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TEATRO DE RUA
Explicit
May 20, 2008 06:41 PM PDT

O Programa Liberdade de Expressão convidou o Irineu Correia, do TAO - Teatro Amador de Olinda, a Lucélia Albuquerque, do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, Paulo Michellotto, professor da Universidade Federal de Pernambuco e Anderson Guedes, do Movimento do Teatro Popular de Pernambuco, para uma conversa sobre o TEATRO DE RUA, uma das manifestações mais antigas da cultura popular e que traz na bagagem séculos de histórias e influências, que vão desde os folguedos do Nordeste até as máscaras dos espetáculos medievais.

O próprio teatro originou-se na rua, ou quase isso. O surgimento do teatro se dá no espaço público, e não se pode falar exatamente em rua, que ainda não existia, mas a grande verdade é que ele nasceu no seio da comunicade, antes mesmo do estabelecimentodo teatro grego.

O conceito de teatro de rua, é marcado por uma intenção explícita de criar encenações para serem apresentadas no espaço público. Essa é sua principal característica e os atores passam a impressão de terem encontrado o paraíso no teatro que fazem nas ruas ou em qualquer outro lugar onde a plateia seja formada pela diversidade humana, sem as divisões sociais que se pretende determinar. O maior e melhor ator ator do "teatrão", como é chamado o teatro de palco pelos atores do teatro de rua, pode quebrar a cara na rua. Para a rua tem que ter a química com a plateia diversa, que de alguma maneira intervém nas encenações, transformando-se em protagonistas.

Com as construções dos edifícios teatrais - casas de espetáculos das mais variadas formas e tamanhos, a rua concolidou-se como escolha e não como ausencia de alternativa, é bom que se deixe bem claro, até porque o compromisso dos que fazem teatro de rua é acima de tudo compromisso.

UM RESUMO DA HISTÓRIA DO TEATRO DE RUA

O primeiro registro de teatro de rua contemporâneo no Brasil data de 1946, uma iniciativa que envolveu nomes como Hermilo Borba Filho e Ariano Suassuna. A partir desse momento, a história de tal manifestação encontra parada obrigatória também em 1961, com a criação do Movimento de Cultura Popular (MPC), em Pernambuco – por Paulo Freire e o próprio Suassuna, entre outros –, e pelo surgimento, no mesmo ano, do Centro Popular de Cultura (CPC), da União Nacional dos Estudantes (UNE), no Rio de Janeiro, capitaneado por Oduvaldo Vianna Filho, o Vianninha.

Entre as influências na estética do teatro de rua, além da já citada commedia dell’arte, é forte a presença da exuberância visual do circo tradicional e a incomparável habilidade de comunicação de manifestações populares como o maracatu – folguedo nordestino, sobretudo da região de Pernambuco. “É possível usar várias formas de linguagem no teatro de rua”,

Os papéis de público e atores também sofrem interessantes mudanças no teatro de rua em relação ao encenado no edifício teatral. A ausência do palco aproxima os lados, enquanto o tom de constante intervenção permeia as apresentações. Afinal, se por um lado um espetáculo pode mexer com o cotidiano da cidade e seus transeuntes, por outro esses mesmos passantes podem – e vão – intervir nas cenas

Esse movimento, por sua vez, contribui para a relação do cidadão com a cidade, uma vez que, quando um indivíduo assiste a um espetáculo na praça, ele está também usufruindo um espaço público de convívio urbano. “Ou seja, é a convivência de todos numa praça ou mesmo nas ruas que faz com que elas sejam efetivamente de todos. E o teatro de rua é um dos instrumentos para isso.”

Anderson Guedes é o representante do Movimento de Teatro Popular e em nossas pesquisas para escrever sobre o MTP, encontramos um requerimento do Deputado Sérgio Leite, onde com muita propriedade é feita uma referência ao MTP, que traduz perfeitamente a importância desse movimento para fomentar a cultura no Estado de Pernambuco.

ESTADO DE PERNAMBUCOASSEMBLÉIA LEGISLATIVA

Legislatura 16º Ano 2007


Requerimento Nº 1131/2007


Requeremos à Mesa, ouvido o Plenário e cumpridas as formalidades regimentais de que seja formulado, na Ata dos Trabalhos dessa conceituada Casa, Votos de Aplausos para o Movimento de Teatro Popular - MTP e Fundação de Cultura Cidade do Recife-FCCR, pela realização do 5o. Festival de Teatro de Rua, que aconteceu recentemente, fazendo com que os mais diversos bairros da cidade do Recife respirasse cultura durante alguns dias.Da decisão desta Casa, e do inteiro teor desta proposição, dê-se conhecimento ao Movimento de Teatro Popular, através do Sr. Anderson Guedes, com endereço a Rua dos Coelhos, 317 - Boa Vista, Recife - PE; ao Exmo. Prefeito da Cidade do Recife, Sr. João Paulo Lima e Silva, com endereço no Palácio Prefeito Antonio Farias, sito ao Cais do Apolo, 925 - 9o. andar - Bairro do Recife, Recife - PE. CEP 50030-230 e ao Presidente da FCCR, Sr Fernando Duarte, com endereço no Palácio Prefeito Antonio Farias, sito ao Cais do Apolo, 925 - 15o. andar - Bairro do Recife, Recife - PE. CEP 50030-230.

Justificativa


Esse Festival reúne o que se produz em todo o estado, do sertão ao litoral, além de trazer o que há de mais representativo na área de teatro de rua, para servir de modelo e de parâmetro para os produtores desse tipo de teatro daqui da região. Nesse período o movimento é incrementado com a realização de cursos e de oficinas de aperfeiçoamento, com o objetivo de aprimorar as técnicas de abordagem e de comunicação do teatro de rua, em busca de uma linguagem cênica que aproxime as pessoas do teatro que a elas é dirigido.Há de se registrar o esforço imenso que é feito pelo MTP e pela FCCR, com a finalidade de fazer com que a população mais carente, principalmente aquelas que habitam os morros e alagados, tenham a acesso a pelo menos um dos seus bens culturais: o teatro popular.Numa época de grandes dificuldades de produção, quando as regras de mercado apontam para um outro tipo de teatro, é louvável iniciativa como essa que permitem uma interlocução do povo com o seu teatro, fazendo um caminho inverso ao preconizado pelos agentes econômicos, resgatando as origens dessa arte milenar, que no seu nascedouro grego, dava ao povo o que a ele pertencia.Outro fator importante e digno de elogio é a preocupação que o movimento possui com as questões políticas e sociais, investindo no conteúdo das montagens, sem no entanto se despreocupar com a sua forma, utilizando os conhecimentos adquiridos para criar momentos de beleza, poesia e encantamento, sem no entanto se disvincular da realidade e da sua função principal.Pelo exposto, solicito aos deputados e deputadas, nobres companheiros e companheiras de labuta, que aprovem o presente requerimento por ser de fato justo e apropriado.


Sérgio LeiteDeputado

O Professor Paulo Michellotto, da Universidade Federal de Pernambuco, é um dos grandes defebsores e incentivadores do Teatro de Rua e, segundo ele, é um tema que se encontra à margem dos estudos sobre o teatro brasileiro. A historiografia do teatro foi escrita basicamente a partir da dramaturgia e a cena, local do acontecimento teatral, foi renegada ao segundo plano. A ampliação de pesquisas sobre a cena, especialmente nos programas de pós-graduação, tem tentando repensar essa visão. Porém, o teatro de rua é um tema ainda carente de discussão e pesquisas. O preconceito e a falta de uma conceituação clara dessa modalidade teatral são alguns dos problemas encontrados pelo pesquisador que queira investigá-la.

Segundo Lucélia Albuquerque, o Teatro do Oprimido de Augusto Boal é uma metodologia teatral genuinamente brasileira, sistematizada pelo teatrólogo Augusto Boal, que estimula uma postura ativa e protagônica em seus praticantes e espectadores qundo estes são convidados a entrar em cena substituindo um personagem oprimido na situação que está sendo encenada e através da improvisação, uma característica do teatro de rua em geral, apresente alternativa que mude os rumos do acontecimento de opressão. O Teado do Oprimido estimula discussão de qualquer tema no qual exista um conflito claro e objetivo e o desejo e a necessidade de mudança.

No Teatro de Rua e no Teatro do Oprimido, em especícifico, o diálogo entre atores e espectadores é o primeiro passo para a resolução do assunto em discussão, pois aponta caminhos e alternativas, sem oferecer soluções extraordinárias nem mágicas para problemas concretos, mas é um instrumeneto lúdico, criativo e eficaz de estímulo à reflexão, ao diálogo e à elaboração de propostas.

Irineu Correia, do Teatro de Amadores de Pernambuco, um dos ícones da resistência do teatro na cidade de Olinda, um dos mais respeitados grupos teatrais daquela cidade, que atualmente e junto com os demais grupos de teatro têm enfrentado toda sorte de adversidades por falta de teatro para ensaios. O Teatro de Amadores de Olinda - TAO -, do qual o Irineu é representante, tem no seu currículo a apresentação de inúmeros espetáculos, entre eles: "Brincando em Cima daquilo" / "Ubu Rei (Pai Ubu e Mãe Ubu)" , A Cor da Exclusão, Teamu & Cia, Cantares do meu Povo, entre muitos outros e cujas apresentações ocorrem em sua maioria na cidade do Recife, que tem colaborado com o Teatro de Rua, já que em Olinda a situação é extremamente adversa.

Para Irineu, o Teatro de Rua é missão. Missão de poder levar a um público carente de teatro em suas comunidades e que de repente, além de assistir às apresentações, também podem se transformar em protagonistas, participando das cenas e contextualizando sua propria dramaticidade, com aquela que lhe está sendo apresentado sob forma de espetáculo.

Escutar os meninos do ARABIANDO é ter a certeza de que a música está na alma de cada um deles. Fui atrás de mais informações sobre eles e cheguei lá no Orkut onde encontrei exatamente o que precisava para colocar aqui no blog do Programa Liberdade de Expressão. "Tecendo com tradição e muita originalidade a música popular brasileira, o Arabiando desponta no cenário musical de Pernambuco com uma nova proposta artística: pesquisar novas sonoridades e difundir o choro pernambucano em todo o país. A qualidade sonora do Arabiando deve-se primeiramente à formação musical dos seus integrantes onde todos, sem exceção, estudaram no Conservatório Pernambucano de Música. Outro aspecto deve-se à improvisação e aos arranjos bem elaborados que têm lugar de destaque na história deste grupo.Toda essa combinação resulta numa musicalidade apurada aliada a uma performance impecável de jovens músicos pernambucanos. Aliás, jovens com uma média de idade de 25 anos, executando com habilidade excepcional, choros que vivenciaram com a velha guarda."

CONTATOS:Rodrigo Samico 55 81 9922 1188

E-mail: arabiando@hotmail.com

Site: http://www.arabiando.com/

Jô Maria 55 81 9244 9612

Mery Lemos 55 81 9614 5973vitroproducoes@yahoo.com.br

Fantásticos!

Fantásticosssssssssss!!!!!!!!!!!