômetros de distância, a única alternativa é procurar uma parteira”, completou. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2006, 83 mulheres morreram após dar deram à luz no seu próprio domicílio. Em 2007, esse número caiu para 50.


REGULAMENTAÇÃO
Tramita na Câmara Federal um projeto de lei, número 2145/2007, de autoria da deputada Janete Capiberibe, que pretende regulamentar a profissão. Segundo a técnica da Área de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde, Daphne Rattner, a idéia surgiu em 2003, quando a parlamentar, envolvida com o trabalho realizado pelas parteiras no Amapá, elaborou um projeto e o enviou à Câmara. “Ele ficou parado porque a autora precisou se afastar do legislativo. Mas, no ano passado, retornou à Câmara”, explicou. De acordo com Daphne, em 2007, o documentou deve passar pelas comissões da Casa para ser aprovado. “Depois da aprovação, segue para o Senado”.


LEGALIZAÇÃO DA PROFISSÃO DAS PARTEIRAS!
Cais do Parto

Cais do Parto
Uma organização não-governamental que fundamenta-se na reforma sanitária, nos direitos humanos, nos direitos reprodutivos e no desenvolvimento sustentável, atuando nas áreas de saúde, gênero, cidadania, educação, ecologia e cultura. Mais informações: 81 34932366

<caisdoparto.encontro@gmail.com>


FANZINES...ZINES
Explicit
May 20, 2008 06:28 PM PDT




MIGUEL FARIAS, PRODUTOR E APRESENTADOR DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
A proposta do Programa Liberdade de Expressão, ao convidar fanzineiros para uma conversa, é òbviamente divulgar esta forma de comunicação, que como tantas outras, requer estudo, persistência e acima de tudo, vontade de expor suas ideias de forma que muitos possam partilhar do pensamento do zineiro.

Para gravação do Programa Liberdade de Expressão do dia 25 de abril de 2008, foram convidados o CAMILO MAIA e o SHURATO, fanzineiros e editores da Livrinho de Papel Finíssimo, com um trabalho relevante entre os zineiros e apreciadores e o Guitinho, da Nação Xambá, conhecedor e apreciador do Fanzine e o Moisés, também da Xambá, que desejava conhecer essa área da comunicação até então pouco conhecida para ele. Assim, o Programa Liberdade de Expressão vem cumprindo sua missão de integrar todas as ações sociais e provocar o despertar para tais movimentos.

CAMILO MAIA e MIGUEL FARIAS

Fanzine é uma abreviação de fanatic magazine, mais propriamente da aglutinação da última sílaba da palavra magazine (revista) com a sílaba inicial de fanatic.

Fanzine é, portanto, uma revista editada por um fan (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor). Na sua maioria é livre de preconceitos, e engloba todo o tipo de temas, com especial incidência em histórias em quadrinhos (banda desenhada),ficção científica,poesia,música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos de computador e vídeo-games, em padrões experimentais.

Também se dedica à publicação de estudos sobre esses e outros temas, pelo que o público interessado nestes fanzines é bastante diversificado no que se refere a idades, sendo errónea a ideia de que se destina apenas aos jovens, ainda que estes sejam concretamente os que mais fazem uso desse meio de comunicação.

Prova desta afirmação é a de que os primeiros fanzines europeus, especialmente franceses e portugueses, foram editados por adultos, dedicando-se ao estudo de históra em quadrinhos (banda desenhada). A sua origem vai encontrar-se nos Estados Unidos em 1929. Seu uso foi marcante na Europa, especialmente na França, durante os movimentos de contra-cultura, de 1968. Graças a esses movimentos, os fanzines são uma ferramenta amplamente difundida de comunicação impressa de baixos custos.

O SHURATO, fanzineiro de primeira, também faz parte da Livrinho de Papel Finíssimo

É relativamente antiga a tradição do humor e das artes gráficas em Pernambuco. Seu marco zero está precisamente no ano de 1831, quando veio às ruas o jornal satírico O Carcundão, como assinala matéria recente, na edição nº75 da Continente Multicultural. Fechando o foco para as últimas décadas, é possível listar nomes de diferentes vertentes ou escolas, como Conceição Cahú, RAL, Cavani Rosas, Luís Arrais, Laílson, Clériston, Marcelo Coutinho, Watson Portela e Paulo Santos. Todos têm trabalhos publicados em jornais e revistas comerciais, ou de forma independente nos projetos locais Paca Tatu, Folhetim Humorial, O Rei da Notícia e o Papa-Figo, este último ainda circulando incólume pelo Recife. Nos anos 70 e 80, a grande referência para os desenhistas de humor era o tablóide carioca O Pasquim. "Foi o meu curso superior", diz RAL, fortemente inspirado nas estripulias gráficas de Henfil e sua turma, onde colaborou por muitos anos. ". Em 1998, o cenário ganhou novo fôlego com a criação do Festival Internacional de Humor e Quadrinhos, concebido e articulado até 2005 pelo cartunista Laílson de Holanda Cavalcanti. Ao mesmo tempo, pela primeira vez foi fundada uma organização de classe, a Associação dos Cartunistas Pernambucanos (Acape). Inspirados no barulho causado pela Ragú, e tendo como modelo editoras underground como a Rip Off Press , outro grupo criou a editora independente Livrinho de Papel Finíssimo, dedicada a publicar trabalhos autorais, geralmente sem espaço nos meios estritamente comerciais. Fabricados no processo de reprografia ou impressão digital, os títulos da Livrinho são vendidos de mão em mão, com o preço variando entre módicos R$ 3,00 e R$ 12,00. "Os autores entram com o papel, e a editora banca a impressão, edita, pagina e faz a diagramação", explica Camilo Maia, integrante do grupo ao lado de Shurato e outros.
(Continente Multicultural)

GUITINHO, DA NAÇÃO XAMBÁ, também fez parte da mesa de debate e contextualizou muito bem sobre a importância do Fanzine e sua de distribuição de trabalhos autorais a preços baixíssimos, como forma de levar a um grande público, as ideias que circulam livremente entre os pensadores que existem fora da grande mídia, da grande editôra e que assim encontram forma de expressão garantida, aliada a outros meios de comunicação. O mão a mão é a forma de divulgação dos fanzines e os meninos, que valorizam essa forma de arte, sempre encontram meios de estar nos mais diversos eventos da cidade, sempre "fanzinando"

O Móisés, também da Nação Xambá, revelou a satisfação de ter recebido tantas informações e respeito do assunto.

Lula Dias, Assistente de Produção, sempre atento aos assuntos e aos processos que um programa televisivo exige.

O Marco Antonio é Câmera

João Maia, Diretor de Programação da TV Pernambuco e Maristela Farias, Coordenadora Geral do Programa, responsável pela Produção do Programa Liberdade de Expressão e fotógrafa (amadora, claro!), nas horas vagas

A atração do Programa foi a Nação Xambá. As fotos serão inseidas brevemente

O Ademir d"Paulo é cineasta, editor e diretor de arte do Programa Liberdade de Expressão

BLOGOSFERA, O ESPAÇO DEMOCRÁTICO DA COMUNICAÇÃO
Explicit
May 20, 2008 06:25 PM PDT

No Programa Liberdade de Expressão apresentado por Miguel Farias, gravado dia de abril de 2008 e exibido dia , para o debate sobre a BLOGOSFERA, O ESPAÇO DEMOCRÁTICO DA COMUNICAÇÃO, foram convidados os Bloggers BELENNOS GOVANON, do blog A FOLHA DE SEU PAULO (http://www.afolhadeseupaulo.com/), SAMPSON MOREIRA, do blog INOVAVOX

Miguel Farias - Produtor e apresentador do Programa Liberdade de Expressão na TV Pernambuco

Blogosfera é o termo coletivo que compreende todos os weblogs (ou blogs) como uma comunidade ou rede social. Muitos blogs estão densamente interconectados; blogueiros lêem os blogs uns dos outros, criam enlaces para os mesmos, referem-se a eles na sua própria escrita, e postam comentários nos blogs uns dos outros. Por causa disso, os blogs interconectados criaram sua própria cultura. Outros termos em uso incluem "Blogtopia", "Bloguespaço", "Bloguiverso", "Blogsilvânia" e "Bloguistão".

O termo "blogosfera" pode ser qualificado. Pode-se falar da "blogosfera lusófona", da "blogosfera de esquerda" etc.

O conceito de blogosfera é importante para a compreensão dos blogs. Os blogs eles mesmos são, essencialmente, apenas o texto publicado dos pensamentos de um autor, enquanto a blogosfera é um fenômeno social.

É sobre esse espaço, que o Programa Liberdade de Expressão debateu com os convidados. A certeza é que os weblogs constituem hoje a maior ferramenta de comunicação mundial, e onde todos podem se expressar da maneira que lhes convém.

(http://inovavox.blogueisso.com/) e JUAN DIEGO POLO dos blogs WHAT's NEW? (http://www.wwwhatsnew.com/) e ACREDITE SE QUISER.NET (http://www.acreditesequiser.net/)



Juan Diego Polo, sócio da PoolDigital, empresa de consultoria e desenvolvimento WEB.
Conhecido na Internet hispânica como o criador e editor de wwwhatsnew.com, um dos 30 blogs mais lidos na língua espanhola, entre os dez primeiros relacionados ao mundo de internet, com mais de 900.000 páginas vistas por mês, no Brasil como co-fundador de Linkk.com.br, site número 15 no ranking de blogs brasileiros, com mais de 30.000 visitas únicas diárias, estrelato.com e acreditesequiser.net, quatro sites que somam hoje mais de 1.500.000 páginas vistas mensais.
Especializado no mundo de Internet. Dez anos de experiência na área orientando a diversos clientes no processo de criação de uma identidade na Web, oferecendo serviços de consultoria para melhorar sua imagem na Internet, criando e aperfeiçoando sites já existentes.
Atualmente orientamos sobre as melhores opções de hospedagem no mercado, sobre as tecnologias que podem oferecer uma melhor qualidade preço às diferentes empresas e sobre as companhias que podem encontrar a melhor solução.
Na PoolDigital atuamos também na area de divulgação de projetos no Brasil, usando as nossas redes sociais no país.


Homepage:
http://wwwhatsnew.com/
MSN:
polo1974@hotmail.com
Google Talk:
diego.polo@gmail.com

http://www.acreditesequiser.net/

http://www.whatsnew.com/

O inovaVOX.com é um blog e não tem um foco definido. Então as pessoas que visitam este blog são desfocadas. O inovaVOX.com foi criado por acaso. Deixe-me explicar: Caí na besteira de entrar em um Marketing de Rede chamado TelExtreme, logo eu que sempre fui perseguidor desse tipo de coisa, mas tudo bem, essa não foi a única bobagem que fiz na minha vida. Bom, para vender os deserviços dessa “empresa” eu criei o inovaVOX.com. Depois de 20 dias como afiliado da TelExtreme vi a furada que me meti e fiquei com este domínio sobrando. Mas o nome era bom, web 2.0 nada a ver, e eu não podia desperdiçar. Foi aí que fui convidado para criar e dar manutenção no blog do Sem Meias Palavras. Meu contato com blogs até então era mínimo e com o SMP comecei a me interessar… foi aí que criei meu blog e aproveitei para chamá-lo de inovaVOX.com, já que eu tinha o domínio.
No final das contas, acho que inovaVOX.com tem tudo a ver com este blog. INOVA de inovação e VOX, palavra em latin que quer dizer “voz” (e é, é?!?!?). Pode não ser nada novo dizer que o Lula não tem um dos dedos da mão, mas dizer sob minha ótica sim, é algo novo, ele é um desdedado. Por isso os blogs me encantam, pela possibilidade de ler uma mesma notícia com uma visão pessoal dos fatos. Mas não sei se este é um blog de humor, acho que não, aqui tem mais uma ruma de coisas sem graça, mas que dependendo do seu bom humor, poderá ser, no mínimo, divertido ler. (extraído do blog do Sampson, claro!)


Este é o Sampson, segundo ele. Bonitinho não?

http://inovavox.blogueisso.com/?page_id=2

Seu Paulo é um personagem criado pelo jovem pernambucano Belenos Govannon para um trabalho que envolvia a elaboração de um jornal fictício. No início de 2006, resolveu tirar tudo do papel e passar para um blog, ferramenta que já utilizava há dois anos, mas só em setembro de 2007 que surgia, de fato, a "Folha de Seu Paulo", um blog de variedades que segue a linha do "freak news" e se utiliza do humor ácido para passar as mais diversas informações. Ou quase isso.
Interesses: Jornalismo Blogosfera internet tecnologia televisão política Fórmula 1 humor café
Livros favoritos: Bestirário da Imprensa A Arte de Fazer um Jornal Diário

O Belenos, parece tímido, mas faz um blog jornalístico, ou quase, com a difícil missão de mostrar os fatos mais relevantes de um ponto de vista bem humorado. Conta, além de notícias, com colunas, charges, vídeos e temas que vão de televisão à tecnologia. Tudo isso e mais um blogueiro nada sério.Atualizações todos os dias, de segunda à sexta, e nos finais de semana, se o fato exigir.

http://www.folhadeseupaulo.com/

Lógico, que aproveitei o Folha de Seu Paulo prá dar um ctrl c e passar as informações do Belenos para nosso blog.
http://www.folhadeseupaulo.com/

NOSSA ATRAÇÃO MUSICAL FOI A BANDA PARABELO


..."música nordestina, brasileira, rural e urbana, confluência cultural metropolitana"...O "Parabelo" vem da arma cangaceira típica do interior do Nordeste, cuja alcunha descende do parabelum, pistola alemã, e além de dar nome à banda é também título do primeiro CD (2007) com a participação especial do músico Carlinhos Lua (flauta e sax). Trabalho idealizado e produzido pela banda, da gravação a capa artesanal!Cecília Arruda (vocal), Felipe Pinto (violão), Luiz Henrique (violão e vocal), Marcos Henrique (baixo) Rivelly Albuquerque (percussão), Dhiogo rezende (percussão) Tiago Rocha (percussão) e Gabriel Rego (percussão). A produtora é a Tereza e todos trazem suas vivencias individuais para o universo temático e para a sonoridade da banda.

Banda: bandaparabelo@hotmail.com (81) 8761-2799



DANÇA, UMA EXPRESSÃO DE ARTE
Explicit
May 17, 2008 03:51 PM PDT

No Programa Liberdade de Expressão gravado e apresentado por Miguel Farias dia 18 de abril de 2008, o debate sobre DANÇA COMO EXPRESSÃO DE ARTE, foram convidados UBIRACI FERREIRA, professor e Presidente do Balé de Cultura Negra Bacnaré; PAULA AZEVEDO, bailarina e produtora cultural; FRED SALIM, professor, coreógrafo, produtor e pesquisador e FLÁVIA BARROS, bailarina, professora, coreógrafa, Maitre de Balet e Musicista.



Miguel Farias com o cartaz do PERNAMBUCO EM DANÇA 2008, que se realizou no Teatro do Parque nos dias 24 a 27 de abril e no Pátio de São Pedro - Dia Internacional da Dança - dia 28 de abril, às 18h30

Miguel Farias e Fred Salim


Cleiton Santana e o Forró Ganzá


A dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música e caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre). A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento e/ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.

Ao pesquisar a história da dança e segundo correntes da antropologia, as primeiras danças humanas eram individuais e se relacionavam à conquista amorosa. As danças coletivas também aparecem na origem da civilização e sua função associava-se à adoração das forças superiores ou dos espíritos para obter êxito em expedições guerreiras ou de caça ou ainda para solicitar bom tempo e chuva. A dança, tal como todas as manifestações artísticas, é fruto da necessidade de expressão do homem, de maneira que seu aparecimento se liga tanto às necessidades mais concretas dos homens quanto àquelas mais subjetivas. Assim, se a arquitetura nasce da necessidade da construção de moradias adequadas e seguras, a dança, provavelmente, veio da necessidade de exprimir a alegria ou de aplacar fúrias dos deuses.



Miguel Farias
FLÁVIA BARROS, bailarina, coreógrafa, pesquisadora, musicista, Maitre de Balet. Formada pela Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal (Rio de Janeiro, 1957), com ênfase na técnica e linhas da escola de balé clássico francesa
Sobre elementos importantes para formação de um bailarino, comenta:
“Um bailarino tem que sair, viajar, fazer aula fora, trabalhar com outros grupos, depois voltar para seu lugar de origem e trazer consigo essa experiência.”
Atuação
É uma das principais professoras de balé de Recife, nas décadas de 60 e 70. Após integrar, durante cinco anos, o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inicia sua carreira como professora no Recife, fundando o Curso de Danças Clássicas Flávia Barros
Cria, juntamente a Ariano Suassuna, o Balé Armorial do Nordeste, em 1976, um marco no cenário da dança de Recife, sendo o primeiro grupo a receber apoio financeiro direto da Prefeitura.
Trabalha com diferentes elementos para criação. Sua motivação pode ser despertada por uma música, um ritmo, um tema ou pela própria movimentação dos bailarinos com quem trabalha. Considera a técnica importante instrumento para um bailarino entrar em palco.
Costuma pesquisar muito para realizar uma coreografia, e, principalmente, para selecionar a trilha sonora. Considera a musicalidade um elemento vital para a coreografia, por isso busca sempre ouvir muito a música antes de iniciar a montagem.



FRED SALIM, bailarino, coreógrafo, produtor, pesquisador, sempre viajou para fazer aulas no Rio de Janeiro, São Paulo, fez aulas no Stagium, e no Cisne Negro em São Paulo, em sua formação clássica teve aulas com Eugenia Feodorova, Tatiana Leskiva e Flávia Barros


Seus processos de criação estão sempre ligados à pesquisa de movimentos de épocas e contextos, como no caso da reelaboração da coreografia do bacanal de Herodes, na Paixão de Cristo, buscando em fontes históricas, e consultando seus mestres, sobre as formas mais adequadas para a cena.

Paula Azevedo é bailarina, coreógrafa, produtora cultural e diretora da CRIART Cia. de Dança de Olinda, com um impressionante repertório de ágeis movimentos e muita vivacidade do seu elenco, a Criart sempre consegue levantar platéias.


Ubiraci Ferreira, professor e Diretor do BALÉ DE CULTURA NEGRA BACNARÉ, que já conquistou 148 prêmios internacionais na bagagem, em festivais de outros países. Com 38 integrantes, entre dançarinos e músicos se apresenta resgatando coreografias, rituais, brincadeiras e representações de jogos de guerra da cultura afro-brasileira. Companhia que mais viajou pelo mundo
O Bacnaré é um dos grupos pernambucanos de dança que mais viajou pelo mundo. Criado em 1985, o Balé da Cultura Negra já realizou dez turnês internacionais, participando de festivais na Europa, Ásia e América Latina, onde passou por países como França, Bélgica, Inglaterra, Polônia, Alemanha, Grécia, Espanha, Taiwan e Cuba.


NOSSA EQUIPE


Lula Dias, assistente de produção do Liberdade
Ademir d'Paulo, na direção geral

Buga Som, na câmera

Edson Pereira, na técnica de áudio e Rosélio Correia, Supervisor de Operações

Sr. Marcos Antonio, câmera

Nossa atração... CLEITON SANTANA E FORRÓ GANZÁ, que é sempre uma grande atração e alegria

DIREITOS HUMANOS: UM DESAFIO PARA O SÉCULO XXI
Explicit
May 17, 2008 03:45 PM PDT


MIGUEL FARIAS - PRODUTOR E APRESENTADOR DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
No Programa Liberdade de Expressão gravado sob coordenação de Miguel Farias dia 17 de abril de 2008, o debate sobre DIREITOS HUMANOS E SEUS DESAFIOS PARA O SÉCULO XXI, contou com a presença do Coronel José Ramos, Secretário Adjunto da Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã da Prefeitura da Cidade do Recife, Advogada Aline Tavares, do Centro Dom Helder Câmara - CENDHEC, Assistente Social Araceli Lira, do Centro de Referência Leões do Norte e a Professora Graça Belarmino, do Movimento Tortura Nunca Mais - Projeto Quiron.
O Programa Liberdade de Expressão gravado sob a coordenação de Miguel Farias dia 17 de abril de 2008, contou com a presença do Coronel José Ramos, da Advogada do CENDHEC, Aline Tavares, da Assistente Social Araceli Lira, do Centro de Referência Leões do Norte e Graça Belarmino, do Movimento Tortura Nnca Mais.
Todos os convidados, em suas respectivas áreas de atividade, foram categóricos em afirmar que definitivamente, o racismo tem demonstrado ser, o exemplo mais eloqüente da incapacidade humana de se entender, aceitar ou, ao menos, tolerar as diferenças e que entre tantos desafios que nos apresenta o século XXI, é necessário mais do que nunca, trabalhar para fortalecer, a partir de estruturas educativas, políticas e sociais, a aceitação das diferenças. Reconstruir o conceito de igualdade dentro da concepção humanista e assegurar que os racistas devem ser uma raça em extinção.
A xenofobia, a discriminação e o racismo passeiam juntos e as principais formas de discriminação atingem os negros, indígenas, as mulheres, as crianças, os idosos e os pobres. O tema Direitos Humanos deve ser encarado dentro do marco dos processos de integração regionais e têm que gerar ampla mobilização de pessoas e Estados e Govêrnos deverão assegurar condições para que o desenvolvimento se dê de forma harmônica entre os povos e sem retrocesso de nenhuma conquista social obtida, provocando através de ações que a sociedade possa avaliar quantos resquícios de intolerência perduram dentro de nossa realidade. A discriminação tem rostos ocultos.
Segundo Miguel e confirmado por todos os convidados a miséria passeia impunemente diante da indiferença geral, apesar de tantos programas sociais dentro do país e as pendências ainda são incontáveis. Os programas econômicos somente serão bons se forem capazes de melhorar as condições humanas, o nível de vida, a educação, a saúde, a qualidade de vida e o emprego dos grupos mais estigmatizados e excluídos da população educação, a saúde e o emprego dos grupos mais estigmatizados e excluídos da população.

Coronel José Ramos, que representou a Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã da Prefeitura da Cidade do Recife, que é o núcleo central do sistema de coordenação e implantação de políticas afirmativas de direitos e garantias constitucionais. A Secretaria de Direitos Humanos e Segurança Cidadã tem como objetivos primordiais promover a cidadania, apoiando o exercício de direitos individuais e coletivos e promover Direitos Humanos a partir de políticas públicas afirmativas desenvolvidas de forma integrada e articuladas com os diferentes setores da administração municipal.

A advogada Aline Tavares representou o CENTRO DOM HELDER CÂMARA DE ESTUDOS E AÇÃO SOCIAL - CENDHEC , e é uma entidade da Sociedade Civil, sem fins lucrativos fundada em 1989. É uma instituição de Direitos Humanos que atua na Defesa, Promoção e Controle dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes e do Direito à Moradia em assentamentos habitacionais de baixa renda.

O Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social - CENDHEC, tem como missão defender e promover os direitos humanos em especial de crianças e adolescentes e populares, contribuindo para a transformação social, rumo a uma sociedade democrática, eqüitativa, não-discriminatória e sem violência .

A estratégia de atuação do CENDHEC consiste em articular a defesa de direitos mediante o atendimento à população e sua educação para o exercício da cidadania, com a inserção nos espaços públicos institucionais, onde procura com um trabalho junto a outras entidades intervir na elaboração, controle e avaliação das políticas públicas, fortalecendo os princípios da democracia e a concretização do exercício do direito e da cidadania

Centro Dom Helder Câmara de Estudos e Ação Social - CENDHEC
Rua Galvão Raposo, 295 - Madalena - Recife/PE
CEP. 50.610-330
E-mail: cendhec@cendhec.org.br
Recife (PE)
Tel: (81) 3222-0378 e 3423-2633

Os direitos das pessoas de orientação sexual diferentes nunca estiveram tão em evidência como agora e a comunidade GLBTS - gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros - conquistou não só espaço, mas principalmente se benefeciou por meio de diversas leis criadas no âmbito local ou nacional. O Recife tem o Centro de Referência Leões do Norte, que oferece assistência às pessoas de orientação sexual diferente e é instrumento de luta no cumprimento das leis e na defesa dos direitos da diversidade sexual.

O Centro de Referência e Combate à Homofobia/Lesbofobia e oferece assistência psicológica, social e jurídica às pessoas de orientação sexual diferente e é parte integrante da ONG Leões do Norte . O atendimento é feito de segunda à quinta no horário das 08:00 às 18:00 com intervale de almoço.

"A comunidade homossexual conta com o apoio de orientação dos militantes dos vários grupos de defesa de Direitos Humanos, porém com limitações que nos são impostas por falta de profissionais qualificados e com horário para atendimento. Com a implementação do Centro teremos atendimento específico para as demandas que as violações dos nossos direitos exigem" explica o Presidente Wellington Medeiros. Além do serviço de assistência, o centro receberá ainda denúncias de casos de homofobia.

Serviço:
Movimento Gay Leões do Norte
Centro de Referência em Direitos Humanos Leões do Norte
Rua do Riachuelo, 720
Boa Vista (ao lado da boate MKB)
Tel. (81) 3222 - 2207
Graça Belarmino representou o Movimento Tortura Nunca mais de Pernambuco (MTNM/PE), organização não-governamental de defesa dos direitos humanos, criado em agosto de 1986, tem como objetivos o resgate histórico das lutas políticas no Brasil, a promoção do respeito aos direitos do cidadão e a manutenção do Estado democrático. Originário dos movimentos contra a prática de tortura durante a ditadura militar e pela anistia aos presos políticos, surgiu da necessidade de se ter um espaço para dar continuidade à luta pelo resgate da verdadeira história das mortes e dos desaparecimentos provocados pela ditadura militar.
Preocupado com a educação em cidadania e direitos humanos, a partir de 1995 o MTNM/PE começou a realizar Oficinas de Formação Política para lideranças comunitárias de baixa renda, políticos e técnicos de organizações não-governamentais e de órgãos públicos. Os anos de 96 e 97 foram dedicados à disseminação do Programa Nacional de Direitos Humanos, tendo sido responsável pelas oficinas de reflexão acerca dos direitos humanos, com ênfase à questão da luta contra a tortura.

Atualmente, o Projeto Quiron trabalha objetivamente para integração de jovens na faixa etária de 19 a 24 anos deficientes auditivo, físico ou visual, que estejam matriculados no ensino formal público, cursando no mínimo a 5ª série do ensino fundamental ou já ter concluído o ensino médio e com renda familiar até 2 salários mínimos.

A Voz de Selma do Samba iluminou o programa junto com seus companheiros
A compositora e cantora Selma do Samba, disponibiliza músicas em seu site, prá você que é cantor
ENTRE NO NOVO PERFIL
compositoraVocê que é cantor, estas músicas estão disponíveis para gravar.
veja reportagens
Meus blogs
Leonidas Leal - Centro de Referência Leões do Norte
Paulo Lago do Cendhec
Nossas convidadas Araceli Lira, Graça Belarmino e Aline Tavares trocando figuras

Filipe em ação
Ademir Paulo, Diretor do Programa Liberdade de Expressão

A banca e o Felipe
Washington
Buga, 4a. câmera
Equipe na organização

TV PÚBLICA: O QUE É, PARA QUEM E A QUEM SERVE?
Explicit
May 17, 2008 03:42 PM PDT

O Programa Liberdade de Expressão apresentado por Miguel Farias dia 21 de abril de 2008, contou com a presença da professora Patrícia Smith, de Comunicação e Mídia da Universidade Federal de Pernambuco, que atua principalmente nos seguintes temas: novas tecnologias e educação, educação científica básica, ensino de ciências naturais, educação virtual, educação a distância, abordagens de ensino e aprendizagem para educação profissional, formação do professor a distância, produção de programas e cursos a distância, produção de material didático para cursos a distância; Gilberto Sobral, Secretário de Comunicação da Prefeitura de Camaragibe, Ivan Moraes, jornalista, integrante do Centro de Cultura Luiz Freire, articulador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos em Pernambuco e integrante do Fórum Pernambucano de Comunicação; Roberto Lessa, Produtor Cultural de grande atuação no estado e no país.

Como proposto, o programa se coloca como porta voz de todos aqueles que trabalham por uma TV de qualidade, que possa oferecer mecanismos para debate público acerca de temas de relevância nacional e internacional, fomentar a construção da cidadania, apoiar processos de inclusão social e socialização da produção de conhecimento por intermédio do oferecimento de espaços para exibição de conteúdos produzidos pelos diversos grupos sociais e regionais.

Como não poderia deixar de ser, todos os convidados, manifestaram-se a respeito da grande responsabilidade da mídia no processo de formação da sociedade, também para debater o poder de influência, hoje, dos meios de comunicação no cotidiano das pessoas, na vida política e econômica do país, na formação das crianças, na indução, formação do perfil de consumo da população, fazendo-se necessário urgentemente, uma política pública séria de comunicação, similar ao SUS, como falou o Gilberto Sobral e o Ivan Moraes em apartes.
Foi discutido também, que a existência de uma TV Pública requer uma gestão de modo participativo e que a reprodução não pode estar condicionada à reprodução das redes, com o imaginário sendo criado a partir do Rio de Janeiro e São Paulo. O Brasil tem que conhecer o Brasil

NOSSA EQUIPE EM AÇÃO



CONVIDADOS SE DESPEDEM

A discussão da TV Pública já vem sendo feita por inúmeras entidades e o Programa Liberdade de Expressão é mais uma porta aberta para que a população conheça os caminhos que estão sendo discutidos, neste momento de forte posicionamento social.


EQUIPE EM AÇÃO

O Washington que trabalha na direção de imagens e é um excelente profissional, está aí como câmera, demonstrando que uma casa unida jamais será abalada. Ao seu lado outro membro da Equipe da Movimagem, o Sr.


PEDRO ÍNDIO


O Pedro Índio, pernambucano de Águas Belas, autor, cantor, pintor, escultor e um dos grandes artistas deste Estado, morador da cidade de Olinda, deu-nos o prazer de sua presença em nosso primeiro programa na TV Pernambuco. Através dele, nossas homenagens a todos aqueles que, mesmo tendo uma trajetória de lutas culturais, se mantém distante da tela e que a partir de agora terá seu espaço garantido na tela da TV Pernambuco, com o Programa Liberdade de Expressão. Salve Pedro Índio Pernambucano, Brasileiro.



Buga Som, o 4a. Câmera e Diretor Técnico do Liberdade. Uma surpresa, um amigo, com mais uma história a construir junto à esta equipe vitoriosa.


A conversa sobre TV Pùblica rolou dentro e fora dos bastidores e vai continuar porque este país está construindo uma nova história de lutas democráticas especialmente o Direito à Comunicação.

Bastidores de trabalho e de harmonia no Estúdio da Movimagem, dirigido pelo João Maia, Diretor de Programação da TV Pernambuco



Patrícia Smith, Ivan Moraes


Gilberto Sobral, Ivan Moraes

Ivan Moraes, Lessa


Patrícia Smith, Miguel Farias e Gilberto Sobral, no até breve...

NORDESTINOS CONTADORES DE HISTÓRIA
Explicit
May 17, 2008 03:37 PM PDT

O Programa Liberdade de Expressão apresentado por Miguel Farias dia 23 de abril de 2008, para falar sobre CORDEL, sob o título NORDESTINOS CONTADORES DE HISTÓRIA, contou com a presença de Filipe Junior, poeta, cordelista e declamador, da jornalista e investigadora cultural Maria Alice Amorim, Altair Leal, também poeta, cordelista e declamador e da Selma do Samba, que faz samba e gosta de cordel e é a cara do artista e do povo na TV.

Selma do Samba e Altair Leal
Fiipe Junior, Maria Alice Amorim e Miguel Farias
Grupo de Selma do Samba

Selma do Samba, amiga e convidada do Programa Liberdade de Expressão

Para conhecer sobre Selma, entre nas suas páginas
Para ouvir suas músicas:
http://selmadosamba.palcomp3.cifraclub.terra.com.br/
veja reportagens
http://www.cultstgo.cult.cu/caribe/Casa/boletin052006.htm
http://www.alepe.pe.gov.br/inicio.php?idnoticia=3557&secao=1371
Blogs

http://selmadosamba.blogspot.com/
ou
http://selmadosamba.musicblog.com.br/
http://selmasantos1.vilabol.uol.com.br/


Para falar sobre Cordel e sobre estes nordestinos contadores de história, tínhamos que convidar o pessoal da Unicordel, União dos Cordelistas de Pernambuco – UNICORDEL
Histórico

Criada na manhã de 16 de abril de 2005, em reunião de poetas realizada no Mercado da Boa Vista, a União dos Cordelistas de Pernambuco - Unicordel que se propõe a ser um movimento em defesa e promoção da poesia popular nos seus mais variados matizes, e não somente na forma impressa, também conhecida por literatura de cordel, atuando em rede com parceiros identificados com os seus objetivos.

Congregando poetas, declamadores, folheteiros, editores e apologistas da poesia popular, a Unicordel vem baseando suas ações na retomada da oralidade do cordel, realizando recitais em mercados públicos, escolas, universidades, bares e restaurantes, e diversos eventos culturais, além de oficinas, palestras e debates sobre a poesia popular nordestina. Atualmente a Unicordel conta com cerca de trinta integrantes mais assíduos e partícipes de seus projetos, dentre os quais podem ser citados Adiel Luna, Altair Leal, Cícero Lins, Davi Teixeira, Felipe Júnior, Gerson Santos, Geraldo Valério, João Campos, José Augusto (Lampião), José Evangelista, José Honório, Luiz Esperantivo, Meca Moreno, Mauro Machado, Paulo Moura, Severino Melo, Marcelo Soares, Alice Amorim e Pedro Américo. Destaque-se a presença feminina na Unicordel, representada pelas cordelistas e/ou declamadoras Mariane Bigio, Lourdes Alves, Madalena Castro, Neluce Vanessa, Susana Morais e Ângela Paiva.

Diante da heterogeneidade do grupo, a produção poética dos integrantes da Unicordel apresenta uma temática bastante diversificada, contemplando cerca de 600 títulos e focando os mais variados temas, a exemplo de CRÍTICA SOCIAL, de ACONTECIMENTOS, POLÍTICA, IMAGINÁRIO SERTANEJO, LAMPIÃO, RELIGIOSIDADE, MEIO AMBIENTE, CONSCIENTIZAÇÃO POPULAR (DST, AMAMENTAÇÃO, COMBATE A DENGUE E AO TABAGISMO, ETC.), HISTÓRICOS, BIOGRÁFICOS, CULTURA POPULAR EM GERAL, GRACEJO, dentre outros.

Nestes tres anos de existência a Unicordel firmou-se como verdadeiro movimento cultural na cidade do Recife, conquistando adeptos, admiradores e parceiros que ajudaram-na a viabilizar inúmeras ações em prol da promoção da poesia popular, dentre as quais podem ser citadas: Lançamento do CD “CORDAS E CORDÉIS” (2006); Recital no evento de abertura dos festejos juninos da cidade do Recife do ano de 2005, no Pátio de São Pedro; Recital na Assembléia Legislativa de Pernambuco por ocasião do Dia Internacional da Mulher (2006); Recitais CORDEL EM CANTORIA, em diversos locais do Recife, Olinda e Palmares; Participação nos Festivais de Literatura do Recife(2005/2006) com recital, debate e venda de folhetos; Participação na V Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2005); Recitais QUINTA DE CORDEL, no Bar Caboclo de Lança (desde 2006); Festa carnavalesca CORDEL EM FOLIA(2006/2007/2008); Edição do cordel “O frevo não deveria/ser refém do carnaval”; Participação em eventos diversos realizados na FAFIRE-Faculdade Fracinetti do Recife, UNICAP-Universidade Católica de Pernambuco, no CEFET-Centro de Formação Tecnológica, Mercado da Boa Vista, Mercado da Madalena, dentre outros, além de participação em programas como Sopa Diário (TVU), Liberdade de Expressão (TV Nova), Ivan Ferraz (Universitária FM) e Saulo Gomes (Rádio Folha).

Os principais produtos disponibilizados pela Unicordel aos interessados, são:
Folhetos de cordel, contemplando cerca de 600 (seiscentos títulos) com temas e assuntos variados
Xilogravuras criadas pelo gravador Marcelo Soares, impressas em diversos suportes (papel, camisas, cerâmica, etc.)
CD Cordas e Cordéis produzido por alguns dos integrantes da Unicordel
Recital poético-musical
Palestra focando o cordel na arte-educação
Oficinas de literatura de cordel

Entre colaboradores mais atuantes, destacam-se:
ALTAIR LEAL FERREIRA – poeta-declamador e cordelista, além de facilitador de oficinas Literatura de Cordel. Nascido na cidade de Limoeiro-PE no ano de 1960. Integrante também da Academia de Letras e Artes de Paulista e do grupo Invenção da Poesia do Recife. Tem diversos folhetos publicados, dentre os quais “A História do Homem que Adorava Bacon com Feijões”, “Cordel do Combate a Dengue”, “Cordel da Água - Preservar Pra Não Faltar” e “Cordel do Leite Materno”.
ALLAN SALES – Cantor, músico, compositor e poeta, começou como cordelista em 1997 e já conta com cerca de 300 folhetos publicados. Seu trabalho autoral o tem levado a se destacar em concursos de música e no circuito musical do Recife. Na Unicordel, além da articulação, atua na produção, condução e acompanhamento musical dos recitais, bem como a realização de oficinas de poesia popular.
CÍCERO LINS – Cordelista olindense. Já publicou cerca de 80 folhetos de cordel explorando os mais variados temas, com destaque para os cordéis A Rola Misteriosa, O Pijama Suspeito e Você me Lascou, Tereza.
FELIPE JÚNIOR – Poeta-declamador natural da Paraíba, mas criado em São José do Egito. Autor de diversos folhetos de cordel e do livro RELICÁRIO, lançado recentemente e que reúne poemas de construídos dentro da estética da poesia popular.
JOSÉ HONÓRIO – Cordelista desde 1984, destaca-se pelo pioneirismo na utilização dos recursos da informática a serviço da poesia popular, seja na composição e impressão dos folhetos, seja utilizando a internet para construção e divulgação dos poemas. Tem cerca de 50 títulos publicados, e além de recitar seus versos, participa de debates e realiza palestras sobre poesia popular, como as realizadas na Suíça no ano de 2005. Idealizador e um dos principais articuladores da Unicordel.
MAURO MACHADO – Cordelista nascido em Brasília e radicado no Recife. Tem inúmeros cordéis publicados, destacando-se O Matuto no Shopping, O Pife Encantado, O Exemplo do Ladrão de Galinhas que Botou um Ovo e O Encontro do Capitão Nascimento com Lampião no Inferno.
MECA MORENO – Estudioso da poesia popular, também poeta, nascido na cidade de Palmares-PE, é um dos ativos colaboradores da Unicordel e constantemente é chamado para palestras e oficinas de cordel e outras vertentes da poesia nordestina. É autor do livro Giramundo – O Expectador do Fim & Gêneros da poesia Popular.
PAULO MOURA – Pesquisador do cangaço e cordelista, procura unir as duas paixões e nos seus poemas é comum a referências ao universo do banditismo rural nordestino, notadamente a figura de Lampião, que lhe inspirou um livro com sua biografia em versos, e também aparece em vários dos folhetos já publicados.
SUSANA MORAIS – Jovem cordelista, integra a ala feminina da Unicordel. Iniciou-se no cordel em 2006 e já conta com cerca de 10 folhetos publicados, dentre os quais Sombras do Cangaço, Consciência Negra e Festejos Juninos.



CENÁRIO... A ARTE INTEGRADA À TELEVISÃO
Explicit
April 15, 2008 10:37 PM PDT

COMPOSIÇÃO DO CENÁRIO DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO


CENÁRIO LATERAL PINTADO PELO MIGUEL FARIAS COM AJUDA DO ALAN BRUNO


PRIMEIROS TRAÇOS DO DELANO



PAINEL 01









PAINEL 2 PRONTO

INÍCIO DO PAINEL CENTRAL



PAROU AQUI... O TEMPO ...
INTERFERIMOS NA OBRA DO MAGO DELANO (EU E MIGUEL FARIAS), PRECISÁVAMOS TERMINAR O PAINEL


MIGUEL E ALAN PINTANDO MAMULENGOS



ALAN BRUNO EM AÇÃO

MIGUEL E ALAN BRUNO. VOU MANDAR ESTA FOTO PRÁ ELE

MIGUEL DANDO DETALHES FINAIS NOS MAMULENGOS

FINAL


CENÁRIO...

História.

As representações na idade antiga e na época medieval eram feitas em palcos desprovidos de qualquer acessório ou artifício que representasse os ambientes de um drama. A idéia de construir cenários surgiu em meados do século XVII quando William Davenant (1606-1668), gerente do teatro do Duque de York, passou, a partir de 1660, a representar o ambiente de suas comédias e tragédias usando cenários montados no palco. Mas, somente um século e meio mais tarde, no século XIX, a tecnologia da montagem de cenários de teatro desenvolveu-se com rapidez. Muitos efeitos especiais foram criados, tanto na simulação de ambientes internos (moveis verdadeiros, paredes com portas e janelas, etc.).e externos (jardins, calçadas com postes de luz, fontes, praias, pores-do-sol, cúpulas de céus estrelados, etc.) passaram a integrar os recursos para ambientação das histórias vividas nos palcos. Atualmente, a falta de uma representação mínima do cenário de uma história prejudicaria sua representação no palco a ponto de anular completamente o efeito educativo almejado. Isto porque, a falta do cenário, que foi habitual para os antigos, hoje causaria estranheza e rejeição. O ideal está em ter um cenário simples mas com o indispensável para estimular a imaginação do espectador; e evitar tanto aquela cuja riqueza elaborada e cansativa, como também não ter cenário algum.

Apesar de que a expressão CENÁRIO reúne tudo que diz respeito à ambientação de uma peça, inclusive os efeitos cênicos obtidos com a utilização de sons naturais, de música, iluminação, etc., a palavra, no seu uso mais comum, refere-se à imitação, no palco, de ambientes internos como salas de estar, escritório, etc., ou externos como rua, jardim, campos, e outros onde tem lugar a ação. Tais imitações são obtidas com a utilização de painéis pintados, estruturas sólidas em madeira, móveis e objetos reais ou fabricados pelos técnicos da cenografia.

O grande detalhamento tem seus problemas. Por exemplo, onde colocar todo o material de um cenário quando, na passagem de um ato para outro, o cenário tem que ser mudado? Quanto tempo será gasto nessa mudança, principalmente quando objetos muito pesados forem utilizados?

A mudança de cenário precisa ser rápida e é necessário ter um time de pessoas treinadas para a operação de desmontar e remontar cenários com rapidez, sem fazer ruídos e sem provocar acidentes. Este é um argumento em favor da simplicidade.

O elemento básico dos cenários mais baratos e fáceis de serem mudados e guardados são os painéis de lonas pintadas esticadas em um bastidor de madeira.

Rubem Queiroz Cobra
Lançada em 04-09-2006

DELANO

O Delano não é cenógrafo... mas é um artista simples, que deixou de lado sua importância no cenário artístico e foi pintar o cenário do Programa Liberdade de Expressão, que Miguel Farias vai estrear na TV Pernambuco. Ele disse que aquele não seria o cenário que ele pintaria para o Miguel. Queria tempo, espaço, tranquilidade ... pois assim seu trabalho seria exatamente o que ele transporta para as telas em seu ateliê da Rua de São Francisco, onde mora com sua mulher Macira e seu filho Vicente.

Não... não seria este o cenário....

Não expressa a importância de seu trabalho...

Mas a simplicidade de Delano levou-o a pegar nos pinceis e utilizar tinta d´água e deixar sua marca no cenário do Liberdade de Expressão.

Neste momento, fico imaginando quantas coisas acontecem com as pessoas simples, sem vaidade, sem a prepotência que hoje é característica comum em nossa sociedade. Fico imaginando o que passa na cabeça das pessoas quando nós, ao pensarmos no cenário para o Liberdade, nos determinamos que ele seria especial para os convidados especiais que serão levados a expor suas ideias naquele espaço mágico onde poucos poderão adentrar e perceber que nós o preparamos para cada um deles.

E aí volto ao Delano... que pintou as duas belas peças laterais e inicou a peça central do Liberdade e não conseguiu terminar por falta de tempo... o grande perturbador do artista, que precisa acima de tudo de paz. (Miguel me chamou e nós dois, interferimos na obra do artista e terminamos a peça, sem nenhuma pretensão de chegar próximo ao que seria feito, se o tempo não tivesse trabalhado contra)

Está lindo o cenário do Programa Liberdade de Expressão! E só nos resta agradecer nada mais.


MIGUEL E ALAN BRUNO


O cenário lateral foi pintado pelo Miguel. São os Mamulengos com suas cores vibrantes e que fazem parte do seu mundo. Lá estava também o Alan Bruno, filho do Ramon, que pegou nos pinceis e Miguel e Bruno se encontraram no mundo mágico da folia popular dos bonecos que têm a cara do nosso povo, a alegria e o olhar espantado de quem sempre deseja saber mais, muito mais sobre a vida, sobre o mundo, sobre tudo. O Alan Bruno, que tem 10 anos adorou a festa e se investiu nas cores e acompanhando o gestual daquele mundo novo que naquele momento se abria prá ele.


ALAN BRUNO


Este cenário lateral é a cara do Miguel Farias e é nele que os artistas convidados irão se apresentar.

Pinturas à parte, mais gente estava lá durante a misturada de tintas... a Macira Farias, que dedicou horas de seu corrido tempo para detalhar como nós poderíamos fazer um espaço simples, mas harmonioso. Ela é decoradora, com trabalhos até em Paris e se propôs a ajudar na concepção do espaço.

MACIRA FARIAS

Apareceram outras pessoas a quem devemos agradecer: ao Isasc Sales, da Perpart, que nos apresentou ao Jairo e que nos cedeu espaço para preparação e pintura das telas

JAIRO, DA PERPART

Também da PERPART, apareceram a Walquíria e a Tatiane, que conversaram e alegraram enquanto estávamos lá (olha a foto delas!

O Roberto Lessa também apareceu por lá prá dar uma força. Ele sabia que estávamos precisando!

Uma figura nos chamou a atenção, um senhorzinho lindo, que ficou todo o tempo que dispunha observando tudo aquilo que estava acontecendo. O senhor Juvenil. Não sei se ainda vamos nos encontrar, mas ficou marcada sua presença e resolvemos fotografá-lo para que não nos esqueçamos dele.

SENHOR JUVENIL


Miguel também presente, ora indo ao estúdio acompanhar o trabalho do pessoal que estava lá na preparação das telas e acompanhando atentamente o trabalho do Delano


MIGUEL FARIAS ATENTO... LIGADO...

A equipe começou a crescer para o fechamento do trabalho enós os fotografamos. Sem eles ... o que seria de nós?

JOSÉ EDUARDO, SEU MÁRIO DA SILVA LIMA E JOSÉ SEVERINO DA AÇÃO DA CIDADANIA E O JOÃO, DIRETOR DE PROGRAMAÇÃO DA TV PERNAMBUCO

A EQUIPE CELEBRANDO COM GUARANÁ

MIGUEL

TERMINAMOS E AGRADECEMOS

FIM


JOÃO - DIRETOR DE PROGRAMAÇÃO DA TV PERNAMBUCO OLHANDO

MARCOS E JUNIOR, QUE ESTICARAM AS TELAS

MIGUEL

ELE DE NOVO

RAMON, NOSSO AMIGO E QUE NOS AJUDOU MUITO. PAI DO ALAN BRUNO

RAMON COLANDO O CENÁRIO DO PROGRAMA PODER, DE NOSSO AMIGO ANSELMO

Maristela Farias

ESTREIA DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA TV PERNAMBUCO
Explicit
April 15, 2008 10:31 PM PDT

DIA 14 DE ABRIL DE 2008, ESTAREMOS GRAVANDO O PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO QUE SERÁ EXIBIDO DE SEGUNDA A SEXTA NA TV PERNAMBUCO, DAS 18 ÀS 19 HORAS

Caros amigos,

Informamos a todos vocês, que está entrando no ar a revista eletrônica Liberdade de Expressão, apresentada por Miguel Farias e que será exibida de segunda a sexta das 18:00 às 19:00 na TV Pernambuco.O Programa Liberdade de Expressão na TV Pernambuco é uma revista eletrônica diária que tem o objetivo de discutir temas relevantes dando visibilidade e amplificando a produção cultural, filosófica e artística, levando um conteúdo reflexivo para a população, tomando em consideração às demandas dos movimentos sociais e culturais, principalmente provocando às necessidades de inclusão social, cultural e econômica...

O programa Liberdade Liberdade de Expressão é, totalmente dedicada às artes, espetáculos, políticas do setor cultural, cobertura de trabalhos sociais e culturais de ong´s, empresas privadas e públicas, movimentos da sociedade civil organizados e a opinião pública.A TV Pernambuco que num esforço conjunto do Governador Eduardo Campos e do presidente do Detelpe André Luiz Farias vem reestruturando a TV com novos equipamentos, contratação de novos profissionais, expansão de seu sinal de cobertura. Hoje atingindo mais de cinquenta porcento do Estado de Pernambuco nos seguintes canais: AFRÂNIO - CANAL 08, AFOGADOS DA INGAZEIRA - CANAL 03, ANGELIN - CANAL 06, ARARIPINA - CANAL 02, ARCOVERDE - CANAL 06, BARREIROS - CANAL 21, BETÂNIA - CANAL 04, BELÉM DE SÃO FRANCISCO - CANAL 08, BONITO - CANAL 02, BOM CONSELHO - CANAL 02, BOM JARDIM - CANAL 36, BREJO DA MADRE DE DEUS - CANAL 11, BUÍQUE - CANAL 24, CACHOEIRINHA - CANAL 07, CABROBÓ - CANAL 02, CALUMBI - CANAL 10, CAMELA - CANAL 10. CANHOTINHO - CANAL 10, CARUARU - CANAL 12, CATENDE - CANAL 10, CHÃ GRANDE CANAL 09, CORRENTES - CANAL 05, CRUZ DA MALTA - CANAL 12, CUSTÓDIA, FLORES E CARNAÍBA - CANAL 08, ESCADA - CANAL 27, EXU - CANAL 20, FERNANDO DE NORONHA - CANAL 07, FLORESTA - CANAL 07, GARANHUNS - CANAL 13, GRANITO - CANAL 05, IBIMIRIM CANAL 06, IGUARACY - CANAL 02, INAJÁ - CANAL 04, ITAIBA - CANAL 08, IPOJUCA CANAL 08, ITACURUBA - CANAL 04, JATOBÁ CANAL 06, JOÃO ALFREDO - CANAL 04, LAGOA DO OURO - CANAL 04, LAGOA GRANDE - CANAL 12, LIMOEIRO - CANAL 45, MIRANDIBA - CANAL 02, OURICURI - CANAL 03, PARNAMIRIM - CANAL 02, PASSIRA - CANAL 05, PESQUEIRA - CANAL 05, PETROLINA - CANAL 13, PRIMAVERA - CANAL 44, PORÇÃO - CANAL 05, QUIPAPÁ - CANAL 09, RIBEIRÃO - CANAL 07, RECIFE, OLINDA E PAULISTA CANAL 46, SALGUEIRO, SERRITA, VERDEJANTE E CEDRO - CANAL 09, SANTA CRUZ DA BAIXA VERDE - CANAL 07, SAGADINHO - CANAL 10, SALOÁ - CANAL 12, SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE - CANAL 10, SANTA MARIA DA BOA VISTA - CANAL 08, SÃO JOSÉ DO BELMONTE - CANAL 07, SÃO LOURENÇO DA MATA - CANAL 46, SÃO JOSÉ DA COROA GRANDE CANAL 40, SÃO VICENTE FERRER - CANAL 08, SÃO JOSÉ DO EGITO, ITAPETIM E BREJINHO - CANAL 10, SERRA TALHADA - CANAL 10, SERTÂNIA - CANAL 12, SIRIGI - CANAL 05, SOLIDÃO - CANAL 05, SURUBIM - CANAL 54, VOLTA DO MOXOTÓ - CANAL 11, TACARATU - CANAL 13, TAMANDARÉ - CANAL 08, TAQUARITINGA DO NORTE - CANAL 20, TIMBAÚBA - CANAL 02, TRIUNFO - CANAL 13, TUPANANTINGA - CANAL 09, VICÊNCIA - CANAL 41, VÍDEO - CANAL 18, VITÓRIA SANTO ANTÃO - CANAL 47.
Um grande abraço a todos e espero vocês em nosso blog, onde informaremos todos os acontecimentos no dia a dia
Miguel Farias.

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO: ANO NOVO TUDO NOVO DE NOVO
Explicit
April 07, 2008 01:59 PM PDT

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO:ANO NOVO, TUDO NOVO DE NOVO....































Chegamos ao dia 31 de dezembro de 2007. Gravamos um programa com amigos e com muita alegria, afinal chegamos ao último dia de 2007 confirmando um trabalho que sempre fizemos com grande respeito aos nossos amigos, artistas, telespectadores. O programa infelizmente não foi ao ar. Estava alegre demais, porque todos nós nós estávamos felizes pela etapa concluída.

Neste programa do dia 31, fotografamos e renovamos a alegria que sempre moveu nosso trabalho durante todo este ano e nos anteriores, porque sem alegria não sei trabalhar. Sem bons companheiros, meu trabalho fica incompleto e isto sempre tive, especialmente neste 2007.

Chegamos ao dia 31 de dezembro, gravamos um programa com amigos e com muita alegria, afinal chegamos ao último dia de 2007 confirmando um trabalho que sempre fizemos com grande respeito aos nossos amigos, artistas, convidados, telespectadores. O programa infelizmente não foi ao ar. Estava alegre demais, porque todos nós nós estávamos felizes pela etapa concluída.

Vamos partir. Assim é a vida...

A procura sempre vai fazer parte do meu modo de ser. Essa lição aprendo todo dia, porque só consigo ser feliz fazendo aquilo que gosto e gosto mesmo de comunicar. Seja pela pequena rádio comunitária ou qualquer outro meio. É assim que sei viver e sòmente assim vocês me verão vida afora.


Quero neste momento agradecer a todos os amigos construídos durante o ano, não citando nenhum para não esquecer um sequer, aos companheiros de trabalho, que voluntariamente estiveram junto comigo no enfrentamento das dificuldades e nos inúmeros momentos de alegria no Programa Liberdade de Expressão e na nossa Rádio Nova 98.5. Em especial, ao Pedro Paulo que abriu as portas da TV NOVA para nós.

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO: ANO NOVO TUDO NOVO DE NOVO
Explicit
April 07, 2008 01:58 PM PDT

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO:ANO NOVO, TUDO NOVO DE NOVO....































Chegamos ao dia 31 de dezembro de 2007. Gravamos um programa com amigos e com muita alegria, afinal chegamos ao último dia de 2007 confirmando um trabalho que sempre fizemos com grande respeito aos nossos amigos, artistas, telespectadores. O programa infelizmente não foi ao ar. Estava alegre demais, porque todos nós nós estávamos felizes pela etapa concluída.

Neste programa do dia 31, fotografamos e renovamos a alegria que sempre moveu nosso trabalho durante todo este ano e nos anteriores, porque sem alegria não sei trabalhar. Sem bons companheiros, meu trabalho fica incompleto e isto sempre tive, especialmente neste 2007.

Chegamos ao dia 31 de dezembro, gravamos um programa com amigos e com muita alegria, afinal chegamos ao último dia de 2007 confirmando um trabalho que sempre fizemos com grande respeito aos nossos amigos, artistas, convidados, telespectadores. O programa infelizmente não foi ao ar. Estava alegre demais, porque todos nós nós estávamos felizes pela etapa concluída.

Vamos partir. Assim é a vida...

A procura sempre vai fazer parte do meu modo de ser. Essa lição aprendo todo dia, porque só consigo ser feliz fazendo aquilo que gosto e gosto mesmo de comunicar. Seja pela pequena rádio comunitária ou qualquer outro meio. É assim que sei viver e sòmente assim vocês me verão vida afora.


Quero neste momento agradecer a todos os amigos construídos durante o ano, não citando nenhum para não esquecer um sequer, aos companheiros de trabalho, que voluntariamente estiveram junto comigo no enfrentamento das dificuldades e nos inúmeros momentos de alegria no Programa Liberdade de Expressão e na nossa Rádio Nova 98.5. Em especial, ao Pedro Paulo que abriu as portas da TV NOVA para nós.

ESPECIAL DE NATAL
Explicit
April 07, 2008 01:56 PM PDT

FELIZ NATAL !





FELIZ NATAL A TODOS OS NOSSOS FAMILIARES, AMIGOS, CONVIDADOS, TELESPECTADORES, BLOGUEIROS E COMPANHEIROS, QUE ATÉ AQUI NOS TÊM DADO FORÇA E ACIMA DE TUDO AMIZADE


PARA HOMENAGEAR A TODOS OS NOSSOS AMIGOS, CONVIDAMOS O CORAL
QUE COM SUAS VOZES TRADUZIU O SENTIMENTO DE NATAL DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO


LITERATURA DE CORDEL:DIVULGADORA DA ARTE DO COTIDIANO
Explicit
April 07, 2008 01:52 PM PDT

Miguel Farias, no Programa Liberdade de Expressão do dia 17 de dezembro de 2007, recebeu cordelistas de expressão como Adiel Luna, Altair Leal, Felipe Junior, Allan Sales e a pesquisadora e escritora Veronica Moreira, todos do Unicordel, coordenados pela Daniela Karla Almeida, a quem agradecemos, para falar sobre esta fatia da literatura, vista por alguns com desconhecimento de sua importância como forma de divulgação da arte do cotidiano.



A Daniela Karla Almeida, que também participaria do debate, gentilmente cedeu seu espaço para o extraordinário repentista Antonio Lisboa, que, como contraponto, ofereceu a todos uma aula sobre a diferença entre cordel e repente, enriquecendo sobremaneira o programa e mais uma vez a Dani recebe nossos agradecimentos.

DANIELA KARLA POETA

Numa conversa, com tantos cordelistas, naturalmente a poesia seria a tônica. Mas Miguel Farias iniciou o debate, perguntando à pesquisadora Verônica Moreira qual a origem da literatura de cordel.



Verônica Moreira: "a literatura de cordel começou na Idade Média, na Região de Provence, na França, foi para Portugal e dali veio para o Brasil. Podemos colocar que quem trouxe para nosso país foram os degredados, as pessoas que vieram nos navios, expulsos de Portugal, mal vistos e mal amados naquele país e nesse meio estão integrados judeus, muçulmanos e as pessoas que não eram muito gratas, muito bem vistas pela côrte. Esse pessoal trouxe esse costume de cantar as poesias. desde o começo da colonização, havia essa poesia cantada, das quais não se tem muito registro porque ela foi mal vista pela religiosidade católica - a Igreja Católica cometeu mais esse erro, ela já pediu perdão por alguns e precisa pedir por esse também - que colocou essa poesia como marginal. Na realidade era uma poesia comum, do dia a dia e que ainda hoje existe. Em Portugal nós encontramos poesias escritas ou feitas de improviso, que têm uma característica diferente da nossa, mas elas são o que a gente pode dizer, a raiz do que chegou aqui.

A respeito da poesia popular, assunto indagado pelo Miguel, foi dito pela Verônica que ela radicou-se mesmo no nordeste e você tem razão quando fala de Pernambuco, mas não só nosso Estado. Em todos os estados do Nordeste, do Maranhão à Bahia nós encontramos a poesia em todos eles. Para escrever meu livro, eu viajei mais de 600.000 km e nós encontramos essa poesia em todos os lugares, pessoas admirando poesia, editoras fazendo, então a gente está sempre encontrando essa poesia em todos os lugares.

O nome cordel é um nome perjorativo, mangador, aquela literatura que está pendurada na feira num cordel ou cordão, sendo considerada uma poesia que não tinha muito valor. Essa literatura sempre existiu, não encontrou espaço na mídia divulgadora da cultura de massa (jornal, televisão), mas nós sabemos que ela está ali viva, cotidianamente com gente escrevendo, acontecendo, na internet em diversos sites como o da Unicordel e ela está conseguindo se impor com mais força e ao mesmo tempo que ela se impõe pela qualidade do trabalho, também o faz pelos assuntos que são atuais, conseguindo assim um espaço mais forte."

Miguel abriu a palavra para que se falasse sobre a poesia de cordel, a poesia marginal e sobre os espaços onde estão acontecendo os movimentos que atraem os poetas para divulgar essa forma de arte do cotidiano.


Allan Sales - " A Unicordel foi criada em abril de 2005, pelo poeta José Honório que, além de juntar as pessoas que escrevem e publicam cordel, provoca o resgate da oralidade da literatura de cordel porque esse tipo de literatura não só era exibido nas feiras, como os poetas declamavam para seu público. Eu venho de uma tradição de palco, já que eu trabalho em teatro onde nós montamos um espetáculo poético musical, trazendo o cordel para a dimensão de um espetáculo. Tivemos a ousadia de levar o cordel para barzinhos, instalamos um ponto de cultura à revelia do poder público no Mercado da Madalena, onde as pessoas além de ouvirem música popular de toda qualidade, da mais sofisticada a mais simples, nós estamos lá. O Filipe eu conheci no Mercado da Madalena, o Adiel Luna, conheci nos bares da vida, o Altair das Quartas Literárias no Centro Luiz Freire. Então o Recife está muito bem servido desse tipo de expressão."



O Altair Leal reforçou as informações do Allan, sobre os locais de divulgação da literatura de cordel "no Mercado da Madalena, nas Quartas Literárias, no Centro Luiz Freire, na Universidade de Pernambuco, Biblioteca de Casa Amarela, Biblioteca de Afogados, o Celina de Holanda, a Assembleia Legislativa, entre outros. A poesia ferve na capital pernambucana. Poeta é o que mais tem. Se você balançar uma árvore no centro do Recife, vai cair mais poeta do que fruto. Nós somos muito bem servidos, temos muitos poetas de qualidade, muita gente que está chegando, joias brutas que estão sendo lapidados. Então Recife está muito bem servido de poetas e de espaços. Então quem for poeta e quizer recitar, deixe de ser poeta de gaveta e passe a ser poeta da oratória mesmo, porque a gente tem muita coisa para escutar e muita coisa para escrever."



Filipe Junior - "Eu acho interessante que, particularmente em Pernambuco, nunca viveu um momento tão forte como a poesia popular. O Altair, eu e vários outros poetas, trabalhamos com oficinas e nós sentimos a escola abrindo as portas das salas de aula para repassar para os alunos o conteúdo do cordel. A formalidade do cordel, a métrica, a rima, o estilo e por isso eu acredito que na história de Pernambuco nunca se viu um momento tão especial da poesia popular e em particular o cordel."



Altair Leal - "E também quebrar esse gelo de dizer que literatura de cordel é coisa do interior. A Literatura de cordel está nas Universidades, está no centro do Recife, porque antigamente só se falava em poesia marginal, (e eu também escrevo poesia marginal) mas a importância da Unicordel é que ela fez com que a literatura popular disputasse com a poesia alternativa."



Miguel - Eu estou com um livro do Felipe Junior, "O Relicário" e eu gostaria que voce falasse sobre seu livro a também recitasse uma poesia.

Felipe Junior - O Relicário, eu lancei no Mercado da Madalena, entre tantos poetas que participaram do evento, como Joselito, Chico Pedrosa, Allan Sales, entre outros. Relicário é uma poesia nascida na minha cidade, São José do Egito e vindo prá cá prá Recife, tendo o gosto dessa sertanidade toda. O título Relicário vem das minhas poesias, que são pedras preciosas, joias raras, e nada mais justo do que colocar meu baú de relíquias, o meu Relicário, fazendo esse parâmetro com a poesia popular e a poesia urbana, colocando a poesia do sertão dentro da cidade. O livro pode ser encontrado no Box Sertanejo no Mercado da Madalena, onde a gente se reune todo sábado a partir de meio dia, improvisando poesia, declamando poesia. Tem a poesia chamada "Voltando prá casa" que eu fiz, imaginando um pouco essa cena do sertanejo que deixa a sua terra e vai em busca dos seus sonhos no sul do país, eu imaginava a cenda de um nordestino escrevendo passando pelas dificuldades lá no sul, escrevendo a carta, buscando alguns trocados, escrevendo com toda alegria prá mãe dele, escrevendo um bilhetinho dizendo:Mãe, eu tô voltando prá casa! e daí foi que surgiu a poesia Voltando prá casa

Seu moço, sou peregrino

viajante e estradeiro

não trago nessa bagagem

nem comida e nem dinheiro.

Abandonei o sertão

pois eu vi a precisão

de deixar o meu roçado

O dinheiro que se ganha

não é o que o homem sonha

prá viver despreocupado!

Seu moço peço atenção,

escute bem meu dizer

sou homem de braço forte

mas que não sabe nem ler

nunca eu entrei numa escola

confesso, pedi esmola

quando não tinha comida.

Deus que é nosso pai mais nobre,

talvez não ligue pro pobre

do geito que leva a vida.

Meu papaizinho querido,

morreu quando eu era novo

minha mãe velha e cansada,

lava roupa para o povo.

Perdi no tempo a infancia,

não dava tanta importância

queria ajudar meus pais.

Trabalhava bem cedinho,

prá arrumar um dinheirinho

e mamãe comprar o gás.

Ah seu moço, essa é a vida,

tão feliz, mas tão ingrata!

Queria voltar prá casa,

caçar lá dentro da mata.

Aqui eu só sinto frio

qualquer lugar é vazio

durmo tarde e acordo cedo

quando saio a trabalhar,

eu num sei se vou voltar

vivo sempre com esse medo!

Aqui não sinto sabor

do feijão que mamãe faz

aqui não tenho alegria

amor, carinho nem paz

muito menos amizade.

É esta a pura verdade

deste meu novo endereço.

Moço, quero voltar

lá pro Sertão e ficar

no lugar que eu conheço.

Sinto saudades de mãe,

não vou mais abandoná-la

estou até quase vendo

ela vindo lá da sala

e me abraçando no terreiro

e eu dando quatroze xêro

na cabeça bem branquinha

e ela me contemplando

dizendo quase chorando

sabia que você vinha.

Por isso faço viagem

com os trocados que juntei,

vou-me embora pro Sertão

lugar onde eu me criei!

Vou matar minha saudade

viver na simplicidade

com minha mãe e meu filho

morar na minha palhoça

e plantar minha roça

prá comer feijão e milho.

Agradeço sua atenção

e deixo o meu recado:

Cuide bem da sua mãe

nunca deixe ela de lado!

Hoje eu digo:

mamãezinha estou voltando!

pode ir se preparando

deste chão não saio mais,

pois mãe eu só tenho aquela

e quando Deus leva ela

não substitui jamais!

POESIA RECITADA PELO ALTAIR LEAL

Menino eu sou um matuto

que não sei nada de língua

essas coisas de inglês, francês, espanhol, alemão

ige, chega me dá uma íngua!

Nem português direito eu sei falar!

E as gírias, que costumam inventar?

tem cada coisa esquisita prá se ver

como os vícios de linguagem martelado

repetição de tres minuto mal falado

fica até difícil de entender!

Uma nova mania que eu acho uma tristeza!

quando alguém pergunta algo,

o outro diz: com certeza!

Do meu tempo de criança,

trago ainda na lembrança

o oi, oxente, vige, avia,

isto sim, que é português!

Não a língua de vocês, que me dá é agonia!

Já não se dá um bom dia, já não se diz obrigado,

fala-se e aí? então? como é que é meu irmão? irado?

isso é modo de falar!

Eu quero é me comunicar de uma forma decente

quero que o interlocutor,

me entenda quando eu digo: por favor!

aí sim, é linguagem de gente!

onde está o olá! tudo bem?

a senhora vai bem? obrigado

Agora mudou: diga aí doido! vamo ali resolver uma parada!

que massa meu irmão!

se ligue!

preste atenção! que danado de palavreado!

eu conheço é pru li, pru qui, pru lá, pru mode,

im riba, aculá

Esse tal de tá ligado!

quando voce se zanga é: pô meu!

se passa mulé boa é: que pité! libera aí meu irmão!

na moral! vá por mim! a mina é filé!

No meu tempo de menino, o fraseado era mais fino:

o senhor, a senhora, bença mãe, bença pai,

agora mudou: vou nessa coroa! e aí velho, numa boa?

sujou meu irmão! lavra e sai!

Esse tal de inglês que vocês às vezes usam,

eu mesmo nem me meto, língua e beiço travam!

Recusa...

Hot Dog é Cachorro Quente

brother, parece que é irmão... parente...

tem bleque, uraite, ies, no, ai love iu, te ende,

quem diabo compreende?

tão chamando um tal de titcher professor,

e eu vou tá quebrando cabeça cada vez que eu for falar

quem quizer me entender

preste atenção é só me escutar

falar linguagem do povo

sem precisar repetir de novo

falo direto, com base

Interessante são vocês!

Mal aprendem a falar português,

e já ficam inventando frases?

Deixa eu cá com meu sotaque

de caboclo nordestino

mostrando um português curtinho

pois é esse o meu destino.

Mas querer falar inglês, usar termos em francês,

bonjur, merci, aurrevoar,

usar vícios de linguagem, essas gírias, essas bobagens,

ta dana home, vai te lascar!


Allan Sales - "A Verônica falou uma coisa interessante: que a poesia de cordel desde que ele surgiu se voce for analisar toda a história do cordel, ele acompanha todos os fatos históricos, políticos, desastres naturais, tudo que aconteceu com a humanidade. Recentemente, um cidadão chamado Dom Cappio, estava fazendo uma greve de fome aí, muito sensibilizado com a transposição do São Francisco e eu escrevi isso aqui prá ele, que é um mote sugerido pelo poeta Joselito Nunes, que diz assim:

Meu sertão sofre com sede,

mas tem rio caudaloso

o bispo religioso

falando na Globo ao rei

quer ser como uma parede

barrando essa redenção

A água da salvação

do sertanejo um esteio

um bispo de rabo cheio

não quer água no sertão!

Esse bispo passa bem

tem casa e comida boa

mas meu sertão fica à toa

barrar isso não convém.

A transposição assim vem

trazer sim irrigação

do rio a preservação

faremos sem aperreio

um bispo de rabo cheio

não quer água no sertão!

O sertão da Paraíba

Pernambuco e Ceará

Um rio grande será

livrando da pindaiba

o sertão que deu furiba

No Piauí precisão,

fome, sede e exclusão

quadro social tão feio

um bispo de rabo cheio

não quer água no sertão!

Ó meu bispo, deixe disto!

o senhor apareceu,

seu marketing cresceu

volte para seu chouriço

engordar o seu toitiço

com uma farta refeição

vinho bom, sardinha e pão

e um bom queijo no recheio

bispo de rabo cheio

não quer água no sertão!

Adiel Luna: O BEIJO DE CATARINA

Nem mesmo toda doçura,

que há nos frutos e flores

nem os sublimes sabores

que a natureza mistura

O néctar da rapadura

o frescor da cajuina

o sabor da vitamina

e as proteínas do queijo,

não tem o gosto do beijo

da boca da Catarina

O som da manga espada

quando é tirada no pé

sentir cheirar o café

antes da mesa botada

um copo de umbuzada

às seis horas da matina

vendo a manhã matutina

o sol nascendo e festejo

não tem o gosto do beijo

da boca de Catarina!

Sentir o capim molhado

escorregar entre os dedos

ver o lodo nos lajedos

deixando o chão enfeitado

entrar no mato fechado

caçando de lazarina

ouvir o galo campina

tocando o seu realejo

tem o gosto do beijo

da boca de Catarina!

Deitar numa rede armada

debaixo de um sombreiro

subir em um cajueiro

descer de boca melada

comer milho e pamonhada

brincar em festa junina

no claro da lamparina

tudo quanto toco e vejo

não tem o gosto do beijo

da boca de Catarina

Os meus anos de criança

vividos intensamente,

meus tempos de adolescente

ainda guardo lembrança

o gozo de uma herança

um namoro na surdina

um toque de concertina

num forró de vilarejo

não tem o gosto do beijo

da boca de Catarina!

Os versos do romancista

que a namorados comove

os doces que se dissolvem

na língua da normalista

ver gado correr na pista

na vaquejada em Carpina

e os quadris da dançarina

excitando meus desejos

não tem o gosto do beijo

da boca de Catarina!

Foi convidado para participar do debate, o repentista Antonio Lisboa, para um contraponto no assunto do dia, para explicar a diferença entre cordel e repente.

Antonio Lisboa - "A cantoria e o cordel estão de certa forma aproximados na questão das estruturas que usamos praticamente modalidades que são comuns tanto no cordel como na cantoria. Na cantoria nós usamos a sextilha e o cordel também usa a sextilha que é uma modalidade de seis versos e de sete sílabas cada um verso com a distribuição de rimas na segunda, na quarta e na sexta, como também nós usamos as décimas, as estrofes de sete sílabas e até as oitavas. Essas modalidades são comuns à cantoria e ao cordel. Pode também usar no cordel e na cantoria, outras modalidades como no caso da décima também. Não são comuns no cordel, as décimas, são mais comuns as estrofes de sete sílabas e de seis sílabas, mas se usam também várias modalidades. A cantoria tem uma quantidade bem maior de modalidades com estrofes bem definidas.

Outra diferença básica é ser a cantoria toda cantada de improviso e o cordel todo escrito e o cordel todo lido e a cantoria toda cantada acompanhada pela viola e o cordel não precisa necessáriamente de instrumento. Evidente que se pode musicar um cordel, pode teatralizar um cordel, mas não há necessidade porque o cordel é para ser lido ou para ser cantado e a cantoria somente improvisado. Essa é bàsicamente a diferença. Mas a gente tem vinculação da cantoria com o cordel quando voce verifica ao longo da história da cantoria que o cordel teve uma passagem muito importante pela história da cantoria com a questão das pelejas de cantadores famosos que transformaram algumas cantorias em cordel. Por exemplo, um cantador se juntou com outro e escreveu a pela do Cego Aderaldo e Zé Pretinho, que é escrita por um cunhado de Zé Pretinho e não tem nenhuma estrofe do Cego Aderaldo naquela peleja e o Zé Pretinho nunca existiu. Era um cantador fictício, que o poeta criou para a pela de Aderaldo. O romance ou o cordel ou folheto, como queiram chamar, ele também foi cantado pelos cantadores na cantoria e tiveram toda essa aproximação. Por isso que hoje ainda os pesquisadores fazem essa confusão de chamar cordel de cantoria e cordelista de repentista e repentista de cordelista e as pessoas terminan perdidas sem saber diretamente qual a verdade. Mas se voce for ver direitinho, tanto a cantoria como o cordel eles têm regras bem definidas que dá para a pessoa notar que há uma diferença. Cantoria e cordel são aproximados, mas não são a mesma coisa.

Como leigo, Miguel perguntou se o repentista e o cordelista eram diferentes.

Antonio Lisboa - "Não necessàriamente. O cordelista pode ser repentista mas não é necessário porque o cordel ele vai escrever e não precisa de improvisar. Ele não tem que ter a versatilidade que tem o repentista e a prática de improvisar. O repentista, da mesma forma que ele escreve e canta, ele pode também escrever cordel porque ele improvisa, é mais rápido e no cordel tem mais tempo para pensar, então é mais fácil o repentista ser cordelista, do que o cordelista ser repentista, mas eu até acho que qualquer cordelista na hora que começar a praticar ele pode se tornar repentista, com o tempo, com a prática ele vai ser repentista. Se quizer viver a vida toda escrevendo, ele pode ser um cordelista ou poeta de bancada, como é chamado."

Miguel pediu à pesquisadora Verônica Moreira, que falasse sobre o seu livro O Canto da Poesia, que tem uma proposta educativa.

Verônica Moreira - O Canto da Poesia tem toda uma linguagem didática, facilmente adaptada para escolas e todo tipo de instituição educacional, inclusive apresentando toda essa diferenciação que o Antonio Lisboa apresentou, sobre as siferenças entre o poeta cordelista e o poeta repentista. O livro também traz biografia dos primeiros cordelistas e dos primeiros cantadores, que eram repentistas e das primeiras mulheres repentistas, registro de diversas modalidades de cantorias e sobre outros tipos de poesia popular como o côco de embolada. O livro também está à venda no Mercado da Madalena, e na Editôra Bagaço, em Recife.


O convidado especial do programa foi o poeta Arnaldo Ferreira, pai do poeta Adiel Luna, que também recitou uma poesia para encerrar com brilhantismo o Programa Liberdade de Expressão

NUNCA VI HOMEM NO MUNDO PRÁ SER MOLE COMO EU

É muito certo um ditado

que disse um amigo meu

Nunca vi homem no mundo

prá ser mole como eu

No começo de janeiro

preparei uma palhoça

fui trabalhar numa roça

por moleza não choveu

o pezinho que nasceu

foi na beira de um riacho

e no primeiro cacho

a lagarta apareceu

É muito certo o ditado

que disse um amigo meu

nunca vi homem no mundo

prá ser mole como eu

Eu arranjei uma noiva

tirei todo o documento

pedi ela em casamento

o pai com gosto me deu

quando o padre nos benzeu

e eu pensave em ser feliz,

na saída da matriz

minha noiva faleceu

É muito certo o ditado

que disse um amigo meu

nunca vi homem no mundo

prá ser mole como eu!

Casei-me a segunda vez

com uma moça já idosa

essa muito caprichosa

com os troços que recebeu

Depois desapareceu

prás bandas do Ceará

vive com outro prá lá

quem atolou-se fui eu.

É muito certo o ditado

que disse um amigo meu

nunca vi homem no mundo

prá ser mole como eu

Inventei uma matança

pensando em dar resultado

comprei logo um boi fiado

a um conhecido meu

quando o turino entendeu

que ia entrar no machado

entrou no mato fechado

e nunca mais apareceu

É muito certo o ditado

que disse um amigo meu

Não existe homem no mundo

prá ser mole como eu

Mãe me deu uma galinha

e acompanhava um pintinho

o bichinho empenadinho

com tres meses ele cresceu

um menino apareceu

por detrás da capoeira

e matou com a baladeira

o pintinho que mãe me deu

É muito certo um ditado

que disse um amigo meu

Não existe homem no mundo

prá ser mole como eu

Pai me deu uma cabrinha

acompanhou um cabritinho

o bichinho tava grandinho

com tres meses ele morreu

o fraco couro que deu

espichei no pé do morro

veio um diabo de um cachorro

o couro magro comeu

É muito certo o ditado

que disse um amigo meu

nunca vi homem no mundo

prá ser mole como que eu

LITERATURA DE CORDEL - ANOTAÇÕES EXTRAÍDAS DO WIKIPEDIA

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados ou não de viola. Pelo fato de funcionarem como divulgadoras da arte do cotidiano, das tradições populares e dos autores locais (lembre-se a vitalidade deste género ainda no nordeste do Brasil), a literatura de cordel é de inestimável importância na manutenção das identidades locais e das tradições literárias regionais, contribuindo para a manutenção do folclore nacional; Pelo fato de poderem ser lidas em sessões públicas e de atingirem um número elevado de exemplares distribuídos, ajudam na disseminação de hábitos de leitura e lutam contra o analfabetismo.

(Literatura de cordel Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. )

Histórico
A história da literatura de cordel começa com o romanceiro luso-espanhol da
Idade Média e do Renascimento. O nome cordel está ligado à forma de comercialização desses folhetos em Portugal, onde são pendurados em cordões, lá chamados de cordéis. Inicialmente, eles também contém peças de teatro, como as de autoria de Gil Vicente (1465-1536).Foram os portugueses que trouxeram o cordel para o Brasil, na segunda metade do século XIX. Hoje muitos folhetos ficam expostos horizontalmente em balcões ou tabuleiros. Embora seja pouco freqüente, também há criações de cordel em prosa. Esse tipo de literatura popular existe também na Sicilia (Itália), na Espanha, no México e em Portugal. Na Espanha é chamada de pliego de cordel ou pliegos sueltos (folhas soltas).E esse ano de 2007 comemora-se os 100 anos da existencia da literatura de Cordel

Os temas incluem fatos do cotidiano, episódios históricos, lendas e temas religiosos. As façanhas do cangaceiro Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1900-1938) e o suicídio do presidente Getúlio Vargas (1883-1954) são alguns dos assuntos de cordéis de maior tiragem. É comum os autores criarem seus versos improvisadamente diante de um acontecimento ou uma pessoa que queiram homenagear. As formas variaram pouco ao longo do tempo.

No Brasil, a literatura de cordel é produção típica do Nordeste, sobretudo nos estados de Pernambuco, da Paraíba e do Ceará. Costuma ser vendida em mercados e feiras pelos próprios autores. Em outros Estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, é encontrada em feiras de produtos nordestinos. Nos grandes centros, já há impressões mais sofisticadas. Mas de modo geral a produção está em declínio.

Os poetas Leandro Gomes de Barros (1865-1918) e João Martins de Athayde (1880-1959) estão entre os principais autores.

Pelo fato de ser literatura distribuída nas ruas, feiras e botequins, pelo tipo de literatura a que se dedica (essencialmente poesia popular, mas também romances sentimentais) e pelo tipo de linguagem em que circula (bastante simples, com os traços da fala coloquial, e próxima do modo de falar do povo do sertão), a literatura de cordel foi, durante muito tempo, pouco apreciada. Todavia, este tipo de literatura apresenta vários aspectos interessantes e dignos de destaque:
As suas gravuras, chamadas
xilogravuras, representam um importante espólio do imaginário popular;
A tipologia de assuntos que cobrem, crítica social e política e textos

NOSSOS CONVIDADOS DO PROGRAMA SOBRE A DANÇA COMO EXPRESSÃO DE FORMAÇÃO DE UM POVO
Explicit
December 07, 2007 07:13 PM PST

MIGUEL FARIAS, FRED SALIM, CHRISTIAN SERAFIM E O GORDO DE OLINDA
RENATA, CAROL, HARUMI, RENATA E ROBERTA MACHADO DA CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE
CAROL, RENATA, MIGUEL FARIAS, FRED SALIM, CHRISTIAN SERAFIM, GORDO DE OLINDA, RENATA, ROBERTA, TUPI E LULA
CAROL, RENATA, MIGUEL FARIAS, FRED SALIM, CHRISTIAN SERAFIM, GORDO DE OLINDA, RENATA, ROBERTA, TUPI, LULA E JORGE AUGUSTO

MUITO OBRIGADO A TODOS

DANÇA: EXPRESSÃO DE FORMAÇÃO DE UM POVO
Explicit
December 07, 2007 07:06 PM PST


A dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música. Caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre). Na maior parte dos casos, a dança, com passos cadenciados é acompanhada ao som e compasso de música e envolve a expressão de sentimentos potenciados por ela.
A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento e/ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.
Atualmente, a dança se manifesta nas ruas em eventos como "Dança em Trânsito", sob a forma de vídeo, no chamado "vídeodança", e em qualquer outro ambiente em que for contextualizado o propósito artístico.


Para conversar sobre a Dança como Forma de Expressão da Formação de um Povo, Miguel Farias convidou para o Programa Liberdade de Expressão, profissionais que por suas histórias e pelo trabalho que desenvolvem, deram um enfoque geral sobre esta arte corporal, levando para o telespectador, suas experiências e vivências, evidentemente, sem o apuro técnico que cada um poderia ter dado, mas com informações importantes para todos aqueles que apreciam dançar como profissão ou como forma de entretenimento.


UMA GERAL COM OS CONVIDADOS DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO: GORDO DE OLINDA (QUE NÃO DANÇA NADA!) MIGUEL FARIAS, FRED SALIM, CHRISTIAN SERAFIM E RENATA MACHADO. (foto de Maristela Farias)

Evidente que o Programa Liberdade de Expressão não pretende esgotar o assunto porque é nossa meta detectar assuntos e profissionais, para que em outras oportunidades repassem seus conhecimentos, de forma mais compacta e mais direcionado aos segmentos interessados. O assunto dança é inesgotável, quando convidamos um bailarino do quilate de FRED SALIM, que tem, sem dúvidas, seu nome escrito na história da dança do Estado de Pernambuco e levado mundo a fora, com determinação e profissionalismo.



FRED SALIM (foto de maristela farias)

Falar de FRED SALIM e dizer que ele é Bailarino, Coreógrafo, Diretor Artístico, Maitre de Ballet, Produtor e Funcionário da Fundação de Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife, Técnico em Artes Cénicas com especialização em Dança, atualmente lotado na Secretaria de Cultura no Cargo de Gerente Operacional de Planejamento, Produção e Execução da Programação Cultural do Espaço Cultural Pátio de São Pedro e delegado de Pernambuco do Conselho Brasileiro da Dança é muito pouco, porque este currículo foi construído a partir de um momento em que todos os olhares se voltavam para aquele jovem que se atrevia a subir nos palcos de tvs, teatros e onde quer que houvessem espectadores para assistir um grande espetáculo de dança. Poderíamos dizer que FRED SALIM era, à época, um corajoso profissional exposto aos olhos e à crítica da sociedade e que sempre soube se impor a quaisquer barreiras que se lhe aparecessem no caminho.

Afastado dos palcos, é um mestre. Sua carreira, seu trabalho, seu preciosismo tem que ser, não revelado, porque o mundo artístico o conhece muito bem, mas deve ser exposto, como sempre foi, à mídia, para que jovens bailarinos tenham, com sua experiência, um exemplo de uma profissão encarada com seriedade, disciplina, humildade e sucesso.




RENATA MACHADO (foto de maristela farias)


A CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE, convidada para nossa conversa sobre a dança, representada pela Renata Machado, que além do belo espetáculo, enriqueceu o programa também com a experiência da jovem professora, que com mais oito amigas, todas professoras de dança do ventre, permitiram que se vivenciasse o espírito do trabalho de uma dança que, por tradição é executada exclusivamente por mulheres desde 7 mil anos atrás e cujos rituais, eram comumente atribuídos à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região. A dança do ventre tem atravessado gerações, ultrapassado barreiras culturais e está presente nos quatro cantos do planeta, sempre apresentada sem perder sua marca original: a sensualidade.

O grupo também trabalha com um estilo considerado moderno, com apresentações mais dinâmicas e utilização de instrumentos de percurssão árabes, diferente do modelo clássico que é mais lento e as músicas são cantadas. As nove mulheres que formam a Cia Pernambucana de Dança do Ventre são professoras de academias locais. Com a experiência diária da atividade, cada uma trouxe idéias e possibilidades para o grupo, que foi criado oficialmente em março deste ano. Antes da Cia existir, Renata, ao lado de duas outras professoras formavam o Trio Mahaila, que significa dançar em hebraico.

Mesmo com o pouco tempo de existência, a Cia recebeu o título de Grupo Revelação, no 2° Encontro Nordeste de Dança do Ventre, em abril, na cidade de Natal; e foi Destaque na Mostra Brasileira de Dança, em julho, no Recife. Até o fim do ano, a agenda das moças está repleta de compromissos e apenas no mês de dezembro serão cinco compromissos já confirmados com destaque para o Festival Árabe; o Encontro de Modalidades de Dança; a Caravana Nordeste de Dança do Ventre, além de outros. Todos esses compromissos acontecem no Recife.

Telefone de contato: 32276373

site: http://www.hotlink.com.br/galeria/galeria-show.php?id=55

Capítulo à parte, para a apresentação da HARUMI, que estava acompanhada da mãe, a Daniela, tremendamente orgulhosa com o talento da menina. As fotos do programa e o vídeo vão ser mandados para o pai coruja, que teve a felicidade de escolher o nome da filha. HARUMI = PRIMAVERA e foi uma primavera ve-la dançar vestida de amarelo, linda!



HARUMI (foto de Maristela Farias)




DANIELA, MÃE DE HARUMI, RISONHA E ORGULHOSA COM O TALENTO DA FILHOTA LINDA.





HARUMI, NO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO (Fotos de Anderson Silva)

Também no Liberdade de Expressão, recebemos o CHRISTIAN SERAFIM, representante do CENTRO DE DANÇAS JAIME ARÔXA, em Recife, na Avenida Caxangá é uma referencia da Dança de Salão, reunindo aulnos em diversos cursos. Ritmos como Samba de Gafieira, Pagode, Samba Rock, Forró, Tango, Bolero, Chá-chá-chá, Merengue e Country.Você pode aprender qualquer um desses ritmos em cursos regulares, workshops, aulões, cursos de férias ou mesmo em aulas particulares. São vários professores, todos formados por Jaime Arôxa, além de assistentes e bolsistas que garantem o acompanhamento ideal e uma didática eficaz.


O sucesso do Centro de Dança Jaime Arôxa está na filosofia de trabalho e método de ensino, onde cada movimento é ensinado separadamente, facilitando assim o aprendizado.Quem faz aulas de dança no CDJA aprende consciência corporal, postura, equilibrio e musicalidade, unindo a isso tudo perfeição nos movimentos e passos.Essa metodologia de ensino, consagrada em todo o país, alia dinâmica e técnica com sociabilidade e diversão. Os alunos aprendem a dançar e, de quebra, ganham uma vida mais leve, um corpo mais saudável e uma mente livre de estress.



O Christian Serafim nos falou em off, sobre o já tradicional CURSO DE VERÃO, destinado a todos aqueles que amam a dança de salão e que será realizado na semana de 26 a 29 de dezembro, dedicado aos amantes da dança, não necessariamente professores. Nesse curso será trabalhada a dança pessoal dos participantes no que se refere à condução e contato, ritmo e musicalidade, postura e equilíbrio, visando o crescimento da qualidade de sua dança.


Com a intenção de valorizar ainda mais o seu certificado de participação nos cursos de verão da EDJA, continuarão a exigir 80% de freqüência para emissão do certificado. E as damas sem par terão a oportunidade de contratar um bolsista para acompanhá-la durante o curso.


As maiores escolas no Brasil têm como base o método desenvolvido por JAIME, o que comprova a sua eficácia e conseqüente valorização ao longo do tempo.

A PROGRAMAÇÃO

Além dos tradicionais ritmos, conceitos como o contato, improviso e interpretação nunca ficam de fora. Sem falar nas famosas e tão elogiadas conversas com o JAIME, onde o aluno poderá tirar suas dúvidas e aprender com as experiências de outros profissionais. O curso terá carga horária de 24 horas:

CURSO DE VERÃO – Semana de 26/12 a 29/12:
Condução e Contato, Musicalidade, Postura e Equilíbrio, dança pessoal.
19:00h às 22:00h de quarta a sábado






FÁDIA, DO CENTRO DE DANÇAS JAIME ARÔXA, DANIELA, MÃE DA HARUMI, MARCOS E CAROL, DA PRODUÇÃO DA CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE

Ainda estava presente o GORDO DE OLINDA, que não dança nada, mas é um roqueiro de primeira que está fazendo show, toda quinta-feira lá na Pitombeira em Olinda, junto com outros roqueiros, para uma plateia super jovem.



MIGUEL E O GORDO DE OLINDA

Colhemos durante o programa, depoimentos que, transcritos a seguir, nos dão uma ideia da correção com que encaramos a importância de nossos convidados, principalmente destacando que, as experiências são tão importantes, que faremos questão de retornar com alguns assuntos e convidados, porque o assunto não se completou pela importância dos convidados.


MIGUEL FARIAS
Iniciando o debate, Miguel Farias, falou que "a dança além do seu lado profissional e artístico, também liberta a alma, faz feliz e eu queria saber de vocês o que é DANÇA, pelo lado profissional, pelo lado artístico, a dança pela diversão, a dança para curar a alma, enfim, o que é DANÇA, na opinião de vocês?"

RENATA MACHADO

CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE
CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE

Segundo RENATA MACHADO, da CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE "A dança é expressar-se sem palavras. O corpo fala sem precisar de palavras, então a dança mais do que isso, é uma representação da expressão e a dança do ventre, particularmente, ela além de ter os benefícios físicos, ela tem os benefícios emocionais, espirituais e terapêuticos. Muitas alunas quando entram nas salas, chegam reprimidas, cansadas do trabalho, e quando fazem as aulas, saem de outro geito. Então a Dança do Ventre, de um modo particular, transforma a mulher no seu emocional completo."


CHRISTIAN SERAFIM - CENTRO DE DANÇAS JAIME ARÔXA

Para CHRISTIAN SERAFIM, do CENTRO DE DANÇAS JAIME ARôXA, "a dança tem esse poder de transformar a pessoa, temos alunos, que no seu cotidiano de vida têm uma maneira de ser e quando fazemos algum evento na escola e eles convidam os amigos, estes ficam impressionados com a soltura, com a mudança, porque ali naquele salão elas se divertem e podem tudo".


FRED SALIM

"A dança prá mim é tudo. Ela é a vida, é a alma, ela é expressão, ela é a música, é o teatro, ela é tudo", assim começou o Fred Salim, para afirmar: Existem dois tipos de dança, a dança que se faz como terapia, para tratamento; a dança que se faz sem nenhuma pretensão na sua vida, porque você gosta da dança, mas infelizmente não é assim Dentro da dança são poucas as pessoas que são escolhidas para ser bailarino, porque precisa técnica, trabalho, concentração, precisa uma série de coisas que a dança exige. Dançar exige muita disciplina. A gente repete aquele movimento dez, quinze vezes todos os dias tem que fazer aula, quer dizer, a dança prá terapia é maravilhosa, realmente cura as pessoas e também se você quer fazer dança sem nenhuma pretensão, você também pode fazer dança, serve prá tudo, mas como profissional, se você quer fazer, tem que levar a sério, você tem que fazer muitas aulas, você tem que estudar muito, você tem que conhecer história de outras artes, porque não é só dança, tem que conhecer história da arte, do teatro, tudo você tem que conhecer para ser um bailarino profissional."


MIGUEL FARIAS E FRED SALIM

Miguel - Verdade, inclusive na história da própria humanidade, a dança vem logo no início da formação do povo, como um dos primeiros pontos de agregação, que além de ser uma forma de expressão artística, existe o lado das culturas mais tradicionais, a questão dos rituais e aí fica a pergunta dirigida aos nossos tres convidados, neste debate sobre a DANÇA COMO EXPRESSÃO DA FORMAÇÃO DE UM POVO, como vocês vêm a dança na nossa cultura ocidental, digamos, na Região Metropolitana do Recife, essa cidade cosmopolita, como é tratada a dança? Existe uma Secretaria no Governo do Estado, nas Prefeituras, porque todo mundo canta e todo mundo tem que dançar e, na minha posição de leigo, vejo a dança um pouco desprestigiada,

MIGUEL FARIAS COM O GORDO DE OLINDA, FRED SALIM, CHRISTIAN SERAFIM E RENATA MACHADO

FRED SALIM - "Eu acho assim: realmente não existe uma secretaria específica para a dança. Existem as Secretarias de Cultura (governo e prefeitura), e em algumas, assessores de dança, mas eu acho que no momento, a dança em Recife nunca esteve tão feliz, tão bem em todas as modalidades, principalmente, o que me deixa muito feliz, não só a dança clássica, como a dança popular, a dança que vem do povo, o caboclinho, o maracatu. Nunca se teve tanta ascenção assim na dança como hoje. Acho que o Recife está numa efervescência, porque nós temos na cidade grandes companhias de dança. Na área contemporânea, principalmente, porque o Recife era o clássico ou o popular, e a cidade está numa felicidade porque a dança nunca esteve tão bem! Tanta gente fazendo dança, a Prefeitura tem colaborado muito, tem ajudado bastante e eu acho que a gente, nós que participamos da dança, temos que ser independentes de secretaria de cultura ou de fundação de cultura, acho que a dança tem que existir como dança, temos que trabalhar muito. Há muita diferença entre da dança profissional da dança das escolas, estas são subvencionadas pelos seus próprios alunos. O que é batalhador mesmo, o Balé de Cultura Nagra do Recife, o Daruê Malungo, o Majê Molê, a Companhia dos Homens, O Grupo Experimental, Maria Paula Costa Rêgo, o Balé Popular do Recife, Brincantes, todas essas companhias de dança vencem uma batalha muito grande para se manter na cidade do Recife, mas tem se mantido e tem se conservado. É um momento especial, por exemplo, a dança do ventre tem ótimos trabalhos aqui em Recife".


RENATA MACHADO - CIA PERNAMBUCANA DE DANÇA DE VENTRE

RENATA "concordando com Fred, realmente aqui em Recife a dança está em seu momento feliz, inclusive ontem nós participamos de um Festival de Dança do Ventre, que é como ele diz, o próprio grupo, a própria companhia faz os movimentos de dança e nos festivais em Recife nós entramos em contato com muitas outras dançarinas e, falando em cultura, voltando ao que voce falou lá atrás, a cultura da dança do ventre lá no ocidente é bem sagrada, começou em rituais religiosos em agradecimento a deusa Ísis pelo poder que a mulher tem de gerar um filho, por isso esses movimentos ondulatórios no ventre, por isso que a veste deixa o ventre à mostra, que é justamente para agradecer por esse poder que nós mulheres temos. Com a invasão dos árabes, a dança do ventre tomou ares mais festivos o vindo para o ocidente, houveram muitas transformações. Bailarinas americanas dançam com movimentos mais largos, mais expressivos, as bailarinas do sul do Brasil dançam mais curtinhas, com movimentos mais fechadinhos, aqui em Recife, gostamos de movimentos tremidos, movimentos no quadril, na barriga que chamam mais atenção, até por influencia do nosso ritmo, do frevo, e as pessoas que assistem gostam desses movimentos mais cadenciados e afirmou que não existe uma preocupação com os rituais, até por falta de conhecimento e de participação no tipo de cultura originária da dança do ventre, apesar de existir uma forte ligação com a cultura.

Miguel - "Cristiano, quais os ritmos mais dançados em Recife?

CHRISTIANO EM UM DE SEUS DEPOIMENTOS

CRISTIANO - "Complementando e respondendo sua pergunta, tenho que falar de meu mestre Jaime Arôxa, que já rodou o mundo todo e em lugar nenhuma existe um povo tão dançante como o povo do Recife e uma coisa que ele sempre fala,é que aqui, quando alguém escuta uma música, seja ele quem for, e em qualquer situação que esteja, ele começa a dançar, no mundo você não vê isso, só aqui e eu tenho tido a oportunidade de viajar e realmente eu tenho percebido isso. Ao reabrir a escola aqui, com o nome dele, sempre nos perguntamos porque aqui em Recife não conseguimos atingir um certo número de alunos? Por que tão poucos alunos aqui em Recife? A resposta vem rápido: a cultura é tão rica, as pessoas são tão dançantes aqui que na cabeça das pessoas elas se perguntam porque fazer aula de dança?

MIGUEL - GORDO DE OLINDA, vamos aproveitar e pedir prá voce convidar ao pessoal para ir ao seu show todas as quintas feiras lá na Pitombeira.

GORDO - Pois é quero convidar toda a rapaziada aí para o movmento toda quinta feira lá na Pitombeira, prá escutar blues, rock, jazz, maracatu, tá rolando tudo e é só pintar lá toda quinta feira.

Eu sempre abro os shows, chamo a rapaziada, os dinossauros que ainda fazem um som legal, o Ivinho, Romero Mamata, o André Melo, a rapaziada das antigas. Miguel: Gordo, posso te chamar Dinossauro do Rock de Pernambuco? - Pode claro! To por aí desde os anos 70, do Festival Chaminé que houve em Olinda, sempre participei do Projeto Vamos Abraçar o Sol (projeto esquecido...) Pois é os músicos são dinossauros, mas a galera é toda jovem que vai lá curtir um som e eu chamo de filhos.

Voltando ao Christiano, Miguel perguntou quais os ritmos mais dançados, os ritmos que o pessoal procura mais.

CHRISTIAN - "Aqui no Recife, o ritmo mais dançado é o forró, está havendo uma febre de salsa. Eu estava em Buenos Aires e lá se escuta tango, aqui, o frevo que é maravilhoso de escutar, só se escuta no carnaval.

FRED - Existe a Escola de Frevo da Prefeitura do Recife. O frevo é uma dança espontânea, e cada um dança de um geito. A mesma coisa é o forró, cada um dança do geito que quer, cada pessoa tem um geito de dançar, por isso voce estava falando que o Recife tem menos procura, porque tanto o forró como o frevo são danças espontâneas que quando tocam o gente dança e dança do seu geito.

CHRISTIAN - No Rio de Janeiro se toca muito samba, o deles, em todas as rádios...

FRED - Mas pagode não é samba. Pagode é pagode, samba é samba...

CHRISTIAN - Mas lá chamam de pagode, o Jorge Aragão, o Zeca Pagodinho...

FRED - Não... só quem não tem nível cultural, porque pagode é pagode e samba é samba... são coisas completamente diferentes.

MIGUEL - Aproveitando, quero mandar um abraço para o pessoal da Produção do Festival Canavial,o Afonso, lá em Aliança, onde vimos o verdadeiro samba de raiz com a Velha Guarda da Mangueira, e eu quero aproveitar esta oportunidade em que se tocou no samba e no pagode. Foi realmente prazeiroso!

O Programa Liberdade de Expressão sempre esquenta nos bastidores, nos intervalos e como sempre, passa rápido e nós já vamos caminhando para o fim do programa e neste terceiro bloco, gostaria que voces dessem seus contatos e falassem um pouco sobre seus trabalhos.

RENATA:A CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE, tem a perspectiva de sair para outros Estados com o espetáculo e falar que para dançar a Dança do Ventre não tem idade. Desde criança, como a Harumi até a idade mais avançada e desde que a pessoa queira faze-lo. Todas as componentes são professoras de Academias.
Fone 92284719 -34552993

CHRISTIAN - As escolas de dança fazem seus eventos e a Jaime Arôxa fica na Avenida Caxangá fone: 32276917

FRED SALIM - Eu fui o primeiro bailarino a trabalhar em televisão, e foi uma honra, também com Sílvio Santos, na Globo, prá mim foi uma escola de vida e eu queria convidar todos os grupos da cidade do Recife, para o Dança Recife que vai acontecer no Teatro do Parque em abril. Qualquer pessoa que estiver interessada procurar atravé do telefone 99613457, falar comigo ou através do e-mail fredsalim@gmail.com

GALERIA DE FOTOS DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃONa oportunidade, queremos agradecer ao ANDERSON SILVA, que fotografou todos os momentos do programa e que estamos expondo aqui na GALERIA

CIA PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE

CIA. PERNAMBUCANA DE DANÇA DO VENTRE


FÁDIA DA ACADEMIA JAIME ARÔXA E DANIELA, MÃE DE HARUMI
RENATA MACHADO
ROBERTA MACHADO
RENATA, CAROL, RENATA E ROBERTA MACHADO
MIGUEL E FRED













História da dança
A história da dança cênica representa uma mudança de significação dos propósitos artísticos através do tempo.
Com o Balé Clássico, as narrativas e ambientes ilusórios é que guiavam a cena. Com as transformações sociais da época moderna, começou-se a questionar certos virtuosismos presentes no balé e começaram a aparecer diferentes movimentos de Dança Moderna. É importante notar que nesse momento, o contexto social inferia muito nas realizações artísticas, fazendo com que então a Dança Moderna Americana acabasse por se tornar bem diferente da Dança Moderna Européia, mesmo que tendo alguns elementos em comum.
A dança contemporânea surgiu como nova manifestação artística, sofrendo influências tanto de todos os movimentos passados, como das novas possibilidades tecnológicas (vídeo, instalações). Foi essa também muito influenciada pelas novas condições sociais - individualismo crescente, urbanização, propagação e importâncias da mídia, fazendo surgir novas propostas de arte, provocando também fusões com outras áreas artísticas como o teatro por exemplo.

(extraído do Wikipedia)


EQUIPE DE PRODUÇÃO:


Produtor Executivo e Apresentador - Miguel Farias


Produtora e Assessora de Comunicação - Maristela Farias DRT 1778 pe


GC - Edna Conceição


Imagem - Jonacy Simões


Som - Maestro Carlos


Assistentes de Produção - Jorge Augusto e Lula Dias


FOTOS DA EQUIPE:


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NOSSOS CONVIDADOS DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO SOBRE O FUTURO DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS
Explicit
December 07, 2007 07:02 PM PST


MIGUEL, NAPOLEÃO ASSUNÇÃO, NALDINHO, PEDRO, RAFAEL, LULA, JOÃO E JORGE AUGUSTO, NOSSO TIO JORGE
DIA 27 DE NOVEMBRO DE 2007

O FUTURO DAS RÁDIOS COMUNITÁRIAS
Explicit
December 07, 2007 06:53 PM PST

Para o Programa Liberdade de Expressão, os comunicadores comunitários do País andam preocupados com o futuro das Rádios Comunitárias . Seminários e fóruns são cada vez mais comuns para debater esses temas. A discussão se dá no âmbito de que a sociedade necessita falar por ela mesma e que é necessário uma grande interação para que haja ligação entre os diversos setores da sociedade, porque hoje só é receptor quem quer e as comunidades têm demonstrado através da atenção e da sintonia com suas rádios comunitárias. Durante o debate realizado no dia 27 de novembro de 2007, ficou muito claro que a TV, a Internet, os jornais impressos e a rádio se completam e uma não exclue a outra, quando o objetivo é a democratização da informação. Ficou mais claro ainda que a luta que se apresenta pela frente, para os comunicadores comunitários é ainda maior porque esse tipo de mídia vem ganhando força e preenchendo lacunas deixados pelos grandes veículos de comunicação principalmente porque representam a voz e a cara de uma sociedade que sempre desejou ser ouvida e vista e a sociedade já caracteriza a mídia tradicional como esgotada.

Para o debate, Miguel Farias convidou o Napoleão Assunção, da ong no pe do ouvido e representante da ABRAÇO estadual, Hélio Jaguaribe da FERCOM - Federação das Rádios Comunitárias -, Nadinho da ARCO - Associação das Rádios Comunitárias de Olinda - e Rufino da ARPPE - Associação das Rádios Populares de Pernambuco.

A atração do programa, como sempre estimulando a produção de jovens músicos, foi a BANDA KITINET, formada pelo João Odilon, Pedro Odilon e Rafael Charelli


A FOTO EM SEPARADO, PORQUE O PEDRO QUE ESTAVA NA FAUCULDADE, CHEGOU ATRASADO, MAS CHEGOU, PARA COMPOR A KITINETE

Miguel Farias - "O Tema do Programa Liberdade de Expressão é o Futuro das Rádios Comunitárias" e você, Napoleão, que esteve no Fórum das rádios públicas nos dias 21, 22 e 23 de novembro, deve ter muita coisa para falar sobre o assunto e acho que é por aí que vamos começar".

Napoleão - Eu estive no Fòrum das Rádios Públicas que se realizaou nos dias 21, 22 e 23 que se realizou no Hotel Presidente, na Lapa, com dois dias de muitos discursos e debates, palestras e encaminhamentos para esse novo meio de rádio que aí vem: a questão da digitalização, a questão das experiências vividas pelas rádios públicas, comunitárias, educativas e nós agradecemos à SECOM e ao Ministério da Cultura por estarem engajados a esse movimento de rádios."

Miguel - " Vamos falar sobre todos estas questões de rádios educativas, rede pública nesse país, mas antes eu queria informar para o nosso telespectador sobre a questão desse novo sistema, desse novo formato que está se confirmando no Brasil com emissoras educativas, comunitárias e a rede pública de comunicação. Está tendo um grande debate, onde toda população, através de seus representantes, de suas organizações, estão discutindo o papel da televisão e da radiodifusão nesta país, inclusive foi criada a Empresa Brasileira de Comunicação - EBC, que tem a Tereza Cruvinel, que deve estar vindo no Recife, amanhã (27), para o lançamento da TV Pernambuco, no Paço Alfândega, que vai estar sendo reinaugurada já dentro dessa perspectiva de uma nova era da comunicação brasileira. E aí pergunto: Qual o futuro das Rádios Comunitárias, já que a partir do dia 02 de dezembro estamos estreiando no Brasil uma nova etapa de Comunicação que ainda não é dos nossos sonhos, mas já é um avanço e no dia 02, teremos um dos grandes eventos: o lançamento da televisão digital em São Paulo.
É muito importante prá gente e a pergunta vai para o Nadinho, para fazermos uma reflexão aqui no Programa Liberdade de Expressão.

Nadinho, você, que é representante da ARCO- Associação das Rádios Comunitárias de Olinda e Diretor da Estudio FM, aqui em Ouro Preto, eu queria que você falasse a respeito."

Naldinho - "Nós vemos muitas coisas boas vindo. Fala-se muito nas associações, federações em todo o país, mas as pessoas ainda não atentaram para um problema bem maior que são as leis para as rádios comunitárias.Quando se pensa em futuro, tem que se pensar em mudar as leis. Isso é o mais importante para que as rádios populares possam realmente desenvolver o seu trabalho como radcom, como rádio popular.

A preocupação hoje é a seguinte: esta vinda da digitalização e a aquisição dos equipamentos, quanto vai custar? As associações terão condições de comprar um transmissor desse porte? Um transmissor digital? É muito complicado."

Miguel - "Eu ouvi falar que fica em torno de R$ 150.000,00 um equipamento para rádio digital".

Nadinho - "Resolveria oproblema da comunicação popular. Resolveria porque voce teria mais banda e sairia dessa história da mesma frequência para todos. Resolveria, mas quem tem condições de comprar? Vamos perder?

Napoleão - "Fora os US$ 10.000,00 de royalties".

Miguel - Você esteve lá no fórum sobre a questão da rede pública de rádio, como você vê a perspectiva para nós que estamos na base, no dia a dia, na construção das radcoms, e eu também faço parte da Associação Comunitária do Sítio Histórico de Olinda, responsável pela Rádio Nova FM, também me preocupo como cidadão comum aqui em Olinda, cidade de 400.000 habitantes, uma cidade pobre do Nordeste pernambucano e novamente pergunto a você, como militante da ABRAÇO - Associação Brasileira das Rádios Comunitárias - em relação a esse porvir da rádio digital e o que mais importante, é que quando aconteceu o ITEIA lá em Belo Horizonte e o Presidente foi bem claro quando disse ter uma dívida com as rádios comunitárias e populares e que nesse resto de mandato iria saldar essa dívida apoiando fortemente as radcoms, mas ao mesmo tempo houve lá o anúncio de Frank Aguiar como futuro Ministro da Cultura, com a saída de Gilberto Gil, que está fazendo um grande trabalho (e vai sair por que quer). Então, se por um lado temos uma notícia boa, por outro a gente se sente um pouco abalado porque já não temos o Ministério das Comunicações e se perdermos o Ministério da Cultura é gravíssimo! Qual as sua perspectiva? a sua visão?"

Napoleão - "Pegando o que voce falou sobre o Presidente ter se colocado com uma dívida, querendo usar este mandato dele para tentar resolver, se houver um trabalho bem feito! Mas é muito grande a estrada!
O tema das TVs públicas temos que lembrar aqui, foi do Ministério das Comunicações. Na minha visão tem que ser iniciativa do Ministério das Comunicações para puxar o tema das rádios comunitárias. Hoje temos SECOM e Mnistério da Cultura e na perspectiva do fórum foram colocados prós e contras. No Fórum saímos com uma vitória: a ARPUB, Associação das Rádios Públicas do Brasil - convocou esse encontro e (por falta de respaldo), convocou a AMARC, que convidou a ABRAÇO, que foram os realizadores e eu diria até que o movimento das radcoms estava presente cerca de 40 a 50%. Detalhe: dentro de um fórum de rádio pública, o maior público que estava lá (e isso é fato!) era o pessoal das rádios comunitárias com a ABRAÇO e a AMARC. Então eu acho que o futuro ele vai vir de acordo com aquilo que Nadinho colocou: muda a lei. Tem Presidente, tem diabo de lei, diabo a quatro e a gente vai bater em cima, mas se de alguma forma não mudar só na porrada (vou usar esta palavra). a LEI VAI TER QUE MUDAR LÁ EM CIMA, LÁ NA PONTA para que o resto aqui também mude. Claro que a gente como movimento vai ter que procurar parcerias, estar sempre puxando esse debate que está sendo feito aqui no Programa Liberdade de Expressão, para que a cabeça do povo também possa entender e participar mais ainda."

Miguel - "Estamos acabando de receber a visita do Presidente da Tv Nova, Pedro Paulo, grande batalhador pela comunicação de Pernambuco e que nós gostaríamos que ele se aproximasse e falasse um pouco sobre o assunto que estamos discutindo"

Pedro Paulo - "Eu estava acompanhando o debate. É um tema palpitante, que gostamos muito de falar. Outro dia fizemos um debate aqui sobre a implantação da TV Digital. Eu costumo dizer que em menos de uma semana o mundo estará voltado para São Paulo e porque nós vamos ter a implantação da Tv Digital no Brasil. A previsão de migração dos canais de Pernambuco para TV digital é 1o. de março, exatamente. A grande experiência que vamos ter com ela em São Paulo.

Vocês estavam falando da digitalização das rádios comunitárias. Talvez a TV seja a última ponta dos eletro-domésticos no Brasil, a ser digitalizado. O próprio rádio já há algum tempo se falou na digitalização e como não se fez na época, o rádio AM passa pela situação extremamente difícil, completamente isolado porque naquela época os empresários de uma forma geral não tiveram a ousadia, a coragem de mergulhar de cabeça na nova tecnologia que hoje é absorvida no mercado inteiro e que só traz facilidade. Nós temos inúmeros exemplos: o do telefone celular é o melhor de todos, porque antigamente a gente tinha aquele aparelhinho celular e aquilo ocupava no mínimo sete linhas e hoje, todo mundo, pràticamente todo mundo tem um. As companhias telefônicas pràticamente estão dando o aparelho para o usuário, porque a partir daí ficou muito fácil fazer isso.

Então volta a se discutir a questão da digitalização do rádio também, mas a pauta do dia é a digitalização da TV e a digitalização da Tv está chegando. Nós aqui estamos trabalhando dia e noite para que a gente tenha condições de assimilar o mais rápido possível. Não sei se vai dar para entrar no dia 1o. de março, mas o mais rápido possível. nosso departamento de engenharia de projetos está todo mundo empenhado no sentido de proporcionar ao telespectador da TV Nova essa nova tecnologia que chega e vai chegar com muita força! Eu vi em estudo recente deum professor da Universidade Fedweral, que diz: engana-se aquele que pensa que a digitalização da TV vai demorar prá chegar no Brasil. Não vai! Porque na hora que começar a mostrar a diferença de um aparelho que hoje é analógico e um digital é muito grande. Então nõs vamos ter uma mudança muito rápida de conceito, sobretudo quando a gente pensa na possibilidade de diversificação. A TV no aparelho telefônico, no carro, na casa das pessoas com qualidade superior a um DVD.

Então é um novo mumdo que a gente começa a viver, a vivenciar a partir da semana que vem, dia 02 de dezembro em São Paulo e 1o. de março em Recife."

(Pedro Paulo agradeceu e saiu para uma reunião após o depoimento)

MIguel - "Será que o futuro do rádio vai ser pelo celular, internet ou extinção?"

Miguel - "E a galera da música escuta rádio ou apenas utiliza o mp3/4, internet, qual é a de vocês?"

João - "Eu não ouço rádio e é muito difícil encontrar no nosso meio ninguém escuta rádio a não ser para saber informações sobre shows e outras coisas. Gosto mesmo é de mp3 e internet"

Miguel - "É um fato a acrescentar no debate, de que a juventude hoje está ligada na internet. É um veículo que veio democratizar a informação e está cumprindo papel muito importante, porque a periferia já utilza a internet. Um computador se compra por R$ 700,00 em diversos pagamentos e as lan houses e os telecentros estáo aí. Pena que alguns apenas jogam e esquecem de informações importantes que estão circulando no mundo virtual.

Voltando ao tema O Futuro, para chegar no futuro temos precisamos rever a história e a gente sabe que em 1998 foi feita uma legislação que ao invés de ajudar piorou a vida das rádios e tem muitas coisas a mudar nessa lei.

Nadinho, de imediato, o que você mudaria na lei? Você que é da ARCO. Aqui em Olinda tem uma rádio com concessão e mais de 30 sem, o que é um absurdo!"

Nadinho - "Um dos caminhos usado por nós da ARCO, foi a Municipalização, que não foi adiante por falta de vontade política. É essencial a sobrevivência, que ela esteja na internet para que as pessoas possam acessar em qualquer lugar." Miguel - quer dizer que só botar música não adianta nada. Você tem que construir um modelo de rádio e a fala do jovem música abre um nicho interessante a informação sobre cultura.

Segundo Nadinho, o músico tem que ouvir rádio, porque para fzer sucesso tem que tocar na rádio. A rádio AM está em situação difícil segundo Pedro Paulo, mas ela existe! Caminhando a passsos de tartaruga porque ninguém acreditou na época, mas ela está existindo e é isso que a gente está discutindo! Temos que mudar a lei.

Miguel - Falando em lei, se voce pudesse indicar tres aspectos para mudar na lei hoje, o que voce mudaria?

Nadinho - O espaço geográfico, o alcance; a frequência única que prejudica todo mundo. Um transmissor de 25 watts, analóogico vaza e chega num ponto onde ninguém escuta ninguém.

Miguel - Na verdade, a lei foi feita para ninguém escutar ninguém e se a gente depender da boa vonta da lei das rádios é o fim!

Nadinho - Como terceito ponto, aumentaria a potência do transmissor e implementaria maior fiscalização.

Napoleão - Muitaa coisa que Nadinho falou está contemplado na minha resposta, o espaço geográfico, o espectro, a questão da potência e aí eu vou citar o exemplo dos quilombos e indígenas, que dentro da lei não tinham como ter rádio dentro de quilombo ou aldeia, mas houve "uma boa vontade" do Presidente da República que colocou canais nas aldeias e quilombos. E a lei? Danou-se. Eu desaprendi o que aprendi. Não podia, mas Lula quiz. Então é uma questão de boa vontade política!

Quanto a futuro, aí sim! Só vai sobreviver e ficar nesse meio de comunicação quem for competente. quem não quizer, por favor peça prá sair e saia! Por que te gente que tá aqui de brincar de comunicação e não vou peneirar quem diz fazer comunicação comunitária e não faz, porque o futuro é para as pessoas com conteúdo de qualidade. Nos Estados Unidos, por exemplo, voce pode botar um transimissor a qualquer momento, mas tu só sobrevive lá maluco, se tu tiveres audiência, se tu não tem, tu morre!
Então quem tiver no meio prá estar brincando então peça prá sair numa boa. Quem tiver engajamento com as pessoas que estão aqui hoje, nas associações, na FERCOM, na ARPPE, essas devem ficar, mas tem gente que tem que sair mesmo!"

Miguel - "Na realidade a gente precisa mudar o conceito do que é comunidade. Comunidade não é mais uma questão geográfica, é muito mais de afinidade, de ideias, e tem que se mudar essa concepção. As comunidades da internet são formadas por pessoas que gostam de música afro-brasileiras (por exemplo), então porque não ter umaaa rádio que toque esse tipo de música? Voce sintoniza a rádio a, b, c, e é tudo a mesma música, forró estilizado, brega, monopolizando as rádios comunitárias e comerciais. Pode ter comunidade de música latina, de arte, cultura, religião, esportes amadores, etc


´
E preciso fazer uma lei onde se mude o conceito do que é comunidade. A rádio comunitária está muito mais para prestação de serviços do que para uma área territorial, para uma cidade. Voce tem vários tipos de pessoas e pode ter também as rádios comunitárias de associações de moradores que tratam as questões sociais, as de saúde, de vacinações. É preciso mudar esse conceito e fazer uma lei menos hipócrita onde as rádios comunitárias possam ter apoio cultural de verdade, porque na realidade a gente sabe que propaganda é propaganda e apoio cultural é propagando. Só muda o nome. É peciso que tenha uma potência razoável porque 25 watts é muito pouco. Quando entrar no sistema digital 25 watts é apenas um ruído e é preciso uma potência mais forte para que chegue com qualidade na casa do ouvinte e é preciso boa vontade porque a lei que foi feita, foi para acabar com as rádios comunitárias. Como pode dar certo se foi feita para acabar com as rádios?

Quando a lei foi pensada, disseram: vamos fazer uma lei prá acabar isso, porque na realidade o que aconteceu em 1988 com a Constituição Cidad, é que os movimentos sociais começaram a buscar autonomia, o povo começou a buscar sua fala, a se ver na TV e os caras ná no Congresso Nacional pensaram: "rapaz esse negócio está perigoso, o povo está começando a falar a ter auto estima. Esse povo está começando a pensar, isso não dá certo. Vamos fazer alguma coisa prá acabar com isso e fazer o que? Uma lei. Aí fizeram uma lei para acabar com as rádios comunitárias e se a gente depender dessa lei a radcom não tem futuro e agora tem a questão da digitalização, que mais uma vez, não só pela questão legal, inviabiliza, mas por outra questão: a econômica, porque a gente tinha a questão legal, não podia montar uma rádio porque não tinha dinheiro nem lei, mas 3 a 5 mil reais era mais fácil e se montava uma radiozinha. Agora vai ter que ter MUITO DINHEIRO.

Na realidade o futuro da rádio é muito difícil, agora tem um geito: é a rede pública. Juntar as radios comunitárias, as tvs educativas, as universitárias, e formar uma grande rede para democratizar a informação.

Miguel - Nadinho, voce falou das Rádios Livres, fala de novo porque este é o Programa Liberdade de Expressão e se este assunto fosse discutido alguns anos atrás estaríamos todos presos, mas gora vivemos num país democrático.

Nadinho - Outro caminho da comunicação são as Rádios Livres, em São Paulo, cujo movimento é muito forte. São rádios com transmissores de l kilo. O que é uma Rádio Livre? É uma rádio de um segmento. Ela só toca reggae, outra rock, outra forró e isso é muito bom dentro do universo que voce, MIguel, falou e é um sucesso mesmo!
Dentro do contexto que voce falou radcom e rádio popular, a comunitária é a de caixinha e a popular é a que tem um transmissor e sofreram muito no passado.

Miguel - na realidade a rádio de caixinha é mais agressiva que a FM, porque você é obrigado a escutar. Na FM voce escolhe e desliga quando não quer mais ouvir.

Napoleão - Mas eu quero fazer uma ressalva para a Rádio Alto Falante, que é um sucesso. Eu estava lá no estudio, quando uma senhora chegou e pediu para aumentar o volume da caixinha próxima da casa dela que estava muito baixo e ela não estava escutando.

Miguel e Nadinho Concordaram pela grande importância daquela rádio no desenvolvimento e na defesa da comunidade.

Miguel - Hoje no Brasil, vivemos uma grande contradição, ao mesmo tempo que a gente sente um desejo de mudança a gente sabe e percebe que tem um Ministro das Relações Institucionais que é um representante dos latifundiários, o Dep. José Múcio, temos um José Sarney, o grande doador das concessões dos políticos, fazendo parte do grupo. Temos um Ministro como Hélio Costa e a gente sente que ao mesmo tempo que a gente fica pensando em ver a rede pública consolidade, inclusive com investimento de 300 milhões., garantidos pelo Presidente, ao mesmo tempo que vemos que a oligarquia vai permitir isso. O Congresso Nacional tem falado veementemente contra e a gente fica numa contradição.

Napoleão - Eu vejo a questão da EBC que vai gerir essa graninha que voce falou aí, que vai fazer os encaminhamentos aos órgãops, tvs e rádios públicas, mas eu quero falar um pouco do futuro das radcoms. Dentro do fórum, enquanto ABRAÇO, foi feito um documento onde pedimos para colocar cláusulas que não estavam constando, que era a anistia de todos os processos de radcoms, fechado com a AMARC, PARA ISENTAR TODO MUNDO. A anistia, o investimento público, financiamento público, aí entra o que voce falou sobre parceiros. Precisamos de parceiros e o BB e o BNDES já se aperceberam que nós existimos.

Miguel - Tenho certeza quw muitos comunicadores populares estão nos escutando, então quero dizero seguinte\; que vamos dar continuidade a este debate sobre radiodifusão, sobre rede pública, sobre comunicação popular, porque eu acho que em 2008 a gente começa o novo século. O século da comunicação. É outra história, outro momento e eu acho que o comunicador, a sociedade, o povo tem que ter voz e aí entra o comunicador popular, entram as rádios comunitárias que são tímidas, mas existe uma experiência muito grande nesta país. Já existe algumas TVs abertas e é importante se amplificar porque as pessoas precisam de diversidade na comunicação.

O Napoleão ainda tinha muita coisa para dizer, mas falou que graças a Deus a gente tem este espaço que a gente agradece enquanto ABRAÇO. Vamos à Brasília nos dias 14, 15. e 16 para a Conferência Nacional da ABRAÇO e voce também vai e já estamos agradecendo aos parceiros Prefeitura de Recife, Prefeitura de Olinda, Fundarpe. Ah...Mandou beijos para os filhos.

O Nadinho tambpem agradeceu e lembrou a todos que se não mudarmos a lei, se não corrermos atrás, vai ficar na mesma coisa, principalmente com rádios em mãos de politicos.

O Programa encerrou com mais uma apresentação da Banda Kitinete, cujas fotos seguem na galeria e Miguel agradeceu a toda equipe pela competência, com tão poucos recursos, mas com muita vontade de fazer um excelente trabalho

GALERIA DE FOTOS



NOSSA EQUIPE

SLIDE CONVIDADOS DO RELAÇÕES SOCIAIS, RELAÇÕES RACIAIS
Explicit
November 21, 2007 08:17 PM PST


OBRIGADO A TODOS!

RELAÇÕES SOCIAIS, RELAÇÕES RACIAIS
Explicit
November 21, 2007 08:01 PM PST

COM A POESIA ” TEM GENTE COM FOME”, O PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DESTA SEGUNDA FEIRA, 19, COMEMORANDO O DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, NO 20 DE NOVEMBRO, PRESTA HOMENAGEM AO POETA, CINEASTA, PINTOR, HOMEM DE TEATRO E UM DOS MAIORES ANIMADORES CULTURAIS BRASILEIROS DO SEU TEMPO/ O PERNAMBUCANO FRANCISCO SOLANO TRINDADE./
PARA VÁRIOS CRÍTICOS, SOLANO TRINDADE FOI O CRIADOR DA POESIA “ASSUMIDAMENTE NEGRA". EM 1932, FUNDOU A FRENTE NEGRA PERNAMBUCANA
DENTRE AS OBRAS MAIS COMENTADAS, O GRANDE DESTAQUE É O POEMA “TEM GENTE COM FOME”, FAMOSO E ELOGIADO MUNDIALMENTE, MUSICADO EM 1975 PELOS SECOS E MOLHADOS, MAS A CENSURA PROIBIU SUA EXECUÇÃO E SOMENTE EM 1980 NEY MATOGROSSO INCLUIU EM SEU LP.

Miguel Farias - Produtor Executivo e Apresentador
Maristela Farias - Produtora
Imagem - Jonacy Simões
Assistentes de Produção - Tio Jorge e Lula
Áudio - Joab Quental
GC - Edna e Ivanize

TEM GENTE COM FOME (Solano Trindade)

TREM SUJO DA LEOPOLDINA
CORRENDO CORRENDO
PERECE DIZER
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM
PIIIIIIIIIII
ESTAÇÃO DE CAXIAS
DE NOVO A DIZER
DE NOVO A
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM FOME
VIGÁRIO GERAL
LUCAS
CORDOVIL
BRÁS DE PINA
PENHA CIRCULAR
ESTAÇÃO DA PENHA
OLARIA
RAMOS
BOM SUCESSO
CARLOS CHAGAS
TRIAGEM
MAUÁ
TREM SUJO DA LEOPOLDINA
CORRENDO CORRENDO
PARECE DIZER
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM FOME
TEM TANTAS CARAS TRISTES
QUERENDO CHEGAR
EM ALGUM DESTINO
EM ALGUM LUGAR
TREM SUJO DA LEOPOLDINA
CORRENDO CORRENDO
PARECE DIZER
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM FOME
TEM GENTE COM FOME
SÓ NAS ESTAÇÕES
QUANDO VAI PARANDO
LENTAMENTE COMEÇA A DIZER
SE TEM GENTE COM FOME
DÁ DE COMER
SE TEM GENTE COM FOME
DÁ DE COMER
SE TEM GENTE COM FOME
DÁ DE COMER
MAS O FREIO DE AR
TODO AUTORITÁRIO
MANDA O TREM CALAR
PSIUUUUUUUUUUU


Para conversar sobre o Tema RELAÇÕES SOCIAIS E RELAÇÕES RACIAIS, trouxemos os seguintes convidados:


EDVALDO RAMOS, JORNALISTA, ESCRITOR, UM PERMANENTE DEFENSOR DA CULTURA PERNAMBUCANA, ESPECIALMENTE DO PÁTIO DO TERÇO, ASSUNTO QUE VAMOS CONVERSAR COM ELE, QUE
AMANHÃ VAI RECEBER MERECIDA MEDALHA DE MÉRITO NA CÂMARA DE VEREADORES, PELOS RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADOS À CULTURA E À COMUNIDADE NEGRA.

EDVALDO, FOI UM DOS PIONEIROS NO ESTADO DE PERNAMBUCO, A DEFENDER O MOVIMENTO NEGRO, AO PARTICIPAR DA FRENTE NEGRA PERNAMBUCANA, FUNDADA POR SOLANO TRINDADE EM 1932.


A JORNALISTA E ESCRITORA MARILEIDE ALVES, QUE VAI NOS FALAR SOBRE SEU LIVRO LANÇADO ONTEM, - NAÇÃO BONGAR – DOS TERREIROS AO PALCO, SOBRE O QUAL VAMOS CONVERSAR COM ELA.

GUITINHO, MILITANTE JOVEM PELA PRESERVAÇÃO DA CULTURA NEGRA E RELIGIÕES DE MATRIZ AFRICANA. GUITINHO É SOBRINHO-NETO DE MÃE BIU, EM 11 DE AGOSTO DE 2001 FORMOU O GRUPO BONGAR AO LADO DOS PRIMOS E DESDE ENTÃO PERCORRE O BRASIL COMO PORTA-VOZ DA CULTURA XAMBÁ, A ÚNICA RECONHECIDA NO PAÍS.

E O JUNIOR AFRO, REPRESENTANTE DO CENTRO DE CULTURA AFRO DA PREFEITURA DO RECIFE, QUE VAI NOS FALAR SOBRE AS AÇÕES DA INSTITUIÇÃO.

A ATRAÇÃO DO DIA FOI A AURINHA DO COCO, QUE TAMBÉM PRESTOU SUA HOMENAGEM AO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

A FRENTE NEGRA BRASILEIRA SURGIU EM SÃO PAULO NO ANO DE 1931. A SUA PRINCIPAL REIVINDICAÇÃO ERA A INSERÇÃO DO NEGRO NA SOCIEDADE, PRINCIPALMENTE ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO/ PARA OS SEUS LÍDERES, A CONDIÇÃO DE NEGRO SOMENTE SERIA MODIFICADA SE HOUVESSE UMA ENTIDADE CAPAZ DE POSSIBILITAR A ELE CONDIÇÕES FAVORÁVEIS PARA O SEU ESCLARECIMENTO E UMA POSSÍVEL ASCENSÃO SOCIAL.

Para o Movimento Negro marchar em 20 de novembro é avançar na luta contra todas as injustiças que pesam sobre negros e negras, compreendendo que a única saída para população negra é o combate e não se dará sem conflitos contra aqueles que são os opressores. Por isso interessa a justeza da reivindicação e da proposta, não tergiversar e nem buscar palavras agradáveis aos ouvidos da mídia ou de qualquer segmento que represente a burguesia dominante. Essa é a razão das sucessivas vitórias do Movimento Negro brasileiro, tais como

• DERROTA DO MITO DA DEMOCRACIA RACIAL
• CRIAÇÃO DE ORGANISMOS DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL NAS TRES ESFERAS DE GOVERNO
• REVOGAÇÃO DA LEI DA TERRA DE 1854, COM O ARTIGO 68 E O DECRETO 488/03, OBRIGANDO O ESTADO BRASILEIRO A RECONHECER A POSSE DAS TERRAS DO QUILOMBOLAS;
• CRIMINALIZAÇÃO CONSTITUCIONALMENTE, DA PRÁTICA DE RACISMO;
• AVANÇO NA IMPLANTAÇÃO DAS COTAS NAS UNIVERSIDADES;
• APERFEIÇOAMENTO DA LEI DE DIRETRIZES E BASE DA EDUCAÇÃO ATRAVÉS DA LEI 10.639 E COM ESSA LEI PROVOCOU O ESTABELECIMENTO LEGAL QUE DESENCADEARÁ UMA SILENCIOSA REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO E, CONSEQUENTEMENTE, NO BRASIL, QUANDO ELA FOR IMPLANTADA, O QUE AINDA NÃO ACONTECEU.

ESTAS CONQUISTAS INDICAM QUE O MOVIMENTO NEGRO ESTÁ NO CAMINHO CORRETO, E QUE O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO TEM SOLIDEZ, COM RESPEITO E DIVERSIDADE.

NA MOÇÃO PELO FIM DO “APARTHEID MIDIÁTICO”, APROVADA EM 11 DE MAIO DE 2005, OS NEGROS E NEGRAS ALI REUNIDOS SOLICITARAM URGÊNCIA NA EFETIVAÇÃO DE UMA POLÍTICA NACIONAL DE IGUALDADE NA MÍDIA, POR SE CONSIDERAREM SUB-REPRESENTADOS, INJURIADOS, INVISIBILIZADOS E ESTEREOTIPADOS NA MÍDIA EUROCÊNTRICA E RACISTA.

NAQUELA OCASIÃO, NEGROS E NEGRAS GRITAVAM POR JUSTIÇA E REPARAÇÃO.

A COMUNICAÇÃO É UM DIREITO HUMANO E CABE AO ESTADO BRASILEIRO, MEDIDAS REPARATÓRIAS NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO PARA O POVO NEGRO E INDÍGENA.

Miguel - São vitórias de uma luta que ainda está avançando, mas na prática a gente vê que não é tão fácil, porque na realidade se a gente analisar direitinho, tudo isso é nosso direito, a gente luta, mas tudo isso é obrigação: educação e saúde de qualidade. No início do século passado, a população estava excluída do processo de educação. Hoje, temos grande quantidade de escolas, mas uma educação de baixa qualidade e a luta ainda é muito grande. São séculos e séculos prá gente alcançar direitos e a comunidade negra, o movimento negro lutou bastante e continua lutando para se afirmar como um povo legítimo, um povo brasileiro.
Vamos abrir então, para que nossos convidados façam uma reflexão sobre o tema RELAÇÕES SOCIAIS, RELAÇÕES RACIAIS

EDVALDO RAMOS - "Muito importante o Programa Liberdade de Expressão e estamos aqui, para dentro do nosso conhecimento, dentro desta nossa caminhada, à disposição para suas perguntas a respeito. De antemão, quero dizer que esse trabalho que o Movimento Negro vem fazendo em todo o Brasil, na realidade o movimento já havia, agora não havia uma identidade grande entre a negrada no seu todo. Nós podemos lembrar que Solano Trindade, com José Vicente Lima e também o Barros, criaram a Frente Negra Pernambucana, espelhando-se na Frente Negra Pelotense e desde lá se vem lutando no dia a dia com dificuldades muito grandes, até porque a grande verdade é essa, cada um lutava para seu lado: a Frente Negra Pernambucana, o Centro de Cultura Afro Brasileira, a resistência dos Terreiros da Religião de Matriz Africana, nossos terreiros de candomblé, terreiros de xangô, como sempre foi chamado aqui em Pernambuco, mas não havia organização política, digamos, até política administrativa, então a criação do Movimento Negro Unificado foi um marco histórico, arregimentando, juntando todo o pessoal, juntando toda negrada num trabalho que vem dando magníficos frutos e somando-se dia após dia."

Miguel - A Marileide Alves está lançando um Livro - Nação Xambá - do Terreiro aos Palcos - e que já esteve na Globo, no Roger para divulgar, o que eu acho muito importante, que o tema seja abordado nos meios de comunicação, até porque existe uma história viva, uma cultura viva, que o Guitinho representa, levando para os palcos do Brasil o que você registrou.

Marileide - "Êsse tema é pertinente e vai ser sempre. É um tema inclusive, que está presente no livro Nação Xambá - do Terreiro aos Palcos. Eu acho que a gente tem que discutir mesmo, tem que chamar os especialistas, como o Edvaldo, que é expert no assunto, para se discutir essas questões. Infelizmente a gente tem um país que continua sendo preconceituoso e não é só o preconceito racial, temos outro tipo de preconceno, que também não é discutido e deveria se-lo, e nós precisamos ter consciência disso. É muito bonitinho dizer "não, não sou preconceituoso, não tenho preconceito" e no final das contas percebemos que está enraizado em todos nós, e precisamos trabalhar isso.

Então, quando encontramos um espaço como este aqui na TV, é importante demais discutirmos esse assunto. É um tema pertinente e eu espero que daqui nós tiremos bons exemplos e saiamos daqui cheios de boas perspectivas para um futuro melhor e com menos racismo.

Miguel - Guitinho, dá última vez que você esteve aqui, e aproveitando para fazer uma reflexão sobre o tema, voce falava que a escultura de Zumbi dos Palmares era pequena e não refletia a grandiosidade de quem foi Zumbi e sobre o dia de amanhã, 20 de novembro.

Guitinho - "Essa história da escultura de Zumbi, que está na Praça do Carmo, lembro quando falei aqui, porque eu acho que ela não diz o que Zumbi foi. A Prefeitura lançou um projeto para expor vários poetas pernambucanos e vê aquela escultura de Zumbi, achatada, que não condiz com a estatura de um negro. Eu acho que temos que lutar por isso, colocar uma escultura que represente bem o tamanho que é a cultura negra, o tamanho que é o negro e eu acho que aquela escultura não reflete bem isso. Quando falei foi justamente querendo me referir a isso.

Miguel - Pois é, devemos falar outras vezes sobre este assunto, porque vamos fazendo uma reflexão sobre o assunto.

O Telespectador Durval Batista:

Levanta negro

Mostra que és forte

mesmo entregue à própria sorte

massacrado

e passando horrores

Levanta negro!

Nação Nagô

O negro merece!

Guitinho - Eu acho que o branco tem uma dívida para com o povo negro e a gente está há muito tempo lutando, já conquistamos muita coisa, mas ainda há muito por conquistar. A Mari fala e eu vou mais além nesse sentido que o Brasil é um país preconceituoso. O Brasil é um país conceituoso. Ele já conceituou que o "cabelo do negro é ruim", "a negra que é a boa", ele atesta isso, a televisão atesta isso e outras coisas mais. Nosso país não tem mais esse pré, ele já conceituou e a gente tem que acabar com esse conceito. Todo ser humano tem o direito de ter os seus "prés", ideias, mas o nosso país atesta um monte de coisas, de teses, inclusive livros, atestando que o negro é inferior intelectualmente ao branco, acho que já por conta disso, tem todo um processo de construção que precisamos fazer e o processo sofrido pelo povo de santo, de casas de candomblé, através do próprio estado, são reparações que têm que ser feitas.

Hoje, sou a favor das cotas. As pessoas não discutem as indenizações do povo negro, que sofreu perseguição na época do Estado Novo. A minha tia bisavó foi presa, faleceu em 1989 e a família não foi reparada financeiramente, nem moralmente. Você vê o pessoal da ditadura militar, muitos que foram presos e assassinados, eram pessoas que tinham grana e hoje se discute indenização para as famílias deles, mas para o povo negro ninguém discute. Eu acho que tem muito a ser reparado.

Quando um terreiro de candomblé começa a tocar, está atrapalhando, fazendo zuada, mas não vê o transtorno que uma procissão provoca. Não tenho nada contra a Igreja Católica, muito pelo contrário, eu respeito a diferença "A sua diferença é que legitima a minha existência.", então eu respeito, mas quero respeito e tem muito para ser reparado. O papo é longo...

Miguel - Junior, como você vê as Relações Sociais e as Relações Raciais, como você vê o negro na mídia, os espaços para o negro nesta construção sobre a qual o Guitinho colocou muito bem, que não é preconceito, é conceito mesmo! A mídia tem um conceito em relação ao negro e expressa de uma forma até perversa. Qual a sua reflexão sobre este assunto?

Junior Afro - "Digo sempre que o Brasil é um país racista, infelizmente. O Estado Brasileiro é tão racista que criou vários organismos como forma de combater o racismo, de combater a desigualdade social. Existem problemas de desenvolvimento social, mas sobretudo o problema da desigualdade racial. Isso está alicerçado no Brasil e nós estamos no caminho, por conta do que foi colocado antes da luta histórica do Movimento Negro, fomos traçando um caminho para combater essa desigualdade. Temos a experiência do governo Lula com a SEPIR e também aprimorando outras experiências de governos anteriores, com a Fundação Cultural Palmares, que estava focada na discussão da cultura, então nesse bojo está colocado a política implementada na cidade do Recife e eu digo que podemos ver essa política mais na frente, para ver como combater de fato esse estado de desigualdade que vive a população negra.

A comunicação é um reflexo desse estado racista, dessa país racista, que enxerga a população negra como inferior e ela vai tirando do foco principal. Nos meios de comunicação a situação é previsível porque nós não estamos representados nos meios de comunicação. O esforço de qualquer jornalista negro ou negra para estar aparecendo, é um esforço desumano. Nós sabemos o que cada um deles passa, porque temos boas relações entre nós, a gente se comunica e por mais que o branco, dono do poder, ache que nós não nos comunicamos, nós sabemos o que está passando o nosso companheiro irmãozinho de cor, numa empresa de comunicação, num jornal, para falar de negritude.

Prá sair uma foto de um evento no jornal, a foto do negro está sempre desqualificada ou exótica, por exemplo, a nossa caminhada do dia 1 de novembro, no início das comemorações do mês da Consciência Negra, para discutir a intolerência religiosa, a foto do jornal é pequena, noutro aparece uma baiana com flores nas mãos, masa faixa que era o motivo da reivindicação, ela não é prioridade na fotografia. Até´aí o nosso protesto, na hora da reivindicação, quando estamos chamando a sociedade para refletir a situação da população negra, o meio de comunicação não tem colaborado. Felizmente existe um programa como este.

Miguel - Aurinha, como você se vê, mulher, negra, de sucesso, da cultura, nessa luta do dia a dia na sua vida?

Aurinha´- Às vezes dá vontade de parar, porque o retorno é nenhum e deveria ser bem mais considerada a nossa cultura. Infelizmente é tudo isso que os convidados estão falando. Vamos continuar cantando, tocando e lutando.

Miguel - e conquistado seu público..

Miguel - Num lapso. cometi uma gafe falando no Solano Lopes, quando o nosso é o Solano Trindade e você, Edvaldo, participou da Frente Negra Pernambucana, que ele fundou em 1932 e essa luta continua mais viva do que nunca. Vamos falar dessa Frente e da Homenagem que você está recebendo na Câmara de Vereadores do Recife.

Edvaldo - Na Câmara dos Vereadores do Recife, através de Projeto do Vereador Vicente André Gomes, realmente foi aprovada uma Medalha em comemoração ao Dia da Consciência Negra, no dia 20 de novembro. É a mais alta comenda da Câmara Municipal do Recife, que é a Medalha de Mérito José Mariano. Na realidade o que eu tenho a dizer é que me sinto com muita responsabilidade e muito honrado em estar representando todo o grupo. Essa Medalha não é´para Edvaldo Ramos, essa Medalha é para todo esse trabalho que se faz. Essa Medalha é de Solano Trindade, de José Vicente Lima, essa Medalha é de todos que vêm trabalhando, inclusive é de Feliciano Gomes, o primeiro médico negro aqui em Pernambuco, e isso é muito importante e essa família, exatamente um membro dessa família, hoje é que me lembra numa data histórica esse detalhe, então eu me sinto honrado, claro, mas sinto também um peso, porque essa Medalha é de todos nós, de todos que fazem o trabalho afro em Recife e em todos os terreiros, toda parte onde tem cultura e tem a nossa raiz africana. Então a Medalha é de todos!

Miguel - Marileida, fala um pouco da Nação Xambá, desse livro, fala do que representa este lançamento nesta Semana da Consciência Negra, o que toda comunidade negra, toda comunidade em geral pode encontrar no Nação Xambá - do Terreiro para os Palcos.

Marileide Alves - O livro foi lançado dia 18, ontem, na Casa Xambá, com festa do Grupo Bongar, do qual o Guitinho é o vocalista, numa festa muito bonita que acabou virandouma grande roda de côco como sempre acontece todos os anos no 29 de junho.

O livro, na realidade, é um resgate da história de um povo quase esquecido e se não fosse por eles mesmos, pela memória deles, pela existência do povo Xambá, eles estariam ainda no anonimato. Então a gente resgata a história desse povo. O terreiro de Xambá, de Mâe Biu, que fica lá no Portão do Gelo, descobrimos em nossa pesquisa, que demorou dois anos, que é o único Terreiro Xambá do Brasil, porque o culto no período do Estado Novo, quando foram fechados os Terreiros de Candomblé, do Brasil, a casa passou 12 anos fechada e os terreiros Xambás que existiam, se fundiram cou outras nações como Nagô, especìficamente, que era um grupo maior e o único que conservou os ritos Xambá foi o terreiro de Mãe Biu, que continua até hoje.

A gente sentiu grande dificuldade quando foi pesquisar sobre o assunto, porque não existiam registros literários sobre o povo Xambá. Os pesquisadores quando vieram fazer pesquisa sobre o assunto, não trataram do povo Xambá e se centraram no Candomblé, no Nagô, no Gêge, no Ketu e esqueceram, talvez até por ser uma minoria, não existem registros dos Xambás, de negros africanos dessa linhagem que são muito poucos no Brasil e para essa minoria os pesquisadores não centrar suas pesquisas. A Nação Nagô era a mais pesquisada e sem registros foi grande a dificuldade para colher. Tudo que tem no livro foi através da oralidade, através das pessoas mais velhas da xambá. Fomos a Maceió, onde existem raízes Xambá para pesquisar in loco nos terreiros e quando chegamos lá descobrimos que a Xambá também era conhecido como Xambá Trançado, já que havia se misturado com o culto da Jurema, o Culto dos Caboclos, então comprovamos que o único que conservou o rito Xambá é o Terreiro de Mãe Biu.

Junior - Eu queria comentar que também não havia interêsse dos pesquisadores, até que nós, comunidade negra, chegasse à universidade até para não provocar os não negros, não havia interesse em discutir essa questão para entender as dificuldades, porque há muito uma ideia genérica, inclsive de olhar a Nação NagÔ e chamar de Xangô. A gente sabe que Xangô é um Orixá de grande importância, sobretudo para a cidade do Recife, mas o olhar genérico sobre a comunidade negra não conseguiu o olhar específico, as dificuldades que existem entre nós, porque não somos iguais.

Marileide Alves - Exatamente, o culto Xambá tem suas peculiaridades, é diferente dos outros cultos, então talvez por isso mesmo não existem registros sobre o povo Xambá. Então, nós consideramos um marco importante. O projeto foi aprovado pelo BNB Cultural e começamos o trabalho com o grupo Bongar e através desse nosso trabalho surgiu a ideia de escrever sobre a Festa do Côco, que acontece todos os anos na casa dia 29 de junho. Tivemos também apoio da Fundação Cultural Palmares e da Prefeitura do Recife.

Miguel - Junior, quais as ações efetivas que tem o Governo do Recife nessa questão da igualdade racial, do resgate da auto-estima do povo negro, do cidadão, do povo comum. Afinal nós estamos nessa trincheira do povo negro por conta de uma carga histórica, porque não podemos negar que houve a escravidão no Brasil, que nós das classes populares de etnia africana, sofremos essa exploração. Não podemos esquecer porque não faz muito tempo e o ranço de tudo isso é muito grande

Junior Afro - Como já havia dito, o Estado Brasileiro assumiu que é racista, então a PCR, desde 2001, que o tempo que eu conheço, já trabalha no sentido de inverter prioridades e à medida que faz isso, pensa primeiro nas comunidades mais carentes, mais pobres e isso já começa a ter foco na nossa população. Agora, obviamente, para a Prefeitura não bastava. Era preciso agregar essa histórica inversão de prioridades às desigualdades raciais entre a pobreza das relações de tratamento no aspecto das oportunidades e por conta disso se pensou num conjunto de ações. No primeiro momento a Prefeitura discutiu dar mais sangue à cultura afro-brasileira e voce sabe que a forma com que a comunidade negra conseguiu sobreviver ao conjunto de atrocidades que sofreu, no holocausto da escravidão, nas duas ditaduras - Getúlio e a Militar - foi a atividade cultural para sobreviver psicológica, física e mentalmente e era necessário que se desse um olhar mais especial à essa cultura afro-brasileira por conta dessa questão do espaço que essa comunidade negra tinha.

Então nós criamos várias formas de sobreviver a partir da cultura e foi exatamete o primeiro passo da PCR para dar uma melhoria da qualidade de vida dessa população.

Miguel Farias - Isso tudo que está acontecendo aqui aqui não é à toa, é uma parceria nossa com o Movimento Negro e este tema vai ser permanentemente falado no Programa Liberdade d eExpressão e é um conjunto de trabalhos que vamos desenvolver sempre. Essa conversa não vai parar por aqui, vamos dar continuidade e vamos convidá-los outras vezes para volta. Existe sim uma motivação e uma luta muito grande para que a gente traga essa discussão para a mídia.

Uma garota me encontrou e me disse que o programa estava ficando elitizado e eu gostaria de dizer, que esse projeto é fruto da demanda do telespectador. Tragam os temas, sugiram, porque nós vamos construir essa Liberdade de Expressão junto com você, nosso telespectador, afinal de contas esse papo não é daqui prá vocês, é de vocês prá nós e vice-versa. Está dado o recado. Provoquem-nos! Sugiram os temas porque precisamos construir essa parceria que já está consolidada com o movimento negro, mas nós queremos construir outras parcerias com outros movimentos sociais.

Miguel Farias - Guitinho, você é jovem, um cara de sucesso, um griô, ou melhor, um aprendiz de griô, como você se sente sendo negro, vivendo numa sociedade excludente, onde não te mostram na TV, onde de repente o tua beleza é tornada de certa forma esquisita.

Guitinho - É difícil viver na sociedade brasileira, mas a gente luta, a gente persiste e não vamos parar aqui, porque nossos ancestrais já mostraram e nós chegamos até aqui. Eu fico preocupada com o discurso "a cor não importa". A cor importa sim, até porque na minha última fala aqui, eu disse: "a minha diferença é que legitima a sua existência", do mesmo geito "eu legitimo a sua existência, porque eu sou diferente" e eu tenho grande respeito à sua diferença.

No Brasil a gente sabe quando é preto, quando entra no shopping, a gente sabe quando é preto ou branco; quando vai passar uma novela de época na Globo, a gente sabe quem é preto e quem é branco. Nós sabemos dizer muito bem isso. Hoje, a classe dominante do nosso país discute sobre as cotas, mas ela não lembra e não procura saber que em vários estados brasileiros existe dentro dos órgãos públicos uma lei que diz, na parte do setor de limpeza, que de 10 vagas abertas para a função de gari, 5 têm que ser destinadas a negros, mas a mídia não divulga isso, ninguém procura saber, porque é para gari e é natural que o gari seja preto, mas quando se vai falar nas cotas para a universidade, então não pode porque a universidade é do povo e todo mundo tem direito.

É complicado. É uma sociedade que sai driblando o que é conveniente para ela. O camarada passa quinze anos numa boa escola, com uma boa farda, mas quando chega na hora do Vestibular, quer entrar no Pùblico, não vai para o privado porque é caro e porque a pública é melhor. Eu acho que é difícel viver nesta sociedade, mas nós também vamos driblando!


Miguel - Nós temos um processo histórico no Brasil, e em outras partes do mundo também tivemos fatos históricos e nem sempre o negro foi explorado. Tivemos todos os tipos de exploração e não é só a questão do negro, é um sistema que explora e coloca alguns na condição de plena felicidade e outros ficam excluídos de todos os processos.

Afro Jr. - A diferença é que nos outros países, tiveram processo de reparação, os judeus, por exemplo, foram reparados. Os negros que morreram, que foram jogados no mar, esses não tiveram condições de de nada e nós lutamos na perspectiva dessa reparação devida.

Marileide - Para encerrar, vou falar sobre o livro, que vai se distribuido nas livrarias, mas estão à disposição através do telefone 99276258, que nós estamos vendendo.

Miguel Farias - Edvaldo, o senhor não é contemporâneo de Solano Trindade, mas faz parte da história, então é importanta saudá-lo com todo respeito que o senhor merece.

Edvaldo Ramos -`É importante a carga histórica que nós carregamos, assim, com muito prazer com com uma pontinha de vaidade. Não sou contemporâneo de Solano Trindade, conheço a história, mas eu gostaria de aproveitar a ocasião, para convidar a todos para a Câmara Municipal do Recife e estou à disposição para conversar sobre outros assuntos.

Nenhum esforço, nenhuma obrigação. Missão. Estamos no mesmo barco e passamos pelas mesmas dificuldades, avolumadas por caminharmos como voz independente, na defesa de uma prática obssessivamente perseguida que é o enfrentamento de uma sociedade discriminativa sob todos os aspectos!.

Um abraço nosso e estamos sim! Na luta pela Igualdade Racial e Social
Miguel

CORAGEM E OUSADIA DO TEATRO ALTERNATIVO
Explicit
November 17, 2007 01:15 PM PST


OUSADIA E CORAGEM DO TEATRO ALTERNATIVO é o tema que Miguel Farias tratou nesta segunda feira, dia 12 de novembro de 2007, no PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Um teatro vivo, que mexe com as consciências com arte, contemporâneo, mas que tem aspectos positivos e negativos. Miguel Farias convidou para conversar sobre o assunto, o Ivo Rodrigues, Presidente da Associação de Teatro de Olinda – ATO, Irineu Correia, do TAO – Teatro dos Amadores de Olinda; Alexandre Menezes e Lucas Jose, do Grupo Vem Cá, Vem Vê e Alfredo Neto, ator, que está afastado do Teatro, mas já foi diretor, contra-regra, sonoplasta, já fez tudo em teatro no momento mais efervescente da cena teatral em Olinda.

Ficha Técnica: Produtor Executivo e Apresentador - Miguel Farias
Produtora - Maristela Farias
Assistentes de Produção - Lula e Tio Jorge
Câmera - Tupi
Caracteres - Edna Conceição
Áudio - Joab Quental
Imagem -

MIGUEL FARIAS

Quem são os convidados desta noite, no Programa Liberdade de Expressão? Vamos fazer um breve relato de suas atuações na luta pelo teatro alternativo.

CONVIDADOS COM MIGUEL FARIAS: IVO RODRIGUES, ALFREDO CORREIA NETO E IRINEU CORREIA

CONVIDADOS COM MIGUEL FARIAS: LUCAS JOSÉ, ALEXANDRE MENEZES, MIGUEL, ALFREDO E IVO

IVO RODRIGUES-PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE TEATRO DE OLINDA - ATO E REPRESENTANTE DO GRUPO IFÁ-RHADHA


O IVO RODRIGUES, é um ativista, realista, pacato, amante do teatro, do maracatu, das manifestações populares de Pernambuco, da Associação de Teatro de Olinda, do Movimento de Teatro Popular de Pernambuco.
A Associação de Teatro de Olinda - ATO é uma entidade sem fins lucrativos, como já dito, com mais de 20 anos na luta pela democratização do Teatro em Olinda, que busca se integrar em todos momentos da vida cultural da cidade, sendo parceira de vários segmentos de artistas, que não se encontram na grande mídia, por falta de oportunidade e de incentivo necessário para que estes criem estabilidade e permanência na criação de alternativas para o movimento cultural da cidade através da produção seja de artes plásticas, artes visuais, artes cênicas.

O Surgimento da Associação de Teatro de Olinda se deu em meados de 1986, tendo como marco histórico o então Teatro Popular do Bonsucesso, situado lá no Bonsucesso, Bairro de Olinda Cidade Alta, naquela época contando com a participação dos grupos Pra Ver Produções Artísticas, Mamulengo Fantochito e Pernalonga Produções Artisticas.

A ASSOCIAÇÃO DE TEATRO DE OLINDA – ATO – é uma entidade de utilidade pública, conforme Lei Municipal 5412/2004 de 10.08.2004, que há mais de duas décadas vem organizando programas culturais no sentido da valorização dos grupos e artistas populares locais.Atualmente tem trabalhado, tentando promover e intensificar ações concretas, cujo objetivo maior é a formação de novos grupos na cidade, possibilitando a criação de uma consciência cidadã e uma de suas prioridades atuais é a expansão do PROJETO ATOAMBULANTE, porque nele estão contidos os princípios norteadores do trabalho para o fortalecimento e o revigoramento do movimento teatral na cidade de Olinda.

Segundo Ivo Rodrigues, “temos constituido o movimento teatral na cidade de Olinda promovendo grupos que buscam ação efetiva, além de manter um trabalho de resistência cultural, com temáticas variadas e de vital importância para o conhecimento da população numa ação preventiva e revendo ações para o fortalecimento desta manifestação na cidade e que vem de épocas tão remota aos nossos dias.

IRINEU CORREIA, REPRESENTANTE DO TAO - TEATRO DOS AMADORES DE PERNAMBUCO


IRINEU CORREIA, representante do TAO – TEATRO DOS AMADORES DE OLINDA e nos últimos espetáculos vem trabalhando a temática do universo da negritude a exemplo dos espetáculos "CANTARES AO MEU POVO" baseado totalmente nos poemas do poeta negro pernambucano Solano Trindade, que tem a maior parte da sua obra voltadas a promover aspectos do cotidiano do negro no Brasil. A COR DA EXCLUSÃO outro espetáculo do TAO, que se destaca como teatro performático, provoca abordagem sobre a condição da vida humana, trabalhando o teatro do oprimido seja pelo sistema, pela pobreza, pelos gestos, pela cor..
No espetáculo A COR DA EXCLUSÃO, o TAO – Teatro dos Amadores de Olinda, retrata a realidade nua e crua dos excluídos desta sociedade capitalista, principalmente os negros, trilhando caminhos negros como a cor da noite...demonstrando que nada tem sido feito com seriedade para tornar estes caminhos menos tortuosos. O TAO é o teatro do oprimido,de Augusto Boal, merecendo respeito pela reflexão que provocam em suas apresentações.

LUCAS JOSE, PATRÍCIA AZEVEDO E ALEXANDRE MENEZES, DO GRUPO VEM CÁ VEM VÊ

ALEXANDRE MENEZES - GRUPO VEM CÁ, VEM VÊ

LUCAS JOSÉ - GRUPO VEM CÁ, VEM VÊ E IFÁ-RHADHA

ALEXANDRE MENEZES E LUCAS JOSÉ, representam o Grupo de Teatro Vem Cá, Vem Vê, de recife, mais precisamente do grande bairro de Casa Amarela, fundado em 1980, na comunidade do Buriti e que ali se mantém até hoje, como profundo conhecedor de todos as aspectos que envolve aquela sociedade, trabalhando sempre a auto-estima de todos e desempenhando suas tarefas nos lugares mais longínquos do centro daquele populoso bairro, nos becos, vielas e quintais, numa prova inconteste de que o povo vai onde o artista está.

ALFREDO CORREIA NETO, ATOR E DIRETOR

ALFREDO CORREIA NETO, ator, registro 5078, livro 25, fls. 12 pelo Ministério do Trabalho – Rio de Janeiro, professor, nascido em Olinda, na Rua 13 de Maio, 243, filho de pais olindenses, criado nas farras carnavalescas do Bloco Elefante de Olinda.. Tem graduação no Centro de Letras e Artes da Universidade do Rio de Janeiro, com Bacharelado em Artes Cênicas – Habilitação em Interpretação Teatral; Cursou Zootecnia na Universidade Federal Rural de Pernambuco; Licenciatura em Agropecuária na Universidade Federal de Pernambuco; Pós Graduação e Mestrado em Produção Animal – Área de Concentração Forragicultura também na Universidade Federal Rural de Pernambuco.

Com tantas graduações, o teatro é parte importante em sua vida, tendo participado do 1º. Ciclo de Estudo “O Cinema Documental e as Ciências Sociais” e como ator/diretor, participou de inúmeros espetáculos, tais como:
Sócio fundador do Grupo Vivencial Diversiones, participando dos espetáculos: Vivencial I, Vivencial II, O Pássaro Encantado da Gruta do Ubajara, Auto de Natal, Sobrados e Mocambos, todos em Pernambuco.
A Pensão dos Entendidos – Teatro do Clube Municipal – no Rio de Janeiro;
Rei por Acaso – Espetáculo infantil no Teatro Planetário da Gávea – Rio de Janeiro;
Tal e Qual, Nada Igual I (A Terceira Aquarela do Brasil) – Teatro de Santa Isabel – Recife – Pe
Tal e Qual, Nada Igual 1 (A Novelha República) – no Teatro Barreto Junior – Recife
Dama das Camélias – Teatro Apolo – Recife
É uma brasa, mora! – Teatro Valdemar de Oliveira – Recife
Viva a rainha do Rádio – Teatro Valdemar de Oliveira – Recife
Sida ou Desde – Teatro de Rua – Recife e Olinda – Campanha de Luta contra a AIDS
Hanseníase e Tuberculose e Penalonga, a Mosquitinha Dengosa – Teatro de Rua – Olinda – Campanhas de Prevenção
Alice no País das Maravilhas – Teatro Valdemar de Oliveira – Recife
É uma Brasa Mora – Teatro do Armazém 14 – Recife

Alfredo já trabalhou como Cenotécnico, Contra-Regra, Diretor de Cena, Sonoplasta, confeccionou Letreiros Luminosos dos espetáculos As Tias, P Burguês Fidalgo, Ópera Bufo Café Teatro, Sonho de uma Noite de Verão e Três Farsas do Viramundo

É, para o Alfredo Neto, o teatro não é só uma profissão, ela participou de um dos momentos mais ricos do teatro de Pernambuco, quando na metade dos anos 70, o movimento teatral do Recife era sacudido com as inovações do grupo Vivencial Diversiones, que tinha seu próprio espaço no Complexo Salgadinho. Nos últimos anos da mesma década, os grupos Hermilo Borba Filho, à frente Marcus Siqueira e Luiz Maurício Carvalheira, com sede num pequeno teatro no Varadouro, em Olinda, e o Teatro Universitário Boca Aberta (TUBA), formado por universitários, com a supervisão de João Denys, Helena Pedra, Fernando Limoeiro e Maurício Carvalheira, movimentavam uma forma de fazer teatro menos convencional que o encenado na metrópole. Outro grupo do período era o alegre e debochado Ponta de Rua, onde jornalistas e profissionais liberais sacudiam os comícios políticos com espetáculos divertidos e polêmicos, à frente Carlos Fraga, Morse Lyra Neto, Ana Farache e Samuel Costa.

Em 1984, esses grupos não existiam mais e o movimento local seguia a rotina do teatrão, mas os independentes iam ressurgindo, aos poucos, em bares concorridos como o Depois do Escuro, nas Graças, o Centro de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco, no Teatro do Centro de Artes, o Moreno Vídeo Bar,o bar Três por Quatro, que ficava na Rua das Fronteiras, no Derby, Marco Antonio Hanois pintava os corpos dos atores, o grupo Totem, à frente Fred Nascimento e Laudiene Veríssimo e que até hoje está (e experimenta) em cena e muitos escritores aceitaram escrever e dirigir para bares ou boates. Em 1985, um exemplo mais bem acabado de um teatro alternativo levado a sério pelas casas noturnas foi a abertura de um espaço às segundas-feiras, no bar e restaurante Água de Beber, em Casa Forte. A casa acreditou na proposta dos artistas, todos eram bem pagos, as peças recebiam um tratamento visual melhor, uma boa divulgação na imprensa, belas fotos e a participação de atores mais acostumados com o teatrão. Era um sucesso! A boate Misty, também acreditou na proposta dos artistas. Em 1988, outros dois bares abriram portas para as peças, o De Vento em Popa, na Madalena, à frente o ator e bonequeiro Fábio Caio, e o Canto & Arte, na Torre, com a gerência de Rivaldo Casado.

Espaços, como o Metafísico, o Sanatório Geral e a boate New Hits (antes, Show Bizz), os três no bairro das Graças, lotado nos fins de semana. Anos depois, os moradores do bairro lutaram muito para a volta da paz no lugar, tão agitado entre 1984/1989. É sempre assim! Mas o teatro era muito vivo! O Sushi Clube, na Ilha do Retiro, e da boate Arara’s, em Boa Viagem, o Porção Mágica na Boa Vista, o Depois do Escuro.

As experiências do grande período do teatro pernambucano continuaram/continuam, com menos fôlego, surgiram outros grupos e autores e o desafio às convenções, a linguagem atrevida, personagens polêmicos, esses esquetes chamavam a atenção de quem estava na noite bebendo, beliscando ou jantando, para a diversidade de estilos. Coragem e ousadia faziam o teatro alternativo forte, com uma linguagem pulsante digna do Recife e de Olinda.

MIGUEL, CONVIDADOS E EQUIPE: PATRÍCIA AZEVEDO - ASSESSORA DE IMPRENSA DO GRUPO VEM CÁ, VEM VÊ, MIGUEL FARIAS, ALFREDO NETO, IRINEU CORREIA, ALEXANDRE MENEZES, LUCAS JOSÉ. IVO RODRIGUES, LULA E JOAB


O Programa Liberdade de Expressão, recolheu depoimentos importantes dos convidados que instigados pelo apresentador, falaram com a Liberdade que o Programa lhes permite expor suas idéias e opiniões.

MIGUEL FARIAS, MEDIADOR DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Ao serem perguntados sobre como anda o teatro em Pernambuco, quais os aspectos positivos, todos se expressaram numa grita só, revelando o grande desprezo que é dado pelas instituições, que não lhes permite ter ao menos espaços para ensaios, oficinas de capacitação e muito menos lhes permite viver de maneira digna exercendo essa profissão milenar, os depoimentos foram tão importantes, que decidimos transcreve-los neste blog, como parte da história do teatro popular de Pernambuco.

LUCAS JOSE, MIGUEL E ALFREDO

Segundo Ivo Rodrigues, “ vejo que o teatro pernambucano passa por uma decadência em termos de criatividade, de evolução, de falta de novas propostas e nós, que fazemos teatro precisamos rever toda essa parte com relação ao teatro popular que nós estamos nos dedicando atualmente, por conta da falta de espaços. É uma opção que nós temos de trabalhar a questão popular, porque existe uma maior afinidade com o Teatro de Rua.
Aqui em Olinda, por exemplo, essa questão do Teatro de Rua, de ir às comunidades, às periferias é porque sentimos a necessidade, sentimos a carência desse povo ter o teatro constantemente e usufruir desse bem cultural.”

Para Irineu Correia, do TAO – TEATRO DOS AMADORES DE OLINDA, e se reportando às perspectivas positivas para o teatro, ele afirma: “ o teatro que nós fazemos, no caso o pessoal do Teatro de Rua, a Associação de Teatro de Olinda, junto com o pessoal do MTP – MOVIMENTO DE TEATRO DE PERNAMBUCO, nós vemos e sentimos grandes dificuldades como o Ivo comentou, com a falta de espaço e a falta de verbas. Nós viemos agora do V Festival de Teatro de Rua e a grande grita é realmente a falta de verbas para desenvolver trabalhos nas comunidades.
Para Irineu, a falta de verba é muito maior, que qualquer coisa positiva que se possa falar.

Interpelando, Miguel falou “já que a coisa hoje está preta, não digo preta, porque se assim o fosse estaria bonito, o preto é positivo, o preto é coisa boa, digamos então, já que a cena teatral está nebulosa por falta de recursos, gostaríamos que você Alfredo, nos falasse da cena na época de 70, 80, fala um pouco do Vivencial, do Pernalonga, fala um pouco dessa história do Teatro Popular àquela época.

“Esse momento que o pessoal está vivendo, não modifica muito não, não tem muita diferença do que a gente viveu não, porque nós nunca tivemos apoio para fazer qualquer tipo de teatro, nem em Recife, nem em Olinda. O que acontecia é que existiam muitos grupos e a elite cultural, que era justamente as universidades, onde tudo acontecia, trabalhava com e no teatro, tinham envolvimento, tinham essa facilidade de poder trabalhar, mas apoio nós nunca tivemos, pelo contrário. Nós fizemos teatro em Olinda, quando estava começando o movimento, mas nunca Olinda sequer olhou nem procurou saber (nem da parte da cultura, nem da parte de quem quer que seja), se existia algum movimento, qual era a repercussão, o que estava acontecendo com o Vivencial, o porque aquele fenômeno que de repente aconteceu.

O que esses atores passam, o que sentem hoje, continuou Alfredo Neto, são as mesmas dificuldades que nós tivemos. Sem espaço, procuramos a furar para abri-los e começamos a fazer teatro no Colégio de São Bento, donde fomos expulsos, porque não pudemos ficar, fomos para o Cine Teatro do Bonsucesso onde ainda na época funcionava o Abrigo de Menores, e como meu pai era tesoureiro, trabalhava ali há muito tempo, então conseguimos ficar por ali, mas mesmo assim fomos novamente expulsos também de lá. Então como mão tínhamos também apoio nenhum e como o movimento na época era muito grande, muito forte, com muitos grupos, com a realização de vários festivais, não se conseguia profissionalizar o teatro em Pernambuco. Passou a não existir mais aquilo que fazíamos, que era o trabalho em grupo, começou a individualização. Cada um fazia sua parte, sem se preocupar com o grupo, porque o que deu muita força ao teatro pernambucano e ninguém pode negar, foram os grupos que se juntavam, numa grande quantidade de pessoas, que pensavam e trabalhavam. Quando acabou essa união, realmente houve uma parada no teatro pernambucano.”, ratificou Alfredo.

Eu senti a grita dos atores sociais, de todos que trabalham na área e aí, Alexandre Menezes, você que representa o Grupo Vem Cá, Vem Vê, como você vê a questão Ministério da Cultura para o setor teatral. Qual a sua visão sobre a atuação do MINC?

LUCAS, ALEXANDRE E MIGUEL
“A primeira coisa que a gente questiona sempre com o Ministério da Cultura, com o Governo do Estado, enfim com o Poder Público, disse Alexandre, é de que o apoio ao teatro, à música, a qualquer segmento de arte, é sempre focado na questão dos Editais. Eles existem sempre para montagens, festivais, espetáculos, mostras... pra cada coisa tem um edital daquilo e parece que as coisas ficaram muito restritas aos editais. É uma cultura que a gente está vivendo hoje de sempre estar se dando às pessoas, cotas, bolsas, não existindo uma política de apoio direto nem do governo, nem da iniciativa privada.
Está havendo uma coisa errada aí. Tem que haver o apoio direto, mas hoje tudo está voltado para os editais e o pior é que são escolhidas pessoas que não têm conhecimento do que é feito realmente naquela determinada comunidade, naquele espaço.

Agora há pouco eu estava vendo o edital “Culturas Populares”. A idéia pode ser brilhante, mas esse edital é focado nos mestres, nos brincantes, nos griôs, aqueles caras que vivem lá no interior do estado passando fome, literalmente, os mestres de cavalo marinho, reisado, etc... e aí eles não têm nem conhecimento disso e fica sempre nas mãos de produtores, de pessoas que nem fazem parte daquela cultura, da vida e obra daqueles mestres e as pessoas lançam seus projetos e os reais interessados vão ficando à margem.

Para o teatro é a mesma coisa. Saiu o edital para o teatro de caixa, ele não tem especificidade para o teatro de rua, não tem nada ali que a gente possa mandar um projeto que se encaixe e as pessoas que são os curadores desses editais não são, repito, pessoas do meio, não conhecem, não convivem com a região, não sabem quem nem quais são os grupos daqui.

Acho que deveria ser um processo inverso: ter uma pessoa circulando nesses locais, nessas cidades, procurando conhecer os grupos e aí se estaria fazendo um apoio realmente direto à cultura.

Lembrando da mídia, falou Miguel, eu gostaria de falar sobre o Teatro do Bonsucesso e que o Ivo desse ênfase a essa questão, uma reivindicação antiga da classe artística, teatral, não só de Olinda, mas de Pernambuco, porque aquele teatro já foi utilizado por grupos de Recife, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão, Paulista e foi um teatro que sempre teve uma efervescência muito grande e há muito tempo está parado, com promessas de prefeitos e mais prefeitos, prefeitas e mais prefeitas e até agora nada!

MIGUEL, IVO, ALFREDO E IRINEU
O Ivo Rodrigues quis falar sobre a “ATO, que vai caminhando para os 22 anos de idade, e nesse período tem-se prometido muito. A Associação de Teatro de Olinda se originou lá naquele espaço do Bonsucesso, como você bem sabe Miguel, porque você foi militante do movimento, foi militante da Associação de Teatro de Olinda, mas no entanto, parece que aquele espaço parou no tempo e no espaço. Agora existem promessas mais substanciais para ver esse nosso sonho realizado.O Teatro Popular do Bonsucesso, restaurado, deve ser entregue à população e aí surge uma questão muito séria, a gente tem que saber como conduzir o processo de discussão e de utilização desse espaço, especificamente porque é uma luta da ATO, é um momento histórico da associação que precisa estar lá dentro, como reconhecimento ds luta .

A gente sabe que Olinda é muito carente de espaço. O Clube Atlântico, o Teatro Fernando Santa Cruz estão capengas, deteriorados e sempre sob a história de que “vamos restaurar”, “ vamos fechar para restaurar”, “o teto”, “a pintura”, “as cadeiras”, mas isso sempre fica apenas “nisso” e o teatro tem perdido muito com isso. O teatro especificamente da Olinda, a produção de Olinda, a nível de organização, de articulação, tem perdido muito, mas nós estamos resistindo, estamos aqui para ocupar e fazer a produção, seja na rua, seja no bairro, seja na periferia, é a nossa tática. A gente sabe que lá também nós podemos firmar as bases da associação do movimento teatral de Olinda e é nisso que a gente está trabalhando, investindo pesado nessa coisa.

“Só quero dizer o seguinte, afirmou Miguel, que eu continuo no movimento e quero dizer para a Secretária de Cultura de Olinda, que queremos usar este microfone, esta televisão, este espaço, para poder parabenizá-la quando ela fizer esse trabalho do Teatro Popular do Bonsucesso, que vamos estar também tirando o chapéu porque é isso que a gente quer fazer. É poder falar coisas boas desta cidade e para isso a gente vai aguardar essa notícia, para podermos dar com muita satisfação aqui no Liberdade de Expressão, como resultado dessa luta que já dura mais de 22 anos, e que será exitosa para o Ivo Rodrigues e para toda categoria teatral de Olinda, que vão poder receber essa homenagem.

IVO, ALFREDO E IRINEU


Segundo Alfredo Neto, em sua época, o pessoal passava por um processo onde havia uma repressão muito forte, uma destruição do que se tinha conseguido, porque tinham alguns espaços, claro que eram alternativos, mas eram espaços, conseguidos para que pudéssemos mostrar alguma coisa em Olinda em termos de teatro, de arte. Nós tínhamos o Museu de Arte Contemporânea – MAC – funcionando, com vários salões – dos Novos, Globais, etc, - abertos ao público. As artes plásticas estavam fervilhando, no auge. Além das artes plásticas tínhamos o teatro de Olinda trabalhando. O Espaço do Cine Bonsucesso, que ficou estigmatizado, porque quando nós começamos a fazer espetáculos, o Vivencial teve uma repercussão, nós conseguimos o espaço logo na época que tínhamos uma censura muito forte, que está tentando voltar, nós fomos interditados, o teatro fechado, lacrado e não podíamos representar. Tudo isso começou daí.

Quando tentamos voltar para fazer alguma coisa, houve muita barreira, (eu acho que tinham medo, existia muito medo de se mexer ali). Depois o prédio foi liberado para ser usado pela prefeitura, para ter uma função cultural. Realmente, há muito tempo que nem isso. Eu passei por esse processo quando Pernalonga trabalhava na Prefeitura e toma conta daquele teatro, então nós começamos a ensaiar, chegamos a solicitar a mudança de poltronas e até uma máquina de cinema foi levado pra lá. E o que aconteceu? Apenas uma troca de móveis de um lugar para o outro. Até o projeto que seria encaminhado para o INACEN (á época), foi engavetado na Secretaria de Cultura. Um projeto de iluminação que havia sido feito pelo Fernando Augusto.

Quem perde e vai perder sempre é justamente o teatro de Olinda que fica sem existir por falta de condições de sobreviver e que não é dada por ninguém. Agora, se você faz um grande chamamento, aparece muita gente disposta a participar, a trabalhar, a arregaçar as mangas e fazer. Agora, não tendo apoio, não tendo onde ensaias, como se pode realizar alguma obra de arte?’

IRINEU CORREIA, DO TAO - TEATRO DOS AMADORES DE OLINDA


O importante, diz Irineu Correia, é que o poder tem que compreender que nós não estamos falando mal, nem reclamando. O importante é que entendam que estamos aqui para cobrar uma ação positiva e que o povo precisa! Não se tem espaço para trabalhar. As reuniões são feitas nas casas uns dos outros, as reuniões da ATO, idem, na casa de Ivo. Como se pode montar um espetáculo para a comunidade, para o povo?

O povo quer ver, participar e não é num fundo e quintal ou num quartinho na casa de um bondoso, que nós podemos desenvolver um trabalho bem feito. Estamos pedindo já muito tempo! A própria associação que tinha uma pequena sala no Mercado Eufrásio Barbosa, foi fechada para restauração e a ATO mais uma vez desalojada. Isso não existe! Usar a casa das pessoas, para estar se reunindo com o grupo! Impossível! Ficamos sem condições físicas para desenvolver esse tipo de trabalho. E estar cobrando é importante!

“Eu quero ressaltar o seguinte, disse Miguel, esse pedido tem mais de 20 anos e é mais que aceitável que a moçada do teatro reclame veementemente, porque é um absurdo a forma como Olinda, Cidade Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade, 1ª. Capital Brasileira da Cultura trate o teatro dessa forma! Eu vinha conversando com minha produção e dizendo que o talento da produção teatral de Olinda, se fosse noutra cidade, noutro estado, essa qualidade humana, que tem aqui se fosse fora do Brasil estaria fazendo o maior sucesso, mas eu não sei o que tem a nossa cidade, que não dá valor a quem tem valor.”

“Mas os artistas de Olinda estão fazendo sucesso em Recife”, falou Alexandre Menezes. Você vê agora, no Arte em Toda Parte, não tem teatro, mas nós vamos invadir as ruas!
Uma Capital Brasileira da Cultura que não tem teatro? Ano passado nós engrossamos o caldo junto com a Associação de Teatro de Olinda, numa ação com apresentações nas praças, sem nenhum recurso do poder público. Uma ação política e cultural dos grupos nas praças e nas ruas e fizemos encenações nesses dias do Arte por Toda Parte.”

Durante todo o debate, foi colocado pelo mediador, a posição dos artistas com relação a Tv Pública, mas as respostas evasivas, deixaram claro que ainda não perceberam a importância desse veículo, ou melhor, dessa nova possibilidade que tem o teatro de ocupar um espaço midiático de grande importância, um espaço que está sendo objeto de discussão na sociedade.

ALEXANDRE, MIGUEL, IVO, ALFREDO E IRINEU
No entanto o Alexandre se declarou ressentido pela falta de divulgação dos trabalhos que os grupos teatrais realizam nas comunidades, trocando, preenchendo os espaços nos jornais e televisões, com notícias “elitizadas, como o Festival de Danças”, ou notícias de morte, roubo, prisão de menores e pessoas de comunidades carentes, que segundo Miguel deveriam ser trocadas em 50%, com as boas propostas que se desenvolvem nas áreas periféricas.

Em aparte, Alfredo disse que isso se derivava da falta de vontade do Poder Público ao que Lucas, do grupo Vem cá, Vem vê, ratificou que a resistência dos grupos que necessitam fazer teatro, mesmo sem apoio do poder, porque eles levam ao povo aquilo que ele tem o direito de ver!

LUCAS, PERFORMÁTICO, JOSÉ

Nas considerações finais, cada um falou sobre o trabalho desempenhado pelos seus grupos e onde estavam se apresentando e o Alexandre lembrou uma poesia que dizia mais ou menos assim:

O ARROZ É DE MÁ QUALIDADE........
O FEIJÃO É DE MÁ QUALIDADE...
O TRANSPORTE PODE ATÉ SER DE MÁ QUALIDADE...
MAS AS PESSOAS NÃO...

PERFORMANCE DE ALEXANDRE MENEZES E LUCAS JOSÉ

E o Programa Liberdade de Expressão, que traz consigo a meta de trabalhar a diversidade, se sente mais uma vez com sua missão cumprida, até porque parodiando o poeta,

O ARROZ É DE MÁ QUALIDADE...
O FEIJÃO É DE MÁ QUALIDADE...
O TRANSPORTE PODE ATÉ SER DE MÁ QUALIDADE,
MAS AS PESSOAS NÃO. E todas elas têm que ter liberdade para se expressar e fazer com que sua cara e suas idéias sejam conhecidas e reconhecidas.

Como sempre,nossos agradecimentos aos convidados e equipe técnica

TUPI, LULA E TIO JORGE

postado por assessoria de comunicação

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - GERAÇÃO DE EMPREGOS E RENDA E MICRONEGÓCIOS
Explicit
November 17, 2007 01:08 PM PST

Dentro da filosofia do Programa Liberdade de Expressão do dia 05 de novembro de 2007, Miguel Farias convidou mais um segmento social para discussão neste espaço, onde a liberdade de expressão é uma característica fundamental, neste horário da TV Nova, Canal 22 - Educativa Aberta - retransmitido pela NET - Canal 45 ou 58 e Cabo Mais - Canal 20. A conversa com Élcio Guimarães - Secretário Adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Olinda, Demetrius Aragão - Coordenador do Banco Popular de Olinda, com a Artesã e formadora de mão de obra, Walkíria Diniz e com o Gestor da Rede Trabalho, Paulo Roberto Silva, girou em torno da Geração de Emprego e Renda e Micronegócios, destacando-se entre todos os presentes a importância de que a sociedade tem papel preponderante para inclusão no mercado de trabalho, utilizando-se das facilidades de capacitação, de obtenção de pequenos créditos e da nova ideia de divulgação lançada através de Rede Trabalho.

Como atração do Programa Liberdade de Expressão, foi convidado o Poeta Jair Pereira, que se autodenomina "um poeta do submundo", um vencedor, que após participar de um de nossos debates (sobre poesia), foi à luta e teve seu livro - METÁFORAS - lançado na Bienal do Livro 2007 e que está à venda através do site http://www.livrorapido.com.br/ - na Oficina da Música e através do telefone 34395788.


NOSSOS CONVIDADOS


JAIR POETA PEREIRA, PAULO ROBERTO-REDE TRABALHO-WALKÍRIA DINIZ-ARTESÃ E FORMADORA DE MÃO DE OBRA - AÍ NO MEIO, MIGUEL FARIAS - ÉLCIO GUIMARÃES-SEC. ADJUNTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE OLINDA E DEMETRIUS ARAGÃO - BANCO POPULAR E AJOELHADOS DOIS EXCELENTES TÉCNICOS DA TV NOVA JOAB QUENTAL, DO SOM E CIANO, CÂMERA


MIGUEL FARIAS


MIGUEL FARIAS LADEADO PELO PAULO ROBERTO, WALKÍRIA DINIZ, ÉLCIO GUIMARÃES E DEMETRIUS ARAGÃO


CONVIDADOS

ÉLCIO GUIMARÃES - SECRETÁRIO ADJUNTO DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE OLINDA

Rua Professor Candido Pessoa, 425 - Bairro Novo - Olinda - Fone 34393927 e 34392286


DEMETRIUS ARAGÃO, COORDENADOR DO BANCO POPULAR DE OLINDA

Rua Cândido Pessoa, 425 - Bairro Novo - Olinda - Fone> 34393927 e 34392286


WALKÍRIA DINIZ - ARTESÃO - FORMADORA DE MÃO DE OBRA - REPRESENTANTE COMERCIAL




fone: 34220954 e 87160954




PAULO ROBERTO DA SILVA DIRETOR-EXECUTIVO DA REDE TRABALHO, CONSULTOR EM GESTÃO ESTRATÉGICA, EX-DIRETOR COMERCIAL DO CENTRO DA MODA, EX-SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE OLINDA


Miguel solicitou ao Secretário Adjunto, que fizesse um panorama sobre a posição da Município em relação a geração de emprego e renda e micronegócios, e segundo Élcio Guimarães, em 2001, antes mesmo de se eleger prefeita, Luciana Santos já dizia com particular sinceridade, que essa questão do emprego, da violência, inclucive, da falta de segurança ou do desemprego. era uma questão nacional que não pode ser vista apenas do ponto de vista local e que ela tem que ser enfrentada do ponto de vista nacional porque depende de questões conjunturais, quer dizer: dizem respeito às questões estruturais dos municípios e às questões locais também. Na frente, afirmou, temos muitas coisas que podemos comemorar. Em 2001, quando o Secretário de Desenvolvimento Econômico era o Clodoaldo Torres, já iniciávamos ali um trabalho árduo na tentativa de reverter a situação que a cidade de Olinda vivia. Nós fizemos projetos, o Clodoal, o Samuel, o Ivaldevan Calheiros, toda equipe, em busca de novos investimentos para a cidade de Olinda. Nós podemos comemorar desde aquela época prá cá, boas conquistas, como a vinda do Atacadão Extra, um dos maiores laboratórios do mundo, a Ticket Restaurante, uma empresa de serviços com excelente arrecadação para o município e mais recentemente, não só por conta dessas iniciativas, mas de outras performances do governo municipaç, nós conseguimos o Hiperbompreço de Casa Caiada, duas empresas de veículos, a Pedragon, uma delas, enfim, Olinda começa a viver outro ambiente e com o PAC, do Governo Federal, esssa perspectiva conjuntural começa a se reverter. Então, temos algumas coisas locais para comemorar e estamos acompanhando o desenvolvimento nacional, como sendo pano de fundo importante, sem o qual essa questão do desemprego e da violência não pode ser combatida com veemência e com eficácia.


Miguel Farias falou sobre a importancia do trabalho da Walkiria Diniz, salientando que a hobbyart é um grande gerador de renda, especialmente no eixo sul-sudeste, mas que ainda não está amplamente disseminado aqui na região, não tendo aquela força toda, mas que já entusiasma, mesmo sem ter visibilidade na mídia.


A respeito, Walkíria Diniz falou que realmente estava correta a afirmação de que a hobbyart é uma grande geradora de renda, e conforme afirmado pelo Élcio, nós convivemos diàriamente com a violência, com a informalidade não só aqui na região, mas no Brasil inteiro. Falando como artesã, recebo mensagens de todo o país, de pessoas que querem aprender e querem sair da informalidade. Essas pessoas têm que começar de algum ponto e, como professora, tenho alunos de alta e baixa renda. Pessoas que têm tudo e que precisam de uma atividade até por recomendação médica e pessoas que não têm nada e que trabalhando conseguem manter uma casa, uma família, filhos, marido desempregado. No geral é preciso realmente trabalhar, as pessoas estão precisando de uma luz, pois não sabem o que fazer. As artes manuais integram muita gente no mercado, justamente por atingir um público imenso.


Ao se dirigir ao Coordenador do Banco Popular de Olinda, Demetrius Aragão, Miguel falou sobre os incentivos dos governos federal, estadual e municipal e perguntou sobre a forma como é feito o acompanhamento dos empréstimos feitos aos pequenos formais e informais através do banco, informando o Demetrius, que o Banco Popular foi criado na gestão da Prefeita Luciana Santos, com o objetivo de financiar capital de giro para pequenos empreendedores do Município que já estão em atividade ou que desejam iniciar um pequeno negócio. Em relação ao acompanhamento, no programa Banco Popular o cliente que vai pleitear o crédito, recebe além do pleiteado, assessoria gratuita para acompanhamento da atividade. Atualmente, com a junção da Secretaria de Desenvolvimento Econômico com a Social, estamos preparando cursos de capacitação´para oferecer aos clientes a partir de novembro/dezembro.Esse programa está voltado exclusivamente para o pequeno empreendedor informal. que normalmente não tem condições de tirar financiamento em bancos tradicionais e pode ser pleiteado sob duas formas: individual, com um avalista, ou de forma solidária, com duas ou mais pessoas que se ajudam mutuamente.


Segundo Miguel Farias, é preciso reconhecer o esforço do Governo Lula, criando mecanismos facilitadores de microcrédito, de capacitação através dos governos municipais, estaduais e instituições, principalmente do Sistema S, apesar de o SENAC, não mais estar ao alcance da população em geral por estar muito caro e muito elitizado, que não é tanto a função do Sistema, mas... apesar dessa discrepância não se pode negar que o governo e as instituições têm apoiado bastante microempresários formais e informais, mas tem um aspecto que fica difícil, que é justamente a questão da venda, da comercialização, da publicidade, que deixa cada um por si e a Rede Trabalho lançou um projeto que apoia esse micro na questão da divulgação, da comercialização e o Paulo Roberto, Diretor-Executivo, falará um pouco do "Ache quem Faz", um sistema de marketing integrado que dá um impulso ao micro formal ou informal, na questão da comercialização.


Segundo Paulo Roberto, foi muito bom ouvir os participantes se manifestarem a respeito antes, porque pareceu um quase preambulo do que nós vamos comentar agora. A Rede Trabalho é uma entidade associativa que vai conduzir um conjunto de estratégias, que nõs denominamos 'ACHE QUEM FAZ", que vai associar a divulgação intensiva de pessoas que trabalham por conta própria ou que têm um micronegócio. Justamente esse público que objeto dessa discussão hoje aqui, inclusive nós temos duas pessoas que se enquadram dentro desse nicho de atividades, como Walkíria, que desempenha esse trabalho, difunde essa atividade e um poeta que precisa além da divulgação da arte, precisa vender porque não pode ficar na arte em si, ela tem que ser divulgada e vendida para que ele possa elaborar outros trabalhos, porque ele precisa de sustentabilidade e para isso, é preciso que ele tenha público consumidor que se interesse pela arte dele. Da mesma forma que o Jair, as pessoas que aprendem com a Waljíria também necessitam de divulgação para se sustentarem no mercado.


Há, segundo Paulo Roberto, um ciclo que se inicia com o setor público que promove a capacitação, apoia o financiamento e finalmente a venda que é a parte vital, o fechamento. O ACHE QUEM FAZ é uma opção de criar estratégia, que seja possível localizar qualquer atividade que tenha uma justificativa de consumo social, que ela seja encontrada pelo mercado. Essa estratégia é um conjunto de ações que envolve programa de Tv, rádios, outdoors, todos os artifícios de divulgação que envolvem e que forem possíveis ser feitos, associado a um portal da internet, que vai fazer a interface com todas essas atividades.


site: http://www.achequemfaz.com.br/


Voltando para Élcio, Miguel afirma que é visível que existe um tabalho do grupo da administração local e até do governo estadual e federal para infraestrutura da cidade. Isso aí realmente gera renda, gera negócio a olhos vistos, a curto, médio e longo prazo. Na prática, pergunta, quais as ações que o governo municipal pretendem incentivar, principalmente para o informal que está querendo ter uma oportunidade de sobreviver?


Explicou Élcio, que essa junção do microcrédito com o Bolsa Família aqui na cidade de Olinda, está nos encaminhando nessa direção. As pessoas pensam de forma equivocada, mas elas nâo têm obrigação de conhecer tudo com relação do bolsa família. Garanto que não é meramente assistencialista, com repasse de renda para população mais carente da cidade. Não é isto. Quando Lula criou o Bolsa Família, ele reuniu vários programas sociais sob o escopo do BF e permitiu que a população de baixa e baixíssima renda tivesse ali, efetivamente, o recurso para sair da linha de miserabilidade absoluta para suas questões de ordem social. Quando nós trabalhamos essa faceta do microcrédito nessa comunhão o Banco Popular/Bolsa Família é porque o programa também preceitua essa junção. Ele é um programa como forma de modelo de formação profissional e nós já temos em andamento não só pelo Bolsa Família, mas por outros programas que dão essa condição, recursos direcionados para a capacitação profissional e nós já o fizemos cursos para garçons, manicures, pintores, lá na sede do BF. A prioridade é para quem é cadastrado no BF, mesmo que ainda não tenha recebido, mas tem que estar dentro do perfil, que é de ter renda máxima de até R$ 120,00 por pessoa na família, mesmo que seja informal, sem comprovação de renda. Os cursos são para capacitação e inclusão produtiva, com a oferta de crédito, porque não adianta capacitar e não proporcionar o crédito para empreender. Esse benefício vai de R$ 100,00 a R$ 10.000,00.


Para Walkíria Diniz, o tema que é polêmico, preisa ser encarado da seguinte forma: se voce precisa de crédito para instalar seu micronegócio, dirija-se ao Banco Popular. Ao receber o seu Bolsa Família, guarde uma parte e invista, de forma que a parte guardada duplique, triplique, com ajuda da família, porque as artes manuais permitem essa ação. Trabalhar em casa com a família. E para divulgar e vender seu trabalho, coloque-o no ACHE QUEM FAZ. Com certeza, os R$ 100, guardados se tranformarão em R$ 200,00 ou R$ 300,00!


E como vai ser a divulgação no ACHE QUEM FAZ?, perunta Miguel ao Paulo Roberto.


Com o ACHE QUEM FAZ, diz Paulo Roberto, pretendemos criar um imenso cadastro das diversas atividades. Prá voce ter uma ideia Miguel, são 6 setores diferentes que se subdividem em 72 segmentos, que por sua vez se subdividem em 320 atividades de negócios tanto formal como informal. Então a ideia é fazermos dento desse conjunto de ações, uma divulgação massiva através dos vários meios de comunicação, numa condição de que uma pessoa que tenha uma atividade própria ou tenha um micro negócio jamais poderia faze-lo. Todo mundo sabe que fa zer propaganda é muito caro e só empresas organizadas, é que têm condições de ter verbas disponíveis para fazer propaganda e nesta ideia de reunir centenas, milhares de microempreendedores, através dessa rede associativa de negócios na base da economia popular. Com a Rede Trabalho, esse mix de atividades será reconhecido através de um portal com toda uma rede integrada, através de 30 rádios, programa de TV e outros meios de comunicação e vai ser desencadeado todo um processo de divulgação onde a ideia é que qualquer tipo de atividade, seja um professor de reforço escolar, seja um artesão, um poeta, uma bordadeira, qualquer tipo de atividade legal que justifique consumo social vai ter divulgação. O grande desafio é fazer com que todo tipo de atividae, em qualquer lugar, por mais escondida que esteja, seja divulgada através do ACHE QUEM FAZ.


O site é uma ferramenta de gestão, é um processo de inclusão digital, que vai reunir milhares de pessoas que estão envolvidas nessas atividades.


Miguel Farias encerrou o Programa Liberdade de Expressão, agradecendo a todos e ratificando a imperiosa liberdade de expressão que é condição fundamental do programa, com missão plenamente cumprida, junto aos seus convidados, suas ideias e opiniões.



JAIR PEREIRA, JAIR POETA DO SUBMUNDO, JAIR POETA!





EQUIPE DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO





assessoria de comunicação

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - GERAÇÃO DE EMPREGOS E RENDA E MICRONEGÓCIOS
Explicit
November 17, 2007 01:06 PM PST

Dentro da filosofia do Programa Liberdade de Expressão do dia 05 de novembro de 2007, Miguel Farias convidou mais um segmento social para discussão neste espaço, onde a liberdade de expressão é uma característica fundamental, neste horário da TV Nova, Canal 22 - Educativa Aberta - retransmitido pela NET - Canal 45 ou 58 e Cabo Mais - Canal 20. A conversa com Élcio Guimarães - Secretário Adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Olinda, Demetrius Aragão - Coordenador do Banco Popular de Olinda, com a Artesã e formadora de mão de obra, Walkíria Diniz e com o Gestor da Rede Trabalho, Paulo Roberto Silva, girou em torno da Geração de Emprego e Renda e Micronegócios, destacando-se entre todos os presentes a importância de que a sociedade tem papel preponderante para inclusão no mercado de trabalho, utilizando-se das facilidades de capacitação, de obtenção de pequenos créditos e da nova ideia de divulgação lançada através de Rede Trabalho.

Como atração do Programa Liberdade de Expressão, foi convidado o Poeta Jair Pereira, que se autodenomina "um poeta do submundo", um vencedor, que após participar de um de nossos debates (sobre poesia), foi à luta e teve seu livro - METÁFORAS - lançado na Bienal do Livro 2007 e que está à venda através do site http://www.livrorapido.com.br/ - na Oficina da Música e através do telefone 34395788.


NOSSOS CONVIDADOS


JAIR POETA PEREIRA, PAULO ROBERTO-REDE TRABALHO-WALKÍRIA DINIZ-ARTESÃ E FORMADORA DE MÃO DE OBRA - AÍ NO MEIO, MIGUEL FARIAS - ÉLCIO GUIMARÃES-SEC. ADJUNTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE OLINDA E DEMETRIUS ARAGÃO - BANCO POPULAR E AJOELHADOS DOIS EXCELENTES TÉCNICOS DA TV NOVA JOAB QUENTAL, DO SOM E CIANO, CÂMERA


MIGUEL FARIAS


MIGUEL FARIAS LADEADO PELO PAULO ROBERTO, WALKÍRIA DINIZ, ÉLCIO GUIMARÃES E DEMETRIUS ARAGÃO


CONVIDADOS

ÉLCIO GUIMARÃES - SECRETÁRIO ADJUNTO DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE OLINDA

Rua Professor Candido Pessoa, 425 - Bairro Novo - Olinda - Fone 34393927 e 34392286


DEMETRIUS ARAGÃO, COORDENADOR DO BANCO POPULAR DE OLINDA

Rua Cândido Pessoa, 425 - Bairro Novo - Olinda - Fone> 34393927 e 34392286


WALKÍRIA DINIZ - ARTESÃO - FORMADORA DE MÃO DE OBRA - REPRESENTANTE COMERCIAL




fone: 34220954 e 87160954




PAULO ROBERTO DA SILVA DIRETOR-EXECUTIVO DA REDE TRABALHO, CONSULTOR EM GESTÃO ESTRATÉGICA, EX-DIRETOR COMERCIAL DO CENTRO DA MODA, EX-SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE OLINDA


Miguel solicitou ao Secretário Adjunto, que fizesse um panorama sobre a posição da Município em relação a geração de emprego e renda e micronegócios, e segundo Élcio Guimarães, em 2001, antes mesmo de se eleger prefeita, Luciana Santos já dizia com particular sinceridade, que essa questão do emprego, da violência, inclucive, da falta de segurança ou do desemprego. era uma questão nacional que não pode ser vista apenas do ponto de vista local e que ela tem que ser enfrentada do ponto de vista nacional porque depende de questões conjunturais, quer dizer: dizem respeito às questões estruturais dos municípios e às questões locais também. Na frente, afirmou, temos muitas coisas que podemos comemorar. Em 2001, quando o Secretário de Desenvolvimento Econômico era o Clodoaldo Torres, já iniciávamos ali um trabalho árduo na tentativa de reverter a situação que a cidade de Olinda vivia. Nós fizemos projetos, o Clodoal, o Samuel, o Ivaldevan Calheiros, toda equipe, em busca de novos investimentos para a cidade de Olinda. Nós podemos comemorar desde aquela época prá cá, boas conquistas, como a vinda do Atacadão Extra, um dos maiores laboratórios do mundo, a Ticket Restaurante, uma empresa de serviços com excelente arrecadação para o município e mais recentemente, não só por conta dessas iniciativas, mas de outras performances do governo municipaç, nós conseguimos o Hiperbompreço de Casa Caiada, duas empresas de veículos, a Pedragon, uma delas, enfim, Olinda começa a viver outro ambiente e com o PAC, do Governo Federal, esssa perspectiva conjuntural começa a se reverter. Então, temos algumas coisas locais para comemorar e estamos acompanhando o desenvolvimento nacional, como sendo pano de fundo importante, sem o qual essa questão do desemprego e da violência não pode ser combatida com veemência e com eficácia.


Miguel Farias falou sobre a importancia do trabalho da Walkiria Diniz, salientando que a hobbyart é um grande gerador de renda, especialmente no eixo sul-sudeste, mas que ainda não está amplamente disseminado aqui na região, não tendo aquela força toda, mas que já entusiasma, mesmo sem ter visibilidade na mídia.


A respeito, Walkíria Diniz falou que realmente estava correta a afirmação de que a hobbyart é uma grande geradora de renda, e conforme afirmado pelo Élcio, nós convivemos diàriamente com a violência, com a informalidade não só aqui na região, mas no Brasil inteiro. Falando como artesã, recebo mensagens de todo o país, de pessoas que querem aprender e querem sair da informalidade. Essas pessoas têm que começar de algum ponto e, como professora, tenho alunos de alta e baixa renda. Pessoas que têm tudo e que precisam de uma atividade até por recomendação médica e pessoas que não têm nada e que trabalhando conseguem manter uma casa, uma família, filhos, marido desempregado. No geral é preciso realmente trabalhar, as pessoas estão precisando de uma luz, pois não sabem o que fazer. As artes manuais integram muita gente no mercado, justamente por atingir um público imenso.


Ao se dirigir ao Coordenador do Banco Popular de Olinda, Demetrius Aragão, Miguel falou sobre os incentivos dos governos federal, estadual e municipal e perguntou sobre a forma como é feito o acompanhamento dos empréstimos feitos aos pequenos formais e informais através do banco, informando o Demetrius, que o Banco Popular foi criado na gestão da Prefeita Luciana Santos, com o objetivo de financiar capital de giro para pequenos empreendedores do Município que já estão em atividade ou que desejam iniciar um pequeno negócio. Em relação ao acompanhamento, no programa Banco Popular o cliente que vai pleitear o crédito, recebe além do pleiteado, assessoria gratuita para acompanhamento da atividade. Atualmente, com a junção da Secretaria de Desenvolvimento Econômico com a Social, estamos preparando cursos de capacitação´para oferecer aos clientes a partir de novembro/dezembro.Esse programa está voltado exclusivamente para o pequeno empreendedor informal. que normalmente não tem condições de tirar financiamento em bancos tradicionais e pode ser pleiteado sob duas formas: individual, com um avalista, ou de forma solidária, com duas ou mais pessoas que se ajudam mutuamente.


Segundo Miguel Farias, é preciso reconhecer o esforço do Governo Lula, criando mecanismos facilitadores de microcrédito, de capacitação através dos governos municipais, estaduais e instituições, principalmente do Sistema S, apesar de o SENAC, não mais estar ao alcance da população em geral por estar muito caro e muito elitizado, que não é tanto a função do Sistema, mas... apesar dessa discrepância não se pode negar que o governo e as instituições têm apoiado bastante microempresários formais e informais, mas tem um aspecto que fica difícil, que é justamente a questão da venda, da comercialização, da publicidade, que deixa cada um por si e a Rede Trabalho lançou um projeto que apoia esse micro na questão da divulgação, da comercialização e o Paulo Roberto, Diretor-Executivo, falará um pouco do "Ache quem Faz", um sistema de marketing integrado que dá um impulso ao micro formal ou informal, na questão da comercialização.


Segundo Paulo Roberto, foi muito bom ouvir os participantes se manifestarem a respeito antes, porque pareceu um quase preambulo do que nós vamos comentar agora. A Rede Trabalho é uma entidade associativa que vai conduzir um conjunto de estratégias, que nõs denominamos 'ACHE QUEM FAZ", que vai associar a divulgação intensiva de pessoas que trabalham por conta própria ou que têm um micronegócio. Justamente esse público que objeto dessa discussão hoje aqui, inclusive nós temos duas pessoas que se enquadram dentro desse nicho de atividades, como Walkíria, que desempenha esse trabalho, difunde essa atividade e um poeta que precisa além da divulgação da arte, precisa vender porque não pode ficar na arte em si, ela tem que ser divulgada e vendida para que ele possa elaborar outros trabalhos, porque ele precisa de sustentabilidade e para isso, é preciso que ele tenha público consumidor que se interesse pela arte dele. Da mesma forma que o Jair, as pessoas que aprendem com a Waljíria também necessitam de divulgação para se sustentarem no mercado.


Há, segundo Paulo Roberto, um ciclo que se inicia com o setor público que promove a capacitação, apoia o financiamento e finalmente a venda que é a parte vital, o fechamento. O ACHE QUEM FAZ é uma opção de criar estratégia, que seja possível localizar qualquer atividade que tenha uma justificativa de consumo social, que ela seja encontrada pelo mercado. Essa estratégia é um conjunto de ações que envolve programa de Tv, rádios, outdoors, todos os artifícios de divulgação que envolvem e que forem possíveis ser feitos, associado a um portal da internet, que vai fazer a interface com todas essas atividades.


site: http://www.achequemfaz.com.br/


Voltando para Élcio, Miguel afirma que é visível que existe um tabalho do grupo da administração local e até do governo estadual e federal para infraestrutura da cidade. Isso aí realmente gera renda, gera negócio a olhos vistos, a curto, médio e longo prazo. Na prática, pergunta, quais as ações que o governo municipal pretendem incentivar, principalmente para o informal que está querendo ter uma oportunidade de sobreviver?


Explicou Élcio, que essa junção do microcrédito com o Bolsa Família aqui na cidade de Olinda, está nos encaminhando nessa direção. As pessoas pensam de forma equivocada, mas elas nâo têm obrigação de conhecer tudo com relação do bolsa família. Garanto que não é meramente assistencialista, com repasse de renda para população mais carente da cidade. Não é isto. Quando Lula criou o Bolsa Família, ele reuniu vários programas sociais sob o escopo do BF e permitiu que a população de baixa e baixíssima renda tivesse ali, efetivamente, o recurso para sair da linha de miserabilidade absoluta para suas questões de ordem social. Quando nós trabalhamos essa faceta do microcrédito nessa comunhão o Banco Popular/Bolsa Família é porque o programa também preceitua essa junção. Ele é um programa como forma de modelo de formação profissional e nós já temos em andamento não só pelo Bolsa Família, mas por outros programas que dão essa condição, recursos direcionados para a capacitação profissional e nós já o fizemos cursos para garçons, manicures, pintores, lá na sede do BF. A prioridade é para quem é cadastrado no BF, mesmo que ainda não tenha recebido, mas tem que estar dentro do perfil, que é de ter renda máxima de até R$ 120,00 por pessoa na família, mesmo que seja informal, sem comprovação de renda. Os cursos são para capacitação e inclusão produtiva, com a oferta de crédito, porque não adianta capacitar e não proporcionar o crédito para empreender. Esse benefício vai de R$ 100,00 a R$ 10.000,00.


Para Walkíria Diniz, o tema que é polêmico, preisa ser encarado da seguinte forma: se voce precisa de crédito para instalar seu micronegócio, dirija-se ao Banco Popular. Ao receber o seu Bolsa Família, guarde uma parte e invista, de forma que a parte guardada duplique, triplique, com ajuda da família, porque as artes manuais permitem essa ação. Trabalhar em casa com a família. E para divulgar e vender seu trabalho, coloque-o no ACHE QUEM FAZ. Com certeza, os R$ 100, guardados se tranformarão em R$ 200,00 ou R$ 300,00!


E como vai ser a divulgação no ACHE QUEM FAZ?, perunta Miguel ao Paulo Roberto.


Com o ACHE QUEM FAZ, diz Paulo Roberto, pretendemos criar um imenso cadastro das diversas atividades. Prá voce ter uma ideia Miguel, são 6 setores diferentes que se subdividem em 72 segmentos, que por sua vez se subdividem em 320 atividades de negócios tanto formal como informal. Então a ideia é fazermos dento desse conjunto de ações, uma divulgação massiva através dos vários meios de comunicação, numa condição de que uma pessoa que tenha uma atividade própria ou tenha um micro negócio jamais poderia faze-lo. Todo mundo sabe que fa zer propaganda é muito caro e só empresas organizadas, é que têm condições de ter verbas disponíveis para fazer propaganda e nesta ideia de reunir centenas, milhares de microempreendedores, através dessa rede associativa de negócios na base da economia popular. Com a Rede Trabalho, esse mix de atividades será reconhecido através de um portal com toda uma rede integrada, através de 30 rádios, programa de TV e outros meios de comunicação e vai ser desencadeado todo um processo de divulgação onde a ideia é que qualquer tipo de atividade, seja um professor de reforço escolar, seja um artesão, um poeta, uma bordadeira, qualquer tipo de atividade legal que justifique consumo social vai ter divulgação. O grande desafio é fazer com que todo tipo de atividae, em qualquer lugar, por mais escondida que esteja, seja divulgada através do ACHE QUEM FAZ.


O site é uma ferramenta de gestão, é um processo de inclusão digital, que vai reunir milhares de pessoas que estão envolvidas nessas atividades.


Miguel Farias encerrou o Programa Liberdade de Expressão, agradecendo a todos e ratificando a imperiosa liberdade de expressão que é condição fundamental do programa, com missão plenamente cumprida, junto aos seus convidados, suas ideias e opiniões.



JAIR PEREIRA, JAIR POETA DO SUBMUNDO, JAIR POETA!





EQUIPE DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO





assessoria de comunicação

PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO - GERAÇÃO DE EMPREGOS E RENDA E MICRONEGÓCIOS
Explicit
November 17, 2007 01:06 PM PST

Dentro da filosofia do Programa Liberdade de Expressão do dia 05 de novembro de 2007, Miguel Farias convidou mais um segmento social para discussão neste espaço, onde a liberdade de expressão é uma característica fundamental, neste horário da TV Nova, Canal 22 - Educativa Aberta - retransmitido pela NET - Canal 45 ou 58 e Cabo Mais - Canal 20. A conversa com Élcio Guimarães - Secretário Adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Olinda, Demetrius Aragão - Coordenador do Banco Popular de Olinda, com a Artesã e formadora de mão de obra, Walkíria Diniz e com o Gestor da Rede Trabalho, Paulo Roberto Silva, girou em torno da Geração de Emprego e Renda e Micronegócios, destacando-se entre todos os presentes a importância de que a sociedade tem papel preponderante para inclusão no mercado de trabalho, utilizando-se das facilidades de capacitação, de obtenção de pequenos créditos e da nova ideia de divulgação lançada através de Rede Trabalho.

Como atração do Programa Liberdade de Expressão, foi convidado o Poeta Jair Pereira, que se autodenomina "um poeta do submundo", um vencedor, que após participar de um de nossos debates (sobre poesia), foi à luta e teve seu livro - METÁFORAS - lançado na Bienal do Livro 2007 e que está à venda através do site http://www.livrorapido.com.br/ - na Oficina da Música e através do telefone 34395788.


NOSSOS CONVIDADOS


JAIR POETA PEREIRA, PAULO ROBERTO-REDE TRABALHO-WALKÍRIA DINIZ-ARTESÃ E FORMADORA DE MÃO DE OBRA - AÍ NO MEIO, MIGUEL FARIAS - ÉLCIO GUIMARÃES-SEC. ADJUNTO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE OLINDA E DEMETRIUS ARAGÃO - BANCO POPULAR E AJOELHADOS DOIS EXCELENTES TÉCNICOS DA TV NOVA JOAB QUENTAL, DO SOM E CIANO, CÂMERA


MIGUEL FARIAS


MIGUEL FARIAS LADEADO PELO PAULO ROBERTO, WALKÍRIA DINIZ, ÉLCIO GUIMARÃES E DEMETRIUS ARAGÃO


CONVIDADOS

ÉLCIO GUIMARÃES - SECRETÁRIO ADJUNTO DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE OLINDA

Rua Professor Candido Pessoa, 425 - Bairro Novo - Olinda - Fone 34393927 e 34392286


DEMETRIUS ARAGÃO, COORDENADOR DO BANCO POPULAR DE OLINDA

Rua Cândido Pessoa, 425 - Bairro Novo - Olinda - Fone> 34393927 e 34392286


WALKÍRIA DINIZ - ARTESÃO - FORMADORA DE MÃO DE OBRA - REPRESENTANTE COMERCIAL




fone: 34220954 e 87160954




PAULO ROBERTO DA SILVA DIRETOR-EXECUTIVO DA REDE TRABALHO, CONSULTOR EM GESTÃO ESTRATÉGICA, EX-DIRETOR COMERCIAL DO CENTRO DA MODA, EX-SECRETÁRIO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE OLINDA


Miguel solicitou ao Secretário Adjunto, que fizesse um panorama sobre a posição da Município em relação a geração de emprego e renda e micronegócios, e segundo Élcio Guimarães, em 2001, antes mesmo de se eleger prefeita, Luciana Santos já dizia com particular sinceridade, que essa questão do emprego, da violência, inclucive, da falta de segurança ou do desemprego. era uma questão nacional que não pode ser vista apenas do ponto de vista local e que ela tem que ser enfrentada do ponto de vista nacional porque depende de questões conjunturais, quer dizer: dizem respeito às questões estruturais dos municípios e às questões locais também. Na frente, afirmou, temos muitas coisas que podemos comemorar. Em 2001, quando o Secretário de Desenvolvimento Econômico era o Clodoaldo Torres, já iniciávamos ali um trabalho árduo na tentativa de reverter a situação que a cidade de Olinda vivia. Nós fizemos projetos, o Clodoal, o Samuel, o Ivaldevan Calheiros, toda equipe, em busca de novos investimentos para a cidade de Olinda. Nós podemos comemorar desde aquela época prá cá, boas conquistas, como a vinda do Atacadão Extra, um dos maiores laboratórios do mundo, a Ticket Restaurante, uma empresa de serviços com excelente arrecadação para o município e mais recentemente, não só por conta dessas iniciativas, mas de outras performances do governo municipaç, nós conseguimos o Hiperbompreço de Casa Caiada, duas empresas de veículos, a Pedragon, uma delas, enfim, Olinda começa a viver outro ambiente e com o PAC, do Governo Federal, esssa perspectiva conjuntural começa a se reverter. Então, temos algumas coisas locais para comemorar e estamos acompanhando o desenvolvimento nacional, como sendo pano de fundo importante, sem o qual essa questão do desemprego e da violência não pode ser combatida com veemência e com eficácia.


Miguel Farias falou sobre a importancia do trabalho da Walkiria Diniz, salientando que a hobbyart é um grande gerador de renda, especialmente no eixo sul-sudeste, mas que ainda não está amplamente disseminado aqui na região, não tendo aquela força toda, mas que já entusiasma, mesmo sem ter visibilidade na mídia.


A respeito, Walkíria Diniz falou que realmente estava correta a afirmação de que a hobbyart é uma grande geradora de renda, e conforme afirmado pelo Élcio, nós convivemos diàriamente com a violência, com a informalidade não só aqui na região, mas no Brasil inteiro. Falando como artesã, recebo mensagens de todo o país, de pessoas que querem aprender e querem sair da informalidade. Essas pessoas têm que começar de algum ponto e, como professora, tenho alunos de alta e baixa renda. Pessoas que têm tudo e que precisam de uma atividade até por recomendação médica e pessoas que não têm nada e que trabalhando conseguem manter uma casa, uma família, filhos, marido desempregado. No geral é preciso realmente trabalhar, as pessoas estão precisando de uma luz, pois não sabem o que fazer. As artes manuais integram muita gente no mercado, justamente por atingir um público imenso.


Ao se dirigir ao Coordenador do Banco Popular de Olinda, Demetrius Aragão, Miguel falou sobre os incentivos dos governos federal, estadual e municipal e perguntou sobre a forma como é feito o acompanhamento dos empréstimos feitos aos pequenos formais e informais através do banco, informando o Demetrius, que o Banco Popular foi criado na gestão da Prefeita Luciana Santos, com o objetivo de financiar capital de giro para pequenos empreendedores do Município que já estão em atividade ou que desejam iniciar um pequeno negócio. Em relação ao acompanhamento, no programa Banco Popular o cliente que vai pleitear o crédito, recebe além do pleiteado, assessoria gratuita para acompanhamento da atividade. Atualmente, com a junção da Secretaria de Desenvolvimento Econômico com a Social, estamos preparando cursos de capacitação´para oferecer aos clientes a partir de novembro/dezembro.Esse programa está voltado exclusivamente para o pequeno empreendedor informal. que normalmente não tem condições de tirar financiamento em bancos tradicionais e pode ser pleiteado sob duas formas: individual, com um avalista, ou de forma solidária, com duas ou mais pessoas que se ajudam mutuamente.


Segundo Miguel Farias, é preciso reconhecer o esforço do Governo Lula, criando mecanismos facilitadores de microcrédito, de capacitação através dos governos municipais, estaduais e instituições, principalmente do Sistema S, apesar de o SENAC, não mais estar ao alcance da população em geral por estar muito caro e muito elitizado, que não é tanto a função do Sistema, mas... apesar dessa discrepância não se pode negar que o governo e as instituições têm apoiado bastante microempresários formais e informais, mas tem um aspecto que fica difícil, que é justamente a questão da venda, da comercialização, da publicidade, que deixa cada um por si e a Rede Trabalho lançou um projeto que apoia esse micro na questão da divulgação, da comercialização e o Paulo Roberto, Diretor-Executivo, falará um pouco do "Ache quem Faz", um sistema de marketing integrado que dá um impulso ao micro formal ou informal, na questão da comercialização.


Segundo Paulo Roberto, foi muito bom ouvir os participantes se manifestarem a respeito antes, porque pareceu um quase preambulo do que nós vamos comentar agora. A Rede Trabalho é uma entidade associativa que vai conduzir um conjunto de estratégias, que nõs denominamos 'ACHE QUEM FAZ", que vai associar a divulgação intensiva de pessoas que trabalham por conta própria ou que têm um micronegócio. Justamente esse público que objeto dessa discussão hoje aqui, inclusive nós temos duas pessoas que se enquadram dentro desse nicho de atividades, como Walkíria, que desempenha esse trabalho, difunde essa atividade e um poeta que precisa além da divulgação da arte, precisa vender porque não pode ficar na arte em si, ela tem que ser divulgada e vendida para que ele possa elaborar outros trabalhos, porque ele precisa de sustentabilidade e para isso, é preciso que ele tenha público consumidor que se interesse pela arte dele. Da mesma forma que o Jair, as pessoas que aprendem com a Waljíria também necessitam de divulgação para se sustentarem no mercado.


Há, segundo Paulo Roberto, um ciclo que se inicia com o setor público que promove a capacitação, apoia o financiamento e finalmente a venda que é a parte vital, o fechamento. O ACHE QUEM FAZ é uma opção de criar estratégia, que seja possível localizar qualquer atividade que tenha uma justificativa de consumo social, que ela seja encontrada pelo mercado. Essa estratégia é um conjunto de ações que envolve programa de Tv, rádios, outdoors, todos os artifícios de divulgação que envolvem e que forem possíveis ser feitos, associado a um portal da internet, que vai fazer a interface com todas essas atividades.


site: http://www.achequemfaz.com.br/


Voltando para Élcio, Miguel afirma que é visível que existe um tabalho do grupo da administração local e até do governo estadual e federal para infraestrutura da cidade. Isso aí realmente gera renda, gera negócio a olhos vistos, a curto, médio e longo prazo. Na prática, pergunta, quais as ações que o governo municipal pretendem incentivar, principalmente para o informal que está querendo ter uma oportunidade de sobreviver?


Explicou Élcio, que essa junção do microcrédito com o Bolsa Família aqui na cidade de Olinda, está nos encaminhando nessa direção. As pessoas pensam de forma equivocada, mas elas nâo têm obrigação de conhecer tudo com relação do bolsa família. Garanto que não é meramente assistencialista, com repasse de renda para população mais carente da cidade. Não é isto. Quando Lula criou o Bolsa Família, ele reuniu vários programas sociais sob o escopo do BF e permitiu que a população de baixa e baixíssima renda tivesse ali, efetivamente, o recurso para sair da linha de miserabilidade absoluta para suas questões de ordem social. Quando nós trabalhamos essa faceta do microcrédito nessa comunhão o Banco Popular/Bolsa Família é porque o programa também preceitua essa junção. Ele é um programa como forma de modelo de formação profissional e nós já temos em andamento não só pelo Bolsa Família, mas por outros programas que dão essa condição, recursos direcionados para a capacitação profissional e nós já o fizemos cursos para garçons, manicures, pintores, lá na sede do BF. A prioridade é para quem é cadastrado no BF, mesmo que ainda não tenha recebido, mas tem que estar dentro do perfil, que é de ter renda máxima de até R$ 120,00 por pessoa na família, mesmo que seja informal, sem comprovação de renda. Os cursos são para capacitação e inclusão produtiva, com a oferta de crédito, porque não adianta capacitar e não proporcionar o crédito para empreender. Esse benefício vai de R$ 100,00 a R$ 10.000,00.


Para Walkíria Diniz, o tema que é polêmico, preisa ser encarado da seguinte forma: se voce precisa de crédito para instalar seu micronegócio, dirija-se ao Banco Popular. Ao receber o seu Bolsa Família, guarde uma parte e invista, de forma que a parte guardada duplique, triplique, com ajuda da família, porque as artes manuais permitem essa ação. Trabalhar em casa com a família. E para divulgar e vender seu trabalho, coloque-o no ACHE QUEM FAZ. Com certeza, os R$ 100, guardados se tranformarão em R$ 200,00 ou R$ 300,00!


E como vai ser a divulgação no ACHE QUEM FAZ?, perunta Miguel ao Paulo Roberto.


Com o ACHE QUEM FAZ, diz Paulo Roberto, pretendemos criar um imenso cadastro das diversas atividades. Prá voce ter uma ideia Miguel, são 6 setores diferentes que se subdividem em 72 segmentos, que por sua vez se subdividem em 320 atividades de negócios tanto formal como informal. Então a ideia é fazermos dento desse conjunto de ações, uma divulgação massiva através dos vários meios de comunicação, numa condição de que uma pessoa que tenha uma atividade própria ou tenha um micro negócio jamais poderia faze-lo. Todo mundo sabe que fa zer propaganda é muito caro e só empresas organizadas, é que têm condições de ter verbas disponíveis para fazer propaganda e nesta ideia de reunir centenas, milhares de microempreendedores, através dessa rede associativa de negócios na base da economia popular. Com a Rede Trabalho, esse mix de atividades será reconhecido através de um portal com toda uma rede integrada, através de 30 rádios, programa de TV e outros meios de comunicação e vai ser desencadeado todo um processo de divulgação onde a ideia é que qualquer tipo de atividade, seja um professor de reforço escolar, seja um artesão, um poeta, uma bordadeira, qualquer tipo de atividade legal que justifique consumo social vai ter divulgação. O grande desafio é fazer com que todo tipo de atividae, em qualquer lugar, por mais escondida que esteja, seja divulgada através do ACHE QUEM FAZ.


O site é uma ferramenta de gestão, é um processo de inclusão digital, que vai reunir milhares de pessoas que estão envolvidas nessas atividades.


Miguel Farias encerrou o Programa Liberdade de Expressão, agradecendo a todos e ratificando a imperiosa liberdade de expressão que é condição fundamental do programa, com missão plenamente cumprida, junto aos seus convidados, suas ideias e opiniões.



JAIR PEREIRA, JAIR POETA DO SUBMUNDO, JAIR POETA!





EQUIPE DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO





assessoria de comunicação

NATAL EM OLINDA É SHOW! COM GERAÇÃO DE EMPREO E RENDA
Explicit
November 04, 2007 08:33 PM PST
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No Programa Liberdade de Expressão do dia 29 de outubro de 2007, Miguel Farias conversou sobre a cidade de Olinda, que desde sempre tem sido considerada uma “cidade dormitório”, o que de certa forma incomoda a tantos que nela residem e que se deslocam para Recife e adjacências para trabalhar e fazer suas compras.Uma cidade de aproximadamente 400.000 habitantes, 1ª. Capital Brasileira da Cultura, com problemas de cidade grande e arrecadação de cidade pequena, mas que as notícias publicadas nos jornais alertam para uma transformação geral e progressiva e que certamente tirará do marasmo a maior parte da população, que necessita de novos instrumentos de participação social, para que os projetos sociais possam realmente atingir quem necessita. O Programa Liberdade de Expressão, seguindo sua filosofia de fazer repensar cada setor da sociedade que pode alterar de forma positiva a vida das pessoas, também chamou para si a discussão sobre o comércio de Olinda, especialmente durante o lançamento da Campanha NATAL EM OLINDA É SHOW!, esperando dessa forma provocar mais reflexões sobre o contexto social que está atravessando a sociedade brasileira, carecendo cada vez mais promover a dignidade de seus cidadãos, o que só se consegue com um lar e um emprego digno e empresários satisfeitos e prósperos com suas realizações. E todos serão prósperos.

Para o debate foram convidados os senhores:

JOSÉ RAMOS DE ANDRADE – PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DIRIGENTES LOJISTAS DE OLINDA - QUE NÃO PÔDE COMPARECER POR MOTIVO DE VIAGEM
VICENTE LOPES DA SILVA – VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DIRIGENTES LOJISTAS DE OLINDA
PÉRICLES PESSOA – DIRETOR EXECUTIVO DA CÂMARA DOS DIRIGENTES LOJISTAS DE OLINDA
FÁBIO COSTA – EX-PRESIDENTE E DIRETOR DO SPC OLINDA
NERTEVAL DOS SANTOS – PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS EMPRESÁRIOS DA ORLA
LEONARDO JANSEN – GERENTE DA CREDIMÓVEIS NOVOLAR
ÉLCIO GUIMARÃES – SECRETÁRIO ADJUNTO DA SECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE OLINDA
MARY DE SENNA – CANTORA E COMPOSITORA, ACOMPANHADA PELO TECLADISTA JURANDY CAMPOS
VALDI BRITO – ARTISTA PLÁSTICO

NERTEVAL DOS SANTOS – Presidente da Associação dos Empresários da Orla, fundada em novembro de 2003, que tem como objetivos principais, proporcionar aos seus associados a defesa, o estímulo e o amparo dos seus direitos, deveres e conveniências empresariais; contribuir para a economia do Município de Olinda, utilizando as possibilidades locais, regionais e internacionais, através da permuta de valores e conhecimentos; desenvolver, entre os seus associados, o espírito de cooperação e solidariedade, tendo como princípio o entendimento de que a atuação da iniciativa privada, de modo coordenado e planejado, é o alicerce de uma sociedade mais justa; criar e manter serviços de utilidade aos seus associados; sugerir e cooperar com os poderes públicos no encaminhamento e solução dos problemas econômicos, financeiros e sociais de Olinda, sobretudo a sua Orla Marítima e adjacências e representar os associados perante os poderes públicos, judicial e extrajudicialmente, naquilo que a Lei permitir, em defesa de seus direitos e interesses.
Segundo Neterval Santos, em sua participação no Programa Liberdade de Expressão, Olinda é linda, ainda carrega consigo o estigma de cidade dormitório, mas o crescimento da cidade na orla, tem sido crescente, com a participação de todos os empresários, provocando o estabelecimento de novas casas. Neterval dos Santos, que se estabeleceu ali há 12 anos, tem sido, especialmente agora, como presidente da Associação, testemunha de todo o trabalho ali realizado ora pela Prefeitura, revitalizando o espaço, ora pelos empresários na busca incessante de trazer o cliente, tratá-lo bem, com funcionários capacitados e criando um pólo gastronômico respeitado.

VICENTE LOPES DA SILVA – Vice-Presidente da CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas de Olinda e também representante do Corredor da Avenida Presidente Kennedy, onde tem a loja Vicente Auto Peças. Segundo Vicente, pouca gente sabe, mas a Presidente Kennedy é o maior corredor de auto peças do Brasil, num raio de 500 metros, com mais de 40 lojas, todas disputando o mesmo espaço e o mesmo cliente e que tem trabalhado para que esse corredor tenha destaque na avenida. Segundo Vicente, há uma enorme diversificação no comércio daquela área, com lojas de móveis, materiais de construção, eletrodomésticos, grandes hipermercados fazendo especulações para ali se instalarem num futuro bem próximo, aconselhando todos que queiram ali se instalar que podem fazê-lo, porque a área está preparada para receber qualquer tipo de investimento. Em particular, diz Vicente, que está na Avenida Presidente Kennedy há mais de 20 anos, começando com uma oficina e criando a empresa que tem hoje à custa de muito trabalho, “tenho o prazer de dizer que sou exatamente o oposto de como querem rotular a cidade e diz que em Olinda nada dá certa. Comecei em Olinda, tenho uma cadeia de cinco lojas, já ganhamos alguns prêmios de expressão nacional e nossa empresa está entre as 50 melhores do Brasil.” Portanto, Olinda já deu certo!

FÁBIO COSTA – Ex-Presidente da CDL Olinda e atual Diretor do SPC Olinda, respondendo a intervenção do entrevistador sobre a grande descentralização do comércio de Olinda e a dificuldade que tem o comprador em procurar as lojas e pesquisar preços, por conta da grande distancia entre elas, o Fábio Costa respondeu que essa sempre foi uma grande preocupação de todos os comerciantes e um ponto polêmico uma vez que os empresários foram se instalando aleatoriamente e nunca houve, de fato, um trabalho de infraestrutura para se criar um local com estacionamento, muito menos um ambiente comercial de fácil acesso para os compradores. Salientou Fábio, que não é problema de uma administração em especial mas que vem se avolumando durante anos e anos prejudicando o fluxo de consumidores e evidentemente provocando declínio no comércio local.

LEONARDO JANSEN – Gerente da CREDIMÓVEIS NOVOLAR, presente na cidade há 41 anos, respondendo ao entrevistador sobre quais as dificuldades que uma loja do porte da Credimóveis enfrenta no comércio local e quais as ações para enfrentamento da concorrências de suas próprias lojas irmãs e do Shopping, que de repente é predador para o comércio local porque Olinda não oferece estrutura e os consumidores atravessam todo o corredor e migram para os shoppings e para o Recife, conforme já havia falado o Fábio Costa. Leonardo afirmou que a loja de Olinda é a que mais sofre concorrência inclusive das iguais em Recife, Paulista, do Tacaruna, do Hiper, do pólo Peixinhos, exatamente pela falta de cultura do olindense de comprar na cidade, mesmo a preços iguais e às vezes até mais barato. Para incrementar vendas neste Natal, a Credimóveis, em parceria com a CDL, empresários da orla e demais comerciantes, está promovendo o Natal em Olinda é Show! Com sorteio de prêmios para os clientes compradores das lojas na cidade, esperando que haja um incremento nas vendas e lógicamente uma melhoria na situação do comércio local.

Para PÉRICLES PESSOA, Diretor Executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas, é uma das bases da CDL mostrar e buscar com todos os seus esforços a melhoria do funcionamento do comércio local, mesmo operando há somente 6 anos na cidade, já tendo realizado grande trabalho. A demora na fundação da entidade – a de Paulista já tem 25 anos e a de Abreu e Lima 15 – e o retardamento na criação d Câmara, trouxe prejuízo para a cidade e muitas empresas localizadas em Olinda ainda estão associadas à CDL’s de outros estados e cidades. Num esforço de todos a Câmara de Dirigentes mudou e transferiu sua sede para a Praça 12 de Março, onde em condições muito melhores estão preparados para oferecer aos associados e ao poder público parcerias buscando encontrar saídas para a renovação e revitalização do comercio local. A Campanha de Natal vem em boa hora, para um início de transformação e afastar de vez o estigma de “cidade dormitório”.
Segundo Péricles, Olinda tem problemas para incremento do comércio local, que estão sendo devidamente pontuados, a exemplo do pólo gastronômico, citado pelo Neterval, que tem apresentado resultados favoráveis, especialmente com a capacitação dos funcionários, junto a entidades como o Sebrae e Senac, cujos resultados estão sendo compensados com a atração de uma clientela exigente e que espera encontrar um ambiente especial quando se dirige para a orla de Olinda. O que o público deve perceber e começa a sentir, é que todo esse trabalho é uma oportunidade de busca de faltas e deve procurar se utilizar da rede comercial para atender às novas necessidades.
Segundo Miguel Farias, Olinda tem quase 400 mil habitantes, certamente uma população expressiva que se incentivados, certamente provocariam o incremento do comércio local, caso fossem estimulados a isso e fez uma convocação para a nossa necessidade de ser olindense também adquirindo os produtos da cidade, criando riqueza, empregos e um crescimento natural que atinge a todos.

MIGUEL FARIAS solicitou ao Secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico e Social de Olinda, ÉLCIO GUIMARÃES, que falasse sobre os projetos para Revitalização do Corredor da Avenida Presidente Kennedy, do Viaduto, Campo de Futebol no Complexo de Salgadinho, Orla, Instalação das Empresas de Informática ligadas ao Olinda Digital, noticiados nos jornais e que certamente alavancarão o desenvolvimento da cidade.
A respeito o Secretário Adjunto salientou que todos falaram com precisão sobre a cidade que vai receber ao longo dos próximos anos, através do esforço incansável da Prefeita Luciana Santos e de todo o seu secretariado, que estão sempre em busca de recursos externos para valorização da cidade. Ratificou a afirmação de que Olinda é realmente uma cidade com problemas de cidade grande e arrecadação de cidade pequena, por não ter um comércio pujante como o de Recife, que tem uma arrecadação dez vezes maior que a de Olinda que tem um terço da população da cidade vizinha, o que é uma disparidade diante do volume de despesas para mante-la em condições esseniais.
Os recursos externos, segundo Élcio Guimarães, servirão como instrumento para fomentar o desenvolvimento da região, no que o apoio do Presidente Lula foi fundamental e mais recentemente do Governador Eduardo Campos. Os 280 milhões que a Prefeitura espera receber nos próximos anos serão aplicados em obras estruturais para a cidade tais como o Giradouro de Peixinhos, que já está praticamente aprovado pelo Governo do Estado, o que provocará um melhor fluxo de veículos no sentido Paulista/Recife; as obras de urbanização na entrada da cidade – V-8, V-9, Ilha do Maruim e Varadouro já estão com recursos assegurados transformando a vida de centenas de pessoas que deixarão de morar em palafitas e terão casas, área de lazer e melhoria na qualidade de vida; o Canal também já está sendo tratado e o serviço se estenderá até a Presidente Kennedy, que hoje sofre com os alagamentos constantes. Enfim, o trabalho está sendo feito de forma incansável, para que Olinda seja alçada ao seu lugar de destaque, como Capital Brasileira da Cultura.

KLEBER GONÇALVES (o Kleber Negrão) da Rádio Nova falou sobre a importância de apoio dos empresários aos meios de comunicação local como a Rádio Nova e TV Nova, frisando da importância dessa interação, como forma de despertar o interesse da população pelos produtos da cidade, inclusive dos meios de comunicação.
Diversos telespectadores entraram em contato com o apresentador e convidados – Marcos, morador de Carpina e admirador d cidade, Batista, dono de buffet no Janga, Vanusa Alves, moradora do Jardim Atlântico e Antonio Elizabete, da Guabiraba, que fizeram diversas sugestões sobre entrada da cidade, Giradouro de Peixinhos, Decoração da Cidade, colocação de Placas de empresas da cidade, out doors, cuidados com as ruas esburacadas, com os jardins abandonados, inclusive pelos moradores próximos aos mesmos, que foram comentadas pelos convidados
MARY DE SENNA E VALDI BRITO Também estava presente a cantora Mary de Senna e o tecladista Jurandi Campos, que deram um show e o artista plástico Valdi Brito, que falou sobre sua exposição na Casa do Turista, no Sítio Histórico de Olinda.

EQUIPE:
DIREÇÃO EXECUTIVA E APRESENTAÇÃO: MIGUEL FARIAS
DIREÇÃO GERAL - KAKÁ NASCIMENTO
PRODUÇÃO: MARISTELA FARIAS
ÁUDIO - JOAB QUENTAL
CÂMERA - TUPI E JONACY SIMÕES
LULA - NOSSO CHEFE NA ORGANIZAÇÃO

POLO TECNOLÓGICO - OLINDA DIGITAL
Explicit
October 23, 2007 09:18 AM PDT
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O Programa Liberdade de Expressão, apresentado por Miguel Farias na TV Nova Canal 22 - retransmitido pela Net Canal 45 ou 58 e Cabo Mais Canal 20, seguindo sua filosofia de amplificar e dar visibilidade à produção cultural, filosófica e artística, levando conteúdo reflexivo para a população tomando em consideração as demandas dos movimentos sociais e principalmente discutir as possibilidades de inclusão social, cultural e econômica, convesará nesta segunda feira, dia 22 de outubro de 2007, com Isabel Grizzi, Presidente da AEBT-PE - Associação de Empresas de Base Tecnológica, Sócia Administrativa da Allen Informática (Empresa gestora do MIC Olinda) e responsável pelo MIC Olinda - Microsoft Inovation Center Olinda; com Oswaldo Lima Neto, Secretário de Planejamento Urbano , Transportes e Meio Ambiente da Prefeitura de Olinda; Marcos Ximenes - Diretor do CERCAP - Centro Brasileiro de Reciclagem e Capacitação Profissional e Celso Perez, Responsável pela Incubadora do Olinda Digital, denominada IOTIC.OD e naturalmente as informações atendem a todos que entendem ser a tecnologia aliada a educação um poder de transformação sem limite.
Estiveram também no Programa, a Banda Emolife e o pessoal do Festival Virtues Mùsica, que vai acontecer lá no Armazém 14 com Fresno, Ramirez, Ludov, Autoramas. Thesinks, Encarne e as bandas pernambucanas Poraogs, Mormaço, Device, Martinez, Bon Vivant, Enfase, Tabacos de Guevara e Revigoradoz.

Isabel Grizzi, Idealizadora do Olinda Digital, Presidente da AEBT-PE - Associação das Empresas de Base Tecnológica, Sócia Administradora da Allen Informática (Empresa Gestora do MIC Olinda - Microsoft Innovation Center Olinda)

Fachada da sede, que fica situada na Rua Manoel Borba, 270, no Varadouro e é fruto da parceria entre a Prefeitura, a AEBT - Associação de Empresas de Base Tecnológica e Allen Informática, o Centro Brasileiro de Reciclagem e Capacitação Profissional, empresas privadas e da gigante do setor de software, Microsoft.

Equipe do Programa Liberdade de Expressão:

Produtor Executivo e Apresentador - Miguel Farias

Produção e Jornalismo - Maristela Farias

Direção Geral - Kaká Nascimento

Câmeras - Tupi e Ciano

Assistentes de Produção - Jorge Augusto, Lula, Mateus dos Prazeres e Gregório de Lima

Direção de Som - Maestro
Imagem - Jonacir
Caracteres - Edna

Aqui em Olinda, o OLINDA DIGITAL tem como um dos objetivos, formar mão-de-obra qualificada, incentivar o empreendedorismo e também gerar renda, conhecimento e inovação. O OLINDA DIGITAL tem como base um modelo auto-sustentável, sendo estabelecida uma rede de relações envolvendo empresas, governo, instituições de ensino e todo o setor produtivo. O reflexo disto será a capacitação de mão-de-obra especializada no município, a geração de empregos e a promoção de programas de inclusão digital para comunidades carentes. Além disso, a Prefeitura entra com incentivo fiscal e econômico, e as empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, já localizadas ou que virem a se localizar em Olinda, devem apresentar um projeto ressaltando a reciprocidade social e econômica para a cidade.

“O objetivo do programa de Centros de Inovação da Microsoft é fomentar a indústria local de software, a inovação e o empreendedorismo. A nossa meta é estimular o engajamento das empresas e difundir o uso da tecnologia para melhorar a produtividade dos negócios", além disso, ratificou "o compromisso de ajudar na formação dos estudantes da região e na qualificação de mão de obra para o setor de tecnologia ”, afirmou Michel Levy, presidente da Microsoft Brasil, presente à inauguração do OLINDA DIGITAL.

O modelo adotado em Olinda, contempla uma estrutura inicial formada por:

- A Prefeitura Municipal de Olinda, que apoia institucionalmente e politicamente o projeto e concede incentivo fiscal e econômico para as empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação, já localizadas ou que vierem a se localizar em Olinda. As empresas devem apresentar um projeto ressaltando a reciprocidade social e econômica para a cidade. E, de acordo com a secretária de Planejamento e Gestão Estratégica do município, Sônia Calheiros, as isenções só serão concedidas às empresas que mantiverem escritórios físicos na cidade e que se comprometerem com o desenvolvimento de projetos que assegurem a geração de emprego e inclusão digital. A Prefeitura foi representada pelo Dr. OSWALDO LIMA NETO, Diretor de Planejamento e Gestão Urbana.

- O Centro Brasileiro de Reciclagem e Capacitação Profissional é uma ONG (Organização Não-Governamental), criada pela iniciativa privada. É, portanto, uma organização sem fins lucrativos que atua nas lacunas deixadas pelos setores público e privado, buscando a promoção do desenvolvimento e bem-estar social. Trata-se, assim, de uma entidade privada com finalidade pública, responsável pela gestão do projeto e integração de seus componentes e no Programa estava o Dr. Marcos Ximenes, Diretor do CERCAP.

- Ambiente de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico: Esse ambiente do Pólo Tecnológico Olinda Digital será formado por Centros Tecnológicos voltados para pesquisas e desenvolvimento, formação qualificada de recursos humanos, absorção e transferência de tecnologia e prestação de serviços tecnológicos. O Microsoft Innovation Center - MIC, é o primeiro centro tecnológico a se localizar no Olinda Digital, com a gestão da Allen Informática que é um dos maiores parceiros Microsoft do Brasil.

- Incubadora de Empresas de Base Tecnológica: O papel da Incubadora IEBT.OD é a criação de empresas prestadoras de serviços tecnológicos, a partir daqueles que são empreendedores e desejam colocar seu dinamismo à disposição do desenvolvimento do Município de Olinda, através do mecanismo de incubação de empresas de base tecnológica no Programa Liberdade de Expressão estava representada pelo seu diretor Dr. Celso Perez.

- Associação de Empresas: A Associação de Empresas de Base Tecnológica de Pernambuco AEBT/PE, é uma entidade sem fins lucrativos que buscará, através da representação e suporte aos associados, estimular a livre iniciativa, o empreededorismo e o profissionalismo, visando o desenvolvimento sócio-econômico sustentável do Município de Olinda, e colaborando com o desenvolvimento de empresas pernambucanas de base tecnológica, com o uso de novas tecnologias empregadas. Para isso segue valores regidos pela ética, pioneirismo e inovação, justiça, credibilidade e apartidarismo político, representada pela Sra. Isabel Grizzi.

- Ambiente Empresarial: O Ambiente Empresarial do Pólo Tecnológico Olinda Digital tem por objetivo a atração de empresas de tecnologia para Olinda, e a localização das empresas incubadas, e ainda promover o benefício da geração de empregos para cidadãos olindenses. As empresas tecnológicas já localizadas em Olinda também podem se integrar ao Pólo.

A presidente da Associação das Empresas de Base Tecnológica de Pernambuco (AEBT-PE), Isabel Grizzi, acrescentou que o modelo adotado em Olinda é diferente do Porto Digital, uma vez que não foca apenas a concessão de isenções fiscais. Segundo ela, as empresas que se habilitarem a ir para o município terão que assegurar o desenvolvimento de ações de promoção social de impacto direto, incluindo a capacitação de profissional.

Os projetos devem ser encaminhados à Seplama através do site www.olindadigital.com.br, através do e-mail caminho@olindadigital.com.br ou pelo telefone (81) 2128-3833.


NOSSOS CONVIDADOS DO OLINDA DIGITAL

LÁ ATRÁS O GUTO, O AÉCIO, MARCOS XIMENES, ISABEL GRIZZI, MIGUEL FARIAS, OSWALDO LIMA NETO, CELSO PERES. CÁ EMBAIXO O MAGNUS, WOLNEY, MARCOS, ELCI (DE CAMISA VERMELHA), DINO E FELIPE

AÍ QUEM NUNCA FALTA O TUPI, QUE SE JOGOU LITERALMENTE E SAIU NA FITA.

MIGUEL FARIAS

ISABEL GRIZZI - IDEALIZADORA DO OLINDA DIGITAL

CELSO PEREZ, RESPONSÁVEL PELA INCUBADORA DO OLINDA DIGITAL

MARCOS XIMENES, DIRETOR DO CERCAP

OSWALDO LIMA NETO, DIRETOR DE PLANEJAMENTO DA PREFEITURA DE OLINDA, PARCEIRA DO OLINDA DIGITAL

JÁCOME GRIZZI NETO, DIRETOR SOCIAL DA ASSOCIAÇÃO DE EMPRESAS DE BASE TECNOLÓGICA - AEBT, QUE PREFERIU FICAR COMO ESPECTADOR NOS BASTIDORES

A ATRAÇÃO DO PROGRAMA FOI A BANDA EMOLIFE, QUE FOI ATRAÇÃO MESMO E DEU SHOW NO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

MAGNUS, AÉCIO E GUTO
AÍ O AÉCIO
O "BAIXINHO" GUTO
O MAGNUS

GUTO, MIGUEL, MAGNUS E AÉCIO

GUTO, MIGUEL, MARISTELA, MAGNUS E AÉCIO

A MÃE DO GUTO E O PAI DO MAGNUS, CLARO DANDO O MAIOR APOIO AOS FILHOS

PESSOAL DO FESTIVAL VIRTUES MUSICA

PAULO, QUE PARTICIPA DA ORGANIZAÇÃO DO FESTIVAL

O DINO, MARCOS, ELCI, WOLNEY E FELIPE, DO FESTIVAL VIRTUES MUSICA
WOLNEY E MARCOS, PRODUTORES DO FESTIVAL VIRTUES MUSICA

BANDA EMOLIFE E PESSOAL DO FESTIVAL VIRTUES MUSICA

DINO E PAULO, DO FESTIVAL VIRTUES MUSICA QUE VAI ACONTECER NO ARMAZÉM 14

PESSOAL DO VIRTUES MUSICA E BANDA EMOLIFE

WOLNEY E MARCOS, PRODUTORES DO FESTIVAL VIRTUES MUSICA

MARCOS PRODUTOR DO VIRTUES MÚSICA E AÉCIA DA BANDA EMOLIFE

NOSSA EQUIPE VITORIOSA

TUPI, NOSSO CÂMERA 10

CIANO, TAMBÉM É 10!

GREGÓRIO E MATEUS, NOSSOS PARCEIROS DO PONTO DE CULTURA NEGRAS RAÍZES

LULA EM AÇÃO, NO CONTROLE DO PROGRAMA NOS BASTIDORES

DESAFIOS PARA O FORTALECIMENTO DA CULTURA POPULAR
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October 20, 2007 04:41 PM PDT
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Na segundafeira, dia 15 de outubro de 2007, o Programa Liberdade de Expressão, apresentado pelo Miguel Farias, transmitido pela TV Nova Canal 22 - NET canal 45 ou 58 e Cabo Mais Canal 20, abordou o tema: OS DESAFIOS PARA O FORTALECIMENTO DA CULTURA POPULAR, com os seguintes convidados:
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DANIELA BASTOS

Daniela Bastos - Coordenadora Geral e Altamiza Melo - da Coordenadoria de Projetos da ONG Terreiro da Tradição, que tem como objetivos a valorização, incentivo, pesquisa, documentação, divulgação do patrimônio imaterial pernambucano e brasileiro com ênfase nas culturas tradicionais (músicas, danças, hábitos, rezas, crenças); associar pesquisadores, folcloristas, músicos, jornalistas, antropólogos, artistas e demais pessoas interessadas nas culturas tradicionais; promover intercâmbio do patrimônio imaterial pernambucano e brasileiro com o conhecimento sistematizado e acadêmico entre as universidades e demais instituições congêneres; dar assistência aios mestres, artistas, artesãos, grupos culturais, agremiações carnavalescas; produção de CDs, publicações, vídeos, DVDs, cursos, seminários e serviços afins, objeticando capacitação e aprimoramento científico e cultural; consultoria técnica.

Contato: terreirodatraição@gmail.com

Sumaya Vieira - Estudiosa das tradições populares, antropóloga, professora da Universidade Federal de Pernambuco, coordenadora do programa Culturas Tradicionais / Instituto Nômades autora do livro A CAMBINDA DO CUMBE, que "exibe um raro e intenso cenário erguido a partir da intimidade tramada entre os exuberantes textos de Sumaia e as falas dos folgazões". "O livro pede licença "aos mestres e caboclos da Jurema protetores do maracatu, aos padrinhos e madrinhas espirituais da brincadeira, aos folgazões que, fantasiados, brincam por obrigação. É como se fosse uma promessa". LEIAM!!!!!!!!!!! VEJAM!!!!!!!!!! SINTAM !!!!!!!!!!... O LENGO, TENGOLENGO, LENGOTENGO..."

Brucutu - comunicador popular e produtor cultural. Presidente do Centro Cultural Viva Arte, que trabalha na cidade de Olinda, com as manifestações populares da cidade, produção de eventos, agenciamento de artistas populares, produção de CDs, projetos culturais, cantor da banda Embarcasom (de frevo), idealizador de caravana cultural dentro do sistema penitenciário, I intercambio cultural Pernambuco/Bahia.

CLEYTON SANTANA, TONEL E EUDINHO DE ARCOVERDE NA SANFONA, deram show no Programa Liberdade de Expressão. O Cleyton se descreve assim:

Eu sou aquele menino
Cientista maluco, do Alto do Cajueiro
de Nova Descoberta, Imbaúba, Alto do Cruzeiro.
Eu sou aquele menino, do Alto da Esperança
sem conta no banco não tenho poupança
matuto, Brasileiro, Pernambucano
sou meio africano, vim em um navio negreiro
sou aquele menino que nasceu
no berço da Barros Lima numa aquarela
no bairro tão talentoso em Casa Amarela.
Hoje moro em Santana
sou de Casa Forte
vizinho de Ariano Suassuna
no Poço da Panela.

mas nós que o conhecemos, afirmamos que ele é um dos grandes artistas deste Estado, que ainda mantém um trabalho social na sua comunidade, com adolescentes do Poço da Panela, e voce pode baixar o disco completo em mp3 no blog:

http://www.cleytonsantana.blogspot.com/

e comprar também CD's e contactá-lo pelo telefone 081 8776 7885.

"> ALTAMIZA MELO

Em 2004, o Secretário de Identidade e Diversidade Cultural, Sérgio Mamberti, disse que "não pode haver expressões culturais ou trabalhadores da cultura de segunda classe, ou classificar as expressões culturais como artísticas e folclóricas"...."A proteção e a promoção da diversidade dos conteúdos e expressões culturais são elementos estratégicos de construção da ordem democrática e estão entre os deveres básicos dos governos e Estados nacionais. Cada sociedade, grupo social ou indivíduo tem um conjunto de expressões singulares, que refletem um modo de viver próprio e um sistema de valores, através dos quais se constroem as diversas identidades. Elas, por sua vez, podem se reconhecerem e se respeitarem através do diálogo e dos intercâmbios.
Ao longo da história, a exclusão dos segmentos populares das políticas públicas de nosso país, bem como a segregação social e racial, têm sido fatores determinantes na desvalorização de sua produção cultural. Daí a urgência na discussão e construção de uma política nacional envolvendo os interessados - sociedade civil e gestores estatais - a partir de um amplo debate por todo o país, que deve levar em conta os contextos locais de decisão. Garantir as condições de criar, difundir e fruir as expressões das Culturas Populares, bem como o acesso à educação e formação de qualidade que respeite a nossa diversidade cultural são direitos e elementos fundamentais para um projeto de desenvolvimento nacional".(Sérgio Mamberti)

Em 31 de março de 2005, o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, afirmou em discurso, que "O Estado tem um papel vital no fortalecimento da economia da cultura, seja no levantamento do potencial, seja no planejamento das ações, na articulação dos agentes econômicos e criativos, na mobilização da energia social disponível, no fomento direto, na regulação das relações entre agentes econômicos, na mediação dos interesses dos agentes econômicos e dos interesses da sociedade, assim como na fiscalização das atividades. É um papel múltiplo, que exige vontade política, qualificação institucional e recursos.

Não se trata de reabilitar o Estado produtor de cultura, ou o Estado dirigista. Ao contrário. Parte-se do princípio de que o Estado pode e deve estimular um ambiente favorável ao desenvolvimento de empresas e criadores, para que o mercado possa ampliar-se e realizar seu potencial, não apenas de auto-sustentabilidade, mas de ganhos sociais (emprego, renda, inclusão ao consumo de bens culturais).

O Ministério da Cultura, tem insistido na abordagem das conexões entre cultura e desenvolvimento e na necessidade de ampliar seu papel, somando às políticas tipicamente compensatórias aquelas capazes de diagnosticar e estimular o mercado, ou seja, as empresas e os empreendedores brasileiros que atuam no setor cultural. Trata-se de uma abordagem mais abrangente e integrada." (Ministro Gilberto Gil

O Ministério da Cultura tem o enorme desafio de formular e implementar políticas públicas para um dos campos de atuação indubitavelmente mais fascinantes, complexos e, por outro lado, marcado pela falta de tradição no desenvolvimento das mesmas. A gestão do Ministro Gilberto Gil assumiu este desafio como parte do seu entendimento de que é indispensável para o fortalecimento do setor cultural brasileiro que a ação pública do Estado neste campo seja feita com base em políticas públicas coerentes e consistentes, formuladas e implementadas de modo democrático.

A complexidade do campo cultural é notável. São inúmeras as linguagens e suportes de expressão a serem contemplados: teatro, música, dança, cinema, comunicação de massa, artes plásticas, fotografia, escultura, artesanato, livros, patrimônio cultural (material e imaterial), circo, museus etc., cada um com a sua complexidade e especificidade a ser considerada. Uma política abrangente também deve considerar as dimensões transversais a estas linguagens e suportes: deve pensar em termos de políticas de capacitação profissional, criação, produção, circulação e financiamento da cultura. Temos também diferentes públicos ou segmentos culturais que devem ser enfocados pelas políticas públicas de cultura: povos indígenas e afro-descendentes, juventude, portadores de necessidades especiais, comunidades marginalizadas das grandes cidades e para as comunidades GLBT.

É indispensável, portanto, que concebamos e implementemos políticas para o setor cultural em termos de premissas e diretrizes políticas que dêem coerência e consistência ao conjunto de instrumentos institucionais pelos quais se dá a ação pública do Estado - tais como programas, projetos, editais, leis, decretos e portarias, dentre outros, e que são as formas concretas como as políticas públicas são implementadas.

Todas estas ações convergem no sentido de dotar o Brasil de instituições sólidas e democráticas na promoção da ação cultural e artística. E nesse cenário, o Estado brasileiro tem uma missão intransferível de protagonismo na articulação e fortalecimento do que a sociedade brasileira projeta, compõe, filma, modela e produz no setor cultural.

Neste contínuo processo de transformação da cena cultural brasileira, partimos da premissa de que o processo de formulação e de implementação de políticas públicas deve ser o mais democrático possível. Sem isso, as políticas perdem um componente relevante de sua legitimidade diante da sociedade. As Câmaras Setoriais e os diferentes Conselhos existentes e em consolidação no âmbito da ação do MinC dão expressão prática a esta premissa

A segunda diretriz política com que trabalhamos é que o Estado tem uma série de responsabilidades intransferíveis no campo cultural brasileiro. Operando uma concepção menos ideologizada e mais pragmática das atribuições do Estado nacional no contexto contemporâneo, é possível indicar ao menos dez frentes relevantes para a ação do setor público no campo cultural.

A terceira diretriz fundamental com que operamos é a de que a cultura é um componente central da estratégia de desenvolvimento efetivamente sustentável do Brasil. Desde a posse do Ministro Gil, o Ministério da Cultura tem empreendido um esforço consistente para deslocar a cultura para o centro da agenda política, econômica e social do país, consolidando-a como uma dimensão crucial e indispensável do desenvolvimento econômico e social que tanto almejamos. Trata- se de retirar a cultura do papel de subalternidade a que havia sido relegada pelos governos antecessores

Em 2007 durante o lançamento do Programa Mais Cultura, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o país nunca contou com uma ação planejada e organizada na área cultural.

"Sou cúmplice na vontade de fazer esse programa. O Brasil, lamentavelmente, nunca teve uma política cultural. Tinha ações de ministros que atendiam determinados públicos, às vezes, muito seletivos", afirmou.

A importância do envolvimento de todos os cidadãos para o sucesso dessa iniciativa também foi lembrado pelo presidente. "A política cultural do país não é mais apenas responsabilidade do Ministério da Cultura, é responsabilidade do presidente da República e dos 190 milhões de brasileiros que ajudaram a construí-la", completou.

O Programa Mais Cultura foi lançado dia 04 de outubro, tem como meta a ampliação dos números de pontos de cultura, locais onde o governo incentiva expressões culturais da comunidade. A expectativa é chegar ao número de 20 mil pontos de cultura até 2010.

A previsão de investimento é de R$ 4,7 bilhões. Para o presidente Lula, o montante ainda pode aumentar por conta das emendas parlamentares. "O ministéri