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PROGRAMA LIBERDADE DE EXPRESSÃOMiguel Farias |
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A FORÇA DAS PARTEIRAS
May 20, 2008 06:31 PM PDT
MIGUEL FARIAS, Produtor e Apresentador do Programa Liberdade de Expressão, que discutindo com os convidados sobre a FORÇA DAS PARTEIRAS, pretende mostrar a importância dessas mulheres, que muitas vezes são a única forma de atendimento às gestantes que vivem em regiões de pobreza e de difícil acesso, demonstrando que o trabalho de mulheres que fazem a ponte entre a gestação e a vida é uma realidade que ainda freqüenta o cotidiano de áreas urbanas e rurais de Pernambuco No Programa Liberdade de Expressão apresentado por Miguel Farias, gravado dia 25 de abril de 2008 , para o debate sobre A FORÇA DAS PARTEIRAS, foram convidados SUELY CARVALHO, parteira e fundadora do Cais do Parto, MARCELY CARVALHO, Diretora do Cais do Parto, BRUNO MONTEIRO, sociólogo e integrante do Grupo de Casais Grávidos e MARIA JOSÉ, parteira da Ilha de Marabá, em visita ao Estado de Pernambuco. Fez parte da mesa de debate o cantor de compositor que também ofereceu seu testemunho a respeito da importãncia das parteiras.
A principal queixa das parteiras em todo o País é a falta de perspectiva da atividade, que, por não ser regulamentada, não garante direitos trabalhistas, como aposentadoria e remuneração fixa.
A presidente da organização não-governamental Cais do Parto, Suely Carvalho(foto), lamenta o descaso. Diz que essas mulheres possuem um papel importante no atendimento a gestantes e até na prevenção a doenças. “Inclui-las no sistema de saúde pode ser de grande ajuda para o próprio estado, pois são pessoas que moram na comunidade, conhecem a realidade local. Conseguem chegar em lugares em que agentes de saúde não chegam. É injusto não receber pelo trabalho”, reclamou. De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Parteiras Tradicionais da Gerência de Saúde da Mulher da SES, o SUS repassa uma verba para o pagamento dos partos realizados por parteiras. O recurso é enviado para os municípios, que, por sua vez, deveriam repassá-los às profissionais. “A maioria dos municípios, no entanto, não cumpre o acordo. Como a profissão não é regulamentada, o Estado não pode intervir, fiscalizar e exigir o pagamento. Se fossem pagos regularmente, cada parteira receberia cerca de R$ 13 (!!!!!!) por parto”, explicou
A simplicidade desta mulher, falando sobre o trabalho que ela desempenha em Marabá é emocionante e demonstra o quanto se faz necessário o reconhecimento desse trabalho. . “Não tem horário, nem dia certo. Se me chamarem, eu vou. Sou muito procurada pelo pessoal da comunidade. Pessoas que, às vezes, não têm nem o que comer. Não ganho nada pelo serviço, trabalho por amor”, afirmou.
BRUNO MONTEIRO, sociólogo e integrante do Grupo de Casais Grávidos, projeto desenvolvido e realizado pelo Cais do Parto. Toda semana, na sede da organização, em Olinda (PE), são preparados casais grávidos para o parto e são repassads informações sobre a co-responsabilidade da mulher e do homem para recepcionar e desenvolver a criança que está chegando. O objetivo dessa ação é contribuir para a formação de uma sociedade saudável, equilibrada e feliz
“Ninguém ganha nada pelos partos. Eu mesmo preciso fazer outros trabalhos para conseguir o sustento da minha família,o que é injusto, porque o trabalho que desempenhamos é de grande responsabilidade, afinal de contas, são duas vidas em nossas mãos. Mas ser parteira é um dom, você não escolhe ser. É e pronto”, fala a Maria José. Apesar do avanço da medicina e aperfeiçoamento de técnicas para deixar os partos cada vez mais confortáveis para as gestantes, as parteiras ainda são bastante solicitadas em diversas regiões do Brasil - principalmente no Norte e Nordeste. Em Pernambuco, existem 925 delas, realizando procedimentos tanto na zona urbana quanto rural. São 46 profissionais em áreas urbanas, 824 em rurais e 55 no campo e na cidade, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Ainda de acordo com a SES, no último levantamento sobre números de partos, em 2006, 119.495 bebês nasceram nas 258 unidades das 11 Gerências Regionais de Saúde (Geres) de Pernambuco. No mesmo ano, 1.287 nascimentos domiciliares foram notificados no Sistema Único de saúde (SUS) - acredita-se que a quantia é maior por conta da sub-notificação. “Ninguém ganha nada pelos partos". Eu mesmo preciso fazer faxinas, lavar roupas e costurar por encomenda para conseguir o sustento da minha família. Algo injusto porque o trabalho que desempenhamos é de grande responsabilidade, afinal de contas, são duas vidas em nossas mãos. Mas ser parteira é um dom, você não escolhe ser. É e pronto”, define. Médico faz alerta sobre riscos Ter um bebê na rede privada, pública de saúde ou com uma parteira também depende de fatores como custo, distância entre a residência e a unidade de saúde mais próxima. De acordo com o presidente da Sociedade de Ginecologistas e Obstetras de Pernambuco e professor adjunto de Ciências Médicas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Olímpio de Moraes Filho, um parto não deve ser feito simplesmente por escolha. “Se na região onde a mulher mora tem uma dessas unidades de saúde, ela deve ser conduzida para lá”, afirmou. Segundo ele, cerca de 15% a 20% dos partos apresentam complicações e necessitam de intervenções médicas, além da aplicação de medicamentos para acelerar o trabalho de parto ou controlar hemorragias. “Nos casos de complicações, tempo é precioso, por isso o ideal é que ela esteja em um local equipado, que tenha o suporte necessário para essas eventualidades. Mas, lógico, que em situações onde a unidade de saúde mais próxima fica a quilômetros de distância, a única alternativa é procurar uma parteira”, completou. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, em 2006, 83 mulheres morreram após dar deram à luz no seu próprio domicílio. Em 2007, esse número caiu para 50. REGULAMENTAÇÃO
LEGALIZAÇÃO DA PROFISSÃO DAS PARTEIRAS!
Cais do Parto
<caisdoparto.encontro@gmail.com>
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Podcast SummaryO Programa Liberdade de Expressão é uma revista eletrônica, veiculada atualmente na TV PERNAMBUCO, apresentad por Miguel Farias e que pretende amplificar e dar visibilidade à produção cultural, filosófica e artística, levando conteúdo reflexivo para a população tomando em consideração as demandas dos movimentos sociais e principalmente discutir as possibilidades de inclusão social, cultural e econômica BlogBlogs.Com.BrAbout MIGUELFans of this ShowFavorite LinksMiguel's FriendsContact MeSubscribe to this Podcast
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