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DANÇA, UMA EXPRESSÃO DE ARTE
Explicit
May 17, 2008 03:51 PM PDT

No Programa Liberdade de Expressão gravado e apresentado por Miguel Farias dia 18 de abril de 2008, o debate sobre DANÇA COMO EXPRESSÃO DE ARTE, foram convidados UBIRACI FERREIRA, professor e Presidente do Balé de Cultura Negra Bacnaré; PAULA AZEVEDO, bailarina e produtora cultural; FRED SALIM, professor, coreógrafo, produtor e pesquisador e FLÁVIA BARROS, bailarina, professora, coreógrafa, Maitre de Balet e Musicista.



Miguel Farias com o cartaz do PERNAMBUCO EM DANÇA 2008, que se realizou no Teatro do Parque nos dias 24 a 27 de abril e no Pátio de São Pedro - Dia Internacional da Dança - dia 28 de abril, às 18h30

Miguel Farias e Fred Salim


Cleiton Santana e o Forró Ganzá


A dança é uma das três principais artes cênicas da Antigüidade, ao lado do teatro e da música e caracteriza-se pelo uso do corpo seguindo movimentos previamente estabelecidos (coreografia), ou improvisados (dança livre). A dança pode existir como manifestação artística ou como forma de divertimento e/ou cerimônia. Como arte, a dança se expressa através dos signos de movimento, com ou sem ligação musical, para um determinado público, que ao longo do tempo foi se desvinculado das particularidades do teatro.

Ao pesquisar a história da dança e segundo correntes da antropologia, as primeiras danças humanas eram individuais e se relacionavam à conquista amorosa. As danças coletivas também aparecem na origem da civilização e sua função associava-se à adoração das forças superiores ou dos espíritos para obter êxito em expedições guerreiras ou de caça ou ainda para solicitar bom tempo e chuva. A dança, tal como todas as manifestações artísticas, é fruto da necessidade de expressão do homem, de maneira que seu aparecimento se liga tanto às necessidades mais concretas dos homens quanto àquelas mais subjetivas. Assim, se a arquitetura nasce da necessidade da construção de moradias adequadas e seguras, a dança, provavelmente, veio da necessidade de exprimir a alegria ou de aplacar fúrias dos deuses.



Miguel Farias
FLÁVIA BARROS, bailarina, coreógrafa, pesquisadora, musicista, Maitre de Balet. Formada pela Escola de Danças Clássicas do Theatro Municipal (Rio de Janeiro, 1957), com ênfase na técnica e linhas da escola de balé clássico francesa
Sobre elementos importantes para formação de um bailarino, comenta:
“Um bailarino tem que sair, viajar, fazer aula fora, trabalhar com outros grupos, depois voltar para seu lugar de origem e trazer consigo essa experiência.”
Atuação
É uma das principais professoras de balé de Recife, nas décadas de 60 e 70. Após integrar, durante cinco anos, o Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, inicia sua carreira como professora no Recife, fundando o Curso de Danças Clássicas Flávia Barros
Cria, juntamente a Ariano Suassuna, o Balé Armorial do Nordeste, em 1976, um marco no cenário da dança de Recife, sendo o primeiro grupo a receber apoio financeiro direto da Prefeitura.
Trabalha com diferentes elementos para criação. Sua motivação pode ser despertada por uma música, um ritmo, um tema ou pela própria movimentação dos bailarinos com quem trabalha. Considera a técnica importante instrumento para um bailarino entrar em palco.
Costuma pesquisar muito para realizar uma coreografia, e, principalmente, para selecionar a trilha sonora. Considera a musicalidade um elemento vital para a coreografia, por isso busca sempre ouvir muito a música antes de iniciar a montagem.



FRED SALIM, bailarino, coreógrafo, produtor, pesquisador, sempre viajou para fazer aulas no Rio de Janeiro, São Paulo, fez aulas no Stagium, e no Cisne Negro em São Paulo, em sua formação clássica teve aulas com Eugenia Feodorova, Tatiana Leskiva e Flávia Barros


Seus processos de criação estão sempre ligados à pesquisa de movimentos de épocas e contextos, como no caso da reelaboração da coreografia do bacanal de Herodes, na Paixão de Cristo, buscando em fontes históricas, e consultando seus mestres, sobre as formas mais adequadas para a cena.

Paula Azevedo é bailarina, coreógrafa, produtora cultural e diretora da CRIART Cia. de Dança de Olinda, com um impressionante repertório de ágeis movimentos e muita vivacidade do seu elenco, a Criart sempre consegue levantar platéias.


Ubiraci Ferreira, professor e Diretor do BALÉ DE CULTURA NEGRA BACNARÉ, que já conquistou 148 prêmios internacionais na bagagem, em festivais de outros países. Com 38 integrantes, entre dançarinos e músicos se apresenta resgatando coreografias, rituais, brincadeiras e representações de jogos de guerra da cultura afro-brasileira. Companhia que mais viajou pelo mundo
O Bacnaré é um dos grupos pernambucanos de dança que mais viajou pelo mundo. Criado em 1985, o Balé da Cultura Negra já realizou dez turnês internacionais, participando de festivais na Europa, Ásia e América Latina, onde passou por países como França, Bélgica, Inglaterra, Polônia, Alemanha, Grécia, Espanha, Taiwan e Cuba.


NOSSA EQUIPE


Lula Dias, assistente de produção do Liberdade
Ademir d'Paulo, na direção geral

Buga Som, na câmera

Edson Pereira, na técnica de áudio e Rosélio Correia, Supervisor de Operações

Sr. Marcos Antonio, câmera

Nossa atração... CLEITON SANTANA E FORRÓ GANZÁ, que é sempre uma grande atração e alegria