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MÚSICA: MUDANÇA E INCLUSÃO SOCIAL
Explicit
May 20, 2008 06:46 PM PDT

Miguel Farias, Produtor e Apresentador do Programa Liberdade de Expressão
O Programa Liberdade de Expressão exibido dia 12 de maio de 2008, apresentado por Miguel Farias, versou sobre MÚSICA: MUDANÇA E INCLUSÃO SOCIAL.

Platão disse uma vez que a música é “um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Agora os cientistas sabem por quê. A música, eles acreditam, treina o cérebro para formas superiores de raciocínio.`

Para debater sobre a MÚSICA: MUDANÇA E INCLUSÃO SOCIAL, foram convidados o Presidente do Conservatório Pernambucano de Música, Sidor Hulak, a Pianista e Profesora da Universidade Federal de Pernambuco, Helena Maibrada, a Psicóloga Conceição Vieira, do Centro de Reabilitação e Valorizaçao da Criança - CERVAC e o Maestro Ademir Araújo, da Orquestra Popular do Recife.

A música (do grego μουσική τέχνη - musiké téchne, a arte das musas) constitui-se basicamente de uma sucessão de sons e silêncio organizada ao longo do tempo. É considerada por diversos autores como uma prática cultural e humana. Actualmente não se conhece nenhuma civilização ou agrupamento que não possua manifestações musicais próprias. Embora nem sempre seja feita com esse objetivo, a música pode ser considerada como uma forma de arte, considerada por muitos como sua principal função. A música expandiu-se ao longo dos anos, e atualmente se encontra em diversas utilidades não só como arte, mas também como a militar, educacional ou terapeutica (musicoterapia). Além disso, tem presença central em diversas atividades coletivas, como os rituais religiosos, festas e funerais. Há evidências de que a música é conhecida e praticada desde a pré-história. Provavelmente a observação dos sons da natureza tenha despertado no homem, através do sentido auditivo, a necessidade ou vontade de uma actividade que se baseasse na organização de sons. Embora nenhum critério científico permita estabelecer seu desenvolvimento de forma precisa, a história da música confunde-se, com a própria história do desenvolvimento da inteligência e da cultura humanas. (wikipedia)

Sidor Hulak, Presidente do Conservatório Pernambucano de Música
CONSERVATÓRIO PERNAMBUCANO DE MÚSICA
O CPM possui hoje cerca de 1.250 alunos, e um corpo docente formado por 95 professores. Funciona atualmente em dois prédios (sede e anexo), oferecendo cursos regulares (Iniciação Musical, Preparatório e Curso Técnico em Instrumento e Canto) e Cursos de Extensão. Promove, também, a reciclagem periódica dos seus mestres, com vistas à melhoria da qualidade de ensino. Numerosos eventos, com artistas de alto nível, são realizados em seu auditório, permitindo ao seu alunado assistir e participar de concertos, que, além de enriquecerem a vivência curricular, refinam o gosto musical dos jovens aprendizes dos mais variados instrumentos.
O Conservatório Pernambucano de Música promove a reciclagem periódica de seus professores, eventos com artistas de alto nível.
Av. João de Barros, 594Boa Vista
Recife - PE Fone: (81) 3416.6400
E-mail: cpm@fisepe.pe.gov.brWeb
site: http://www.conservatorio.pe.gov.br/
Heloisa Maibrada, pianista e professora de Universidade Federal de Pernambuco
O Departamento de Música desenvolve uma pesquisa sobre a importância da música no desenvolvimento integral da criança. Intitulado "Projeto Musiser", a pesquisa tem a coordenação da professora e pianista Heloisa Maibrada O Musiser visa a apresentar a música não apenas como um processo intelectual de aprendizagem musical e instrumental, mas como uma atividade criativa, dinamizadora do desenvolvimento de processos cognitivos, emocionais e psíquicos das crianças. A duração do projeto será de dois anos, sendo destinado a crianças na faixa dos 4 aos 6 anos de idade. O projeto Musiser baseia-se em dados relevantes que vêm sendo divulgados como resultado de pesquisas sobre a eficácia da atividade musical no processo cognitivo infantil. Dentre as diversas áreas e atividades estimuladas pela aprendizagem musical, destacam-se desenvolver a auto-expressão e o prazer criativo; desenvolver um sentido estético; facilitar o desenvolvimento motor e rítmico; promover a herança cultural, o desenvolvimento vocal e lingüístico e o desenvolvimento cognitivo e o pensamento abstrato; e ensinar habilidades sociais e de grupo.
Para Heloisa Maibrada, quando a criança entra em contato com a música logo cedo, ela começa a exercitar as capacidades de ouvir, compreender e respeitar o outro, até porque a aprendizagem musical contribui para o desenvolvimento cognitivo, psicomotor, emocionaç e afetivo e, principalmente, para a construção de valores pessoais e sociais de crianças e de jovens.

Conceição Vieira é psicóloga do Centro de Valorização da Criança - CERVAC.

Segundo informação do Cervac, no Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas possuem algum tipo de deficiência. Ou seja, para 15% da população o direito de ir e vir, entre outros, não está sendo cumprido. E não é preciso caminhar muito pelas ruas das cidades para se observar o quanto o país está distante dos ideais de inclusão social, entendendo-se inclusão como adequação da sociedade à pessoa, e não o contrário. Diante da falta de políticas públicas eficientes, seja no âmbito municipal, estadual ou federal, e serviços de competência, iniciativas comunitárias têm se tornado as principais responsáveis pelo atendimento às pessoas com deficiências, empreendendo soluções ousadas, inovadoras e de efetividade. Nesse contexto, situa-se o Centro de Reabilitação e Valorização da Criança - CERVAC, uma iniciativa essencialmente comunitária com atuação compreensiva e eficiente junto a pessoas com deficiências. Uma história que vem se construindo a partir da atitude decisiva de várias pessoas e do engajamento delas na luta por um mundo onde as diferenças sejam respeitadas e acolhidas.

O CERVAC tem como missão, a valorização de pessoas com deficiência, possibilitando seu desenvolvimento físico e mental, atuando nas áreas de prevenção, sensibilização e reabilitação, favorecendo sua inclusão social através da participação ativa em políticas públicas que lhes garantam melhor qualidade de vida. A musicalização e arte são utilizadas como forma de tornar mais lúdico o processo de reabilitação, o que resultou na criação da Banda FORÇA ESPECIAL, composta por crianças, adolescentes e jovens da própria instituição, tendo em seu currículo apresentações em diversos eventos de âmbito estadual e interestadual. Existe ainda, o grupo Arco Íris do Sonho, que realiza um trabalho de dança, que tem por objetivo promover a inclusão Social da Criança com deficiência junto à sociedade. A arte neste caso, propícia o desenvolvimento pleno do indivíduo nos aspectos cognitivo, psicomotor, social e afetivo. Por essa razão, está incluída na proposta pedagógica da Área de Educação do CERVAC, sendo útil como elemento facilitador da inclusão social das crianças, adolescentes e jovens atendidos pela instituição.

Maesto Ademir Araújo

Ademir Araújo, Músico, compositor e regente. Nascido no dia 16 de outubro de 1942, no Recife, Ademir Araújo, já órfão de pai, quando foi chamado pelo compositor Dudu para tocar na Orquestra da Troça Carnavalesca Coqueirinhos de Beberibe, durante o dia e no Bloco Carnavalesco Madeira do Rosarinho, à noite. Estava assim, consolidado o amor entre o músico e o Carnaval do Recife. Já perfeitamente entrosado com o Carnaval de rua, Ademir Araújo teve contato com grandes compositores pernambucanos: Nelson Ferreira, Capiba, Edgard Moraes, Felinho, João Santiago, Miro Oliveira, Toscano Filho e Claudionor Germano, hoje seu inseparável amigo. Regente da Orquestra Popular do Recife, criada pelo escritor Ariano Suassuna, há 25 anos, Ademir Araújo carrega na sua enorme bagagem musical peças sinfônicas, tal a que compôs em 1975, em homenagem ao sesquicentenário do jornal Diário de Pernambuco, como grandes frevos-de-rua como “Formiga Está de Volta”, “Andréa no Frevo”, “Frevo no ano 2000”, “Tonico está de Volta”, alem de consagradas peças carnavalescas de maracatus, como “Leão Coroado”, “Águia de Ouro”, “Maracatu Indiano”, “Dona Santa”, “Dia de Festa”, “Rei de Angola”, entre outros. Ademir Araújo, ou simplesmente Formiga, como é conhecido entre os amigos, é também integrante do Instituto do frevo da Faculdade Mauricio de Nassau e professor de música das oficinas da refinaria multicultural do Sítio Trindade e da escola João Pernambuco, na Várzea. (extraído do site http://www.carnavaldorecife.com.br/noticias.php?cod=434)

O Maestro Ademir Araújo tem significativa atuação na música produzida em Pernambuco nas ultimas cinco décadas. Pesquisador e compositor de talento passeia por diversos ritmos e gêneros com muita desenvoltura. Foi redescoberto por uma nova geração de artistas e músicos, como arranjador e diretor musical.
Ao lado da Orquestra Popular do Recife participou de trabalhos das bandas; Nação Zumbi (PE), Eddie (PE), Andaluza (PE), do artista Erasto Vasconcelos (PE), do grupo Camerata Brasileira (RS), A Barca (SP), do músico e compositor Marquinho Mendonça (SP), dentre outros. Autodidata, oriundo das bandas de música, da rica cultura musical pernambucana, o Formiga, como também é conhecido, está para as orquestras de frevos e bandas de músicas, como referência maior, como um grande "mestre de ofício".
Ainda hoje, o Mestre Formiga entende o frevo, como música visceral e ainda sem sistematização, e por isso sempre persegue a melhor maneira, o melhor ângulo de compreendê-la e executá-la. Juntos, ele e a Orquestra Popular do Recife definem bem as particularidades do FREVO, estas sempre renovadas nas suas performances. Transcendente, sempre, mas sem perder a essência. Saudações ao "Mestre da Banda"... "Que o frevo continue..."
Desde o começo de sua carreira o "Mestre da Banda" busca expressar Música como arte capaz de relatar fatos históricos ou mesmo de expressar sentimento coletivo, que traduza a alma do povo. Enfatiza que o teor da Música enquanto ciência pode intervir diretamente no âmago da sociedade, transformando-se em poderoso instrumento sócio-pedagógico de inserção e transformação através do conhecimento do modo como sete notas, disposta entre sons, timbres, intervalos, etc nos caracterizam como povo único sobre a terra. Defende a tese que esse processo educativo ajuda não só a formar músicos, mas fundamentalmente a capacitar cidadãos conscientes do valor da Música como expressão do ser humano

Rosélio Correia, diretor de operações da TV Pernambuco
Marco Antonio, conhece muito bem a magia de uma câmera


Meninos doTrio Sotaque Trio Sotaque, Grupo instrumental pernambucano formado por Luciano Magno (guitarras e violões), Fábio Valois (piano e teclados) e Raimundo Batista (pandeiro)

O Trio Sotaque é um grupo musical pernambucano com ênfase nos ritmos brasileiros tradicionais como o frevo, o baião e o choro. O Trio já coleciona várias turnês internacionais, participando de eventos em:Buenos Aires (Argentina), durante a FIT (Feira Internacional de turismo) em novembro / 2005.Lisboa (Portugal) – BTL (Bolsa de turismo de Lisboa), janeiro/2006.Madri (Espanha) - FiTur (Feira internacional de turismo), janeiro/ 2006.Milão (Itália) - BIT (Bolsa internacional de turismo), fevereiro/2006.Madri (Espanha) - FiTur (Feira internacional de turismo), fevereiro/ 2007.Berlim (Alemanha) – ITB (maior feira de turismo do mundo), março/2007.
Hoje, o Trio Sotaque apresenta um repertório amplo. Além de composições próprias, interpreta clássicos da música regional nordestina e da MPB.

Luciano Magno

Fábio Valois, Luciano Magno e Raimundo Batista

http://www.lucianomagno.mus.br/

www.myspace.com/lucianomagno

www.palcoprincipal.com/lucianoma



Música: Sotaque -
Autores: Luciano Magno e Fábio Valois


Trio Sotaque
Música: Relampejo
Autor: