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FANZINES...ZINES
Explicit
May 20, 2008 06:28 PM PDT




MIGUEL FARIAS, PRODUTOR E APRESENTADOR DO PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃO
A proposta do Programa Liberdade de Expressão, ao convidar fanzineiros para uma conversa, é òbviamente divulgar esta forma de comunicação, que como tantas outras, requer estudo, persistência e acima de tudo, vontade de expor suas ideias de forma que muitos possam partilhar do pensamento do zineiro.

Para gravação do Programa Liberdade de Expressão do dia 25 de abril de 2008, foram convidados o CAMILO MAIA e o SHURATO, fanzineiros e editores da Livrinho de Papel Finíssimo, com um trabalho relevante entre os zineiros e apreciadores e o Guitinho, da Nação Xambá, conhecedor e apreciador do Fanzine e o Moisés, também da Xambá, que desejava conhecer essa área da comunicação até então pouco conhecida para ele. Assim, o Programa Liberdade de Expressão vem cumprindo sua missão de integrar todas as ações sociais e provocar o despertar para tais movimentos.

CAMILO MAIA e MIGUEL FARIAS

Fanzine é uma abreviação de fanatic magazine, mais propriamente da aglutinação da última sílaba da palavra magazine (revista) com a sílaba inicial de fanatic.

Fanzine é, portanto, uma revista editada por um fan (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor). Na sua maioria é livre de preconceitos, e engloba todo o tipo de temas, com especial incidência em histórias em quadrinhos (banda desenhada),ficção científica,poesia,música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos de computador e vídeo-games, em padrões experimentais.

Também se dedica à publicação de estudos sobre esses e outros temas, pelo que o público interessado nestes fanzines é bastante diversificado no que se refere a idades, sendo errónea a ideia de que se destina apenas aos jovens, ainda que estes sejam concretamente os que mais fazem uso desse meio de comunicação.

Prova desta afirmação é a de que os primeiros fanzines europeus, especialmente franceses e portugueses, foram editados por adultos, dedicando-se ao estudo de históra em quadrinhos (banda desenhada). A sua origem vai encontrar-se nos Estados Unidos em 1929. Seu uso foi marcante na Europa, especialmente na França, durante os movimentos de contra-cultura, de 1968. Graças a esses movimentos, os fanzines são uma ferramenta amplamente difundida de comunicação impressa de baixos custos.

O SHURATO, fanzineiro de primeira, também faz parte da Livrinho de Papel Finíssimo

É relativamente antiga a tradição do humor e das artes gráficas em Pernambuco. Seu marco zero está precisamente no ano de 1831, quando veio às ruas o jornal satírico O Carcundão, como assinala matéria recente, na edição nº75 da Continente Multicultural. Fechando o foco para as últimas décadas, é possível listar nomes de diferentes vertentes ou escolas, como Conceição Cahú, RAL, Cavani Rosas, Luís Arrais, Laílson, Clériston, Marcelo Coutinho, Watson Portela e Paulo Santos. Todos têm trabalhos publicados em jornais e revistas comerciais, ou de forma independente nos projetos locais Paca Tatu, Folhetim Humorial, O Rei da Notícia e o Papa-Figo, este último ainda circulando incólume pelo Recife. Nos anos 70 e 80, a grande referência para os desenhistas de humor era o tablóide carioca O Pasquim. "Foi o meu curso superior", diz RAL, fortemente inspirado nas estripulias gráficas de Henfil e sua turma, onde colaborou por muitos anos. ". Em 1998, o cenário ganhou novo fôlego com a criação do Festival Internacional de Humor e Quadrinhos, concebido e articulado até 2005 pelo cartunista Laílson de Holanda Cavalcanti. Ao mesmo tempo, pela primeira vez foi fundada uma organização de classe, a Associação dos Cartunistas Pernambucanos (Acape). Inspirados no barulho causado pela Ragú, e tendo como modelo editoras underground como a Rip Off Press , outro grupo criou a editora independente Livrinho de Papel Finíssimo, dedicada a publicar trabalhos autorais, geralmente sem espaço nos meios estritamente comerciais. Fabricados no processo de reprografia ou impressão digital, os títulos da Livrinho são vendidos de mão em mão, com o preço variando entre módicos R$ 3,00 e R$ 12,00. "Os autores entram com o papel, e a editora banca a impressão, edita, pagina e faz a diagramação", explica Camilo Maia, integrante do grupo ao lado de Shurato e outros.
(Continente Multicultural)

GUITINHO, DA NAÇÃO XAMBÁ, também fez parte da mesa de debate e contextualizou muito bem sobre a importância do Fanzine e sua de distribuição de trabalhos autorais a preços baixíssimos, como forma de levar a um grande público, as ideias que circulam livremente entre os pensadores que existem fora da grande mídia, da grande editôra e que assim encontram forma de expressão garantida, aliada a outros meios de comunicação. O mão a mão é a forma de divulgação dos fanzines e os meninos, que valorizam essa forma de arte, sempre encontram meios de estar nos mais diversos eventos da cidade, sempre "fanzinando"

O Móisés, também da Nação Xambá, revelou a satisfação de ter recebido tantas informações e respeito do assunto.

Lula Dias, Assistente de Produção, sempre atento aos assuntos e aos processos que um programa televisivo exige.

O Marco Antonio é Câmera

João Maia, Diretor de Programação da TV Pernambuco e Maristela Farias, Coordenadora Geral do Programa, responsável pela Produção do Programa Liberdade de Expressão e fotógrafa (amadora, claro!), nas horas vagas

A atração do Programa foi a Nação Xambá. As fotos serão inseidas brevemente

O Ademir d"Paulo é cineasta, editor e diretor de arte do Programa Liberdade de Expressão