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PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃOMiguel Farias |
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FANZINES...ZINES
May 20, 2008 06:28 PM PDT
A proposta do Programa Liberdade de Expressão, ao convidar fanzineiros para uma conversa, é òbviamente divulgar esta forma de comunicação, que como tantas outras, requer estudo, persistência e acima de tudo, vontade de expor suas ideias de forma que muitos possam partilhar do pensamento do zineiro.
Fanzine é uma abreviação de fanatic magazine, mais propriamente da aglutinação da última sílaba da palavra magazine (revista) com a sílaba inicial de fanatic. Fanzine é, portanto, uma revista editada por um fan (fã, em português). Trata-se de uma publicação despretensiosa, eventualmente sofisticada no aspecto gráfico, dependendo do poder econômico do respectivo editor (faneditor). Na sua maioria é livre de preconceitos, e engloba todo o tipo de temas, com especial incidência em histórias em quadrinhos (banda desenhada),ficção científica,poesia,música, feminismo, vegetarianismo, veganismo, cinema, jogos de computador e vídeo-games, em padrões experimentais. Também se dedica à publicação de estudos sobre esses e outros temas, pelo que o público interessado nestes fanzines é bastante diversificado no que se refere a idades, sendo errónea a ideia de que se destina apenas aos jovens, ainda que estes sejam concretamente os que mais fazem uso desse meio de comunicação. Prova desta afirmação é a de que os primeiros fanzines europeus, especialmente franceses e portugueses, foram editados por adultos, dedicando-se ao estudo de históra em quadrinhos (banda desenhada). A sua origem vai encontrar-se nos Estados Unidos em 1929. Seu uso foi marcante na Europa, especialmente na França, durante os movimentos de contra-cultura, de 1968. Graças a esses movimentos, os fanzines são uma ferramenta amplamente difundida de comunicação impressa de baixos custos. O SHURATO, fanzineiro de primeira, também faz parte da Livrinho de Papel Finíssimo É relativamente antiga a tradição do humor e das artes gráficas em Pernambuco. Seu marco zero está precisamente no ano de 1831, quando veio às ruas o jornal satírico O Carcundão, como assinala matéria recente, na edição nº75 da Continente Multicultural. Fechando o foco para as últimas décadas, é possível listar nomes de diferentes vertentes ou escolas, como Conceição Cahú, RAL, Cavani Rosas, Luís Arrais, Laílson, Clériston, Marcelo Coutinho, Watson Portela e Paulo Santos. Todos têm trabalhos publicados em jornais e revistas comerciais, ou de forma independente nos projetos locais Paca Tatu, Folhetim Humorial, O Rei da Notícia e o Papa-Figo, este último ainda circulando incólume pelo Recife. Nos anos 70 e 80, a grande referência para os desenhistas de humor era o tablóide carioca O Pasquim. "Foi o meu curso superior", diz RAL, fortemente inspirado nas estripulias gráficas de Henfil e sua turma, onde colaborou por muitos anos. ". Em 1998, o cenário ganhou novo fôlego com a criação do Festival Internacional de Humor e Quadrinhos, concebido e articulado até 2005 pelo cartunista Laílson de Holanda Cavalcanti. Ao mesmo tempo, pela primeira vez foi fundada uma organização de classe, a Associação dos Cartunistas Pernambucanos (Acape). Inspirados no barulho causado pela Ragú, e tendo como modelo editoras underground como a Rip Off Press , outro grupo criou a editora independente Livrinho de Papel Finíssimo, dedicada a publicar trabalhos autorais, geralmente sem espaço nos meios estritamente comerciais. Fabricados no processo de reprografia ou impressão digital, os títulos da Livrinho são vendidos de mão em mão, com o preço variando entre módicos R$ 3,00 e R$ 12,00. "Os autores entram com o papel, e a editora banca a impressão, edita, pagina e faz a diagramação", explica Camilo Maia, integrante do grupo ao lado de Shurato e outros.
GUITINHO, DA NAÇÃO XAMBÁ, também fez parte da mesa de debate e contextualizou muito bem sobre a importância do Fanzine e sua de distribuição de trabalhos autorais a preços baixíssimos, como forma de levar a um grande público, as ideias que circulam livremente entre os pensadores que existem fora da grande mídia, da grande editôra e que assim encontram forma de expressão garantida, aliada a outros meios de comunicação. O mão a mão é a forma de divulgação dos fanzines e os meninos, que valorizam essa forma de arte, sempre encontram meios de estar nos mais diversos eventos da cidade, sempre "fanzinando"
O Móisés, também da Nação Xambá, revelou a satisfação de ter recebido tantas informações e respeito do assunto.
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Podcast SummaryO Programa Liberdade de Expressão é uma revista eletrônica, veiculada atualmente na TV PERNAMBUCO, apresentad por Miguel Farias e que pretende amplificar e dar visibilidade à produção cultural, filosófica e artística, levando conteúdo reflexivo para a população tomando em consideração as demandas dos movimentos sociais e principalmente discutir as possibilidades de inclusão social, cultural e econômica BlogBlogs.Com.BrAbout MIGUELFans of this ShowFavorite LinksMiguel's FriendsContact MeSubscribe to this Podcast
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